Papo de economia

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Painel de economistas avalia por que a economia do Brasil não decola

Ruth Costas
Da BBC Brasil em Londres
Atualizado em 26 de dezembro, 2012 - 08:45

Brasil deixou de ser unanimidade após desaquecimento
Até 2011, a imprensa e mercados internacionais pareciam tomados por um grande entusiasmo em relação ao crescimento brasileiro. "O Brasil decola", anunciou em 2009 a revista britânica The Economist, fazendo um diagnóstico que, à época, parecia ser unanimidade.

A recente polêmica aberta em um artigo da mesma Economist chamava a economia brasileira de "criatura moribunda" - e anunciava: "O Brasil despenca" - dá a medida de como o clima mudou em relação ao País em 2012.

"Este foi o ano em que passamos de uma 'brasilmania' - um grande entusiasmo no exterior em relação ao Brasil - para uma visão mais realista e cética sobre o potencial do País. Agora, na imprensa e entre os mercados e investidores há muita incerteza sobre os rumos que a economia brasileira tomará a partir de 2013", disse à BBC Brasil Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Entre as causas centrais da mudança está a desaceleração econômica dos últimos dois anos. De 2004 a 2010 o PIB brasileiro cresceu a uma média de 4,5%, alcançando, em 2010, os 7,5% que encheram os olhos dos mercados e investidores.

A expansão mais modesta do ano passado - de 2,7% - foi interpretada por analistas como um ajuste sobre o ano anterior, em que o PIB havia crescido mais que seu "potencial" estimado, de 4%.

O que explica, então, a alta de apenas 1% esperada para 2012? Ou o que freou tão bruscamente o crescimento brasileiro - em um contexto em que, ainda por cima, o desemprego está historicamente baixo?
Em um momento em que o governo brasileiro se esforça para garantir que o país retome o crescimento acelerado - com mudanças no câmbio, pacotes de incentivo fiscal e queda dos juros - economistas estrangeiros e brasileiros de prestígio responderam essa questão para a BBC Brasil e opinaram sobre o que é preciso para a economia voltar a alçar vôo em 2013.

Consensos e divergências

Alguns pontos parecem consensuais. Por exemplo, os baixos níveis de investimento são apontados como fator central do desaquecimento.

Como alguns analistas ressaltam, o aumento dos gastos do governo e a expansão da classe média brasileira impulsionaram o consumo nos últimos anos - mas os empresários não têm investido o suficiente, criando uma insuficiência de oferta.

No Brasil, o nível de investimento ronda os 18% do PIB, contra quase 50% da China e pouco mais de 30% da Índia. No Peru, Chile e Colômbia a taxa ronda os 25%.

Apesar de aumento no consumo, empresários brasileiros investiram pouco

A sobrevalorização do real, que mina a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, e problemas estruturais, como excesso de burocracia, gargalos de infra-estrutura e falta de investimento em educação e na formação de mão-de-obra também são apontados como freios do crescimento em 2012, além do acirramento da crise global e desaquecimento da China.

O governo está tentando atacar alguns desses entraves com medidas como cortes dos juros (para 7,25%) e a queda do real. "Mas tal ajuste só terá resultados no médio e longo prazo, porque os empresários levam tempo para refazer seus planos", diz Antônio Prado, da CEPAL.

Entre as diferenças de pontos de vista dos entrevistados algumas se referem às causas do desaquecimento. Por exemplo, um grupo atribui mais peso a fatores externos, enquanto outros veem exagero no cálculo do contágio.

Há também uma ampla variação nas receitas para o crescimento. Alguns defendem mais abertura e menos intervenção. Outros pedem políticas industriais mais ambiciosas. Confira algumas dessas propostas abaixo:
Jim O'Neill - Reformas microeconômicas

Economista da Goldman Sachs, criador do termo BRIC
É importante entender que a taxa de crescimento anual do Brasil é bastante volátil. Na década em que a média de crescimento chegou perto dos 4% houve 3 anos em que a expansão do PIB ficou abaixo dos 2%.

JIm O'Neill é otimista sobre retomada do crescimento em 2013

O Brasil desacelerou por dois motivos em 2011 e 2012. Primeiro, a redução do crescimento da China e dos preços de algumas commodities. Segundo, a sobrevalorização do real, que complicou o desafio do Brasil para ganhar competitividade. Mas no último trimestre, não fosse por uma estranha queda no setor financeiro, o crescimento anualizado seria de 4%, então acho que será mais forte a partir de agora.
Para assegurar um crescimento igual ou maior que 4%, o Brasil precisa de melhores condições financeiras (evitando uma nova valorização do real) e reformas focadas no lado da oferta. A macroeconômia tem ido na direção certa, mas é preciso mais reformas microeconômicas.

Michael Reid - Menos burocracia e arbitrariedade

Editor para América Latina da The Economist
É verdade que o ambiente externo tem sido um desafio. Mas com que países o Brasil quer se comparar? Com a Europa? Basta olhar para a América Latina e os BRICs para ver que o desempenho recente do Brasil é pobre.
Michael Reid

"Com que países o Brasil quer se comparar? Com a Europa? Basta olhar para a América Latina e os BRICs para ver que o desempenho recente do Brasil é pobre."

Alguns motores do crescimento de 2004-10 enfraqueceram. As commodities já não estão subindo e os consumidores precisam pagar suas dívidas. O Brasil se trancafiou em um bloco comercial protecionista e de baixo crescimento - o Mercosul, e fez pouco para abrir novos mercados. Mas o que mais decepciona é a queda dos investimentos. O setor público não tem melhorado a execução de projetos e investidores privados parecem estar preocupados com o risco de mudanças regulatórias ou de políticas.

Outros países latino-americanos acabaram com uma burocracia estúpida que dificultava a vida das empresas. Por que o Brasil não faz o mesmo? Como a presidência já reconheceu, mobilizar investidores privados em projetos de infra-estrutura é crucial. Mas o governo precisa ser mais consistente ao atrair investidores, oferecendo a eles uma taxa de retorno razoável.

Simplificar a estrutura tributária brasileira e reformar leis trabalhistas leva tempo, mas o governo poderia anunciar planos claros para lidar com essas questões.

Marcos Troyjo - Novo modelo de crescimento

Diretor do BRICLab da Universidade de Columbia
Há exagero na avaliação do peso dos fatores externos sobre o desaquecimento brasileiro. O Brasil é uma economia relativamente fechada. As exportações representam 10% do PIB e o peso da China é de 2%. Por isso, o efeito direto do desaquecimento chinês é mais limitado do que muitos acreditam, embora haja também o efeito indireto, relacionado a uma mudança de expectativas.

Para Troyjo, Brasil precisa de reformas estruturais
Houve no Brasil um problema de oferta. O País cresceu recentemente com um modelo focado nos altos índices de consumo e gastos do governo. Isso gera crescimento de curto prazo, mas não desenvolvimento. Para crescer mais de 4%, o Brasil precisa investir 23% do PIB no mínimo.

A queda dos juros foi bem-vinda, mas ainda é preciso fazer reformas estruturais: reduzir a burocracia para a abertura de negócios e os gargalos de infra-estrutura; investir mais em inovação e formação de mão de obra.

Antonio Prado - Política Industrial efetiva

Secretário-executivo adjunto da CEPAL
Houve uma queda muito importante do nível de atividade da indústria - em parte por causa da sobrevalorização do real, que barateou as importações e desestimuliou a produção local. Isso levou a uma inconsistência entre a política industrial e política macroeconômica.

Por isso, mudança na taxa de câmbio e de juros era necessária, mas deve demorar para mostrar resultados. Empresas que já tinham contratos de compras de insumos e dívida em dólar devem ser prejudicadas no curto prazo com a desvalorização, mas no médio e longo prazo o Brasil ganha competitividade.
O País já está fazendo um esforço grande para levar adiante mudanças estruturais e deve continuar nesse caminho. . Medidas como o controle de fluxos especulativos financeiros também são importantes.
Pablo Fajnzylber - Parcerias público-privadas

Principal economista do Banco Mundial para o Brasil
Antonio Prado


"O Brasil precisa estimular o desenvolvimento de novos setores e setores de alta tecnologia"
Após crescer 0% em 2009, o Brasil implementou um política fiscal e monetária anticíclica que lhe permitiu crescer 7,5% em 2010. Mas pressões inflacionárias levaram a um aperto da política monetária até agosto de 2011, quando incertezas globais motivaram um novo ciclo de estímulo.

O impacto desse afrouxamento precisa de tempo para se materializar. A parcela das rendas familiares comprometida com dívidas está alta. O investimento continua baixo refletindo uma incerteza sobre o cenário global e doméstico. Além disso, muitas indústrias sofrem com custos elevados de mão de obra.
No longo prazo, é preciso elevar o PIB potencial do país. A produtividade e o nível de investimento precisam subir. O setor público deve concentrar investimento em atividades que aumentam a produtividade do setor privado, como educação e infra-estrutura, continuando a fazer parcerias com o setor privado em áreas em que o último tem vantagens comparativa como transportes.

Edward C. Prescott - Mais competição e abertura

Prêmio Nobel de Economia
O sistema político deve estar bloqueando mudanças e tomando medidas para manter o status quo. É preciso fazer mudanças para progredir, mas ao que parece a nova presidente não é tão habilidosa como Luiz Inácio Lula da Silva, que foi capaz de manter o apoio dos brasileiros permitindo uma mudança.

Industria brasileira reclama de real forte
O Brasil precisa criar um ambiente em que grupos de brasileiros talentosos possam se juntar e levar adiante iniciativas empreendedoras. Mais competição entre os Estados e mais abertura para o resto do mundo poderia ajudar nesse processo.

Luiz Carlos Bresser-Pereira - Política cambial eficiente

Ex-ministro da Fazenda
A economia brasileira está crescendo menos que o esperado principalmente devido à grande apreciação cambial que ainda subsiste. Os anos 2000, como os anos 90, foram marcados pela tendência à sobrevalorização crônica e cíclica da taxa de câmbio. O dólar caiu de R$ 3,95 em 2003 para R$ 1,65 em 2010.
Com isso, as indústrias deixaram de exportar. Elas sobreviveram graças à política distributiva do governo, que aumentou o mercado interno e explica as taxas de crescimento do segundo mandato de Lula. Mas com o tempo, seu mercado foi capturado por manufaturados estrangeiros.

O essencial agora é continuar a depreciar o real até que ele chegue ao nível de "equilíbrio industrial", de R$ 2,70 por dólar, que torna competitivas as empresas brasileiras de manufaturados. Para exportadores das commodities, que originam a "doença holandesa" (sobrevalorização da moeda de países com recursos naturais abundantes), R$ 2,00 por dólar está bom.

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cros
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Tava aqui pensando com meus botões, sobre esse desaforo que é o prejuízo das coisas sempre ficarem com o consumidor, antigamente quando alguém comprava uma TV ainda podia vender ela usada e comprar um nova tinha até lojas que aceitava (por uma mixaria) a usada na troca.

O automóvel sempre foi uma boa moeda de troca, muitos trocaram de emprego com carteira assinada para revender carro, hoje a coisa está ruim até pro "picaretas".

É uma grita geral que os preços dos veículos novos estão fora da casinha, e assim como o caso Rosegate, ninguém fala nada sobre o vilão desse preço extorcivo.

Então para, digamos, livrar a cara e quem sabe fazer uma média com os compradores porque as montadoras não melhoram suas propostas na troca de um usado por um zero? Sabemos que as CC's estão se lixando com seu usado, eles na verdade pagam o preço que o "picareta" pagaria, pois fazem lotes de até 10 carros ou mais e repassam pros urubus que estão esperando esse lote.

E o cliente achando que está fazendo um bom negócio aceita a proposta. Mas até quando o cliente bonzinho vai engolir esse roubo? As montadoras aceitando e revisando de forma descente esse veículos poderiam dar uma sobrevida e re-aquecer o mercado de novos, que sei, está fervendo e nem tem espaço pra tanto carro nas ruas, mas por outro lado seria melhor para renovar a frota.
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cros
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Saiba onde investir até R$ 10 mil mensais

Não importa quanto você ganha, mas quanto você guarda. Então mesmo quem não tem um salário tão alto quanto gostaria pode abrir mão de uma parte dele todos os meses para investir.

Escolher a aplicação mais adequada para cada perfil é fundamental. A dica de especialistas é apostar na renda fixa em valores mais baixos e só se arriscar na renda variável quando a quantia já for suficiente para diversificar os investimentos.

Quem pode aplicar R$ 500 todos os meses, por exemplo, terá cerca de R$ 35 mil na poupança ao final de cinco anos e mais de R$ 38 mil em um dos títulos públicos à venda no Tesouro Direto.

Para ajudar na escolha, Syllas Ramos, diretor do IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros), aconselha o investidor a definir o prazo e os objetivos de antemão. Um jovem que quer guardar dinheiro para viajar, diz, pode até apostar em ações, mas o ideal é que fique em uma aplicação mais conservadora, como a poupança. "Isso garante liquidez caso ele precise sacar o dinheiro de uma hora para a outra."

A caderneta tem a vantagem sobre as outras aplicações de ser isenta do Imposto de Renda. Nos fundos de renda fixa e no Tesouro Direto, há uma tabela regressiva -quanto maior o tempo de resgate, menor a alíquota cobrada sobre o rendimento.

Os títulos públicos são a aposta do educador financeiro Mauro Calil para quem tem entre R$ 500 e R$ 1.000 para investir. "Estamos em uma época de turbulência. Por isso, é melhor contar com a segurança do Tesouro contra as incertezas, já que a possibilidade de o governo não honrar o pagamento dos papéis é bem pequena", diz.

Já para o professor Otto Nogami, do instituto de pesquisa Insper, o ideal para quem tem esse montante é destinar 60% para a poupança. Os outros 40% poderiam ser investidos em fundos referenciados DI ou em títulos públicos.

Quem tiver entre R$ 1.000 e R$ 5.000 disponíveis, acrescenta, já pode incluir a renda variável em seu portfólio. A sugestão é destinar 15% do total para um fundo de ações ou diretamente para os papéis negociados na Bolsa. Com R$ 10 mil mensais, o investidor pode arriscar mais, caso seu perfil seja mais arrojado, elevando esse percentual para 20%.

Nesse patamar, ressalta Ramos, é possível obter uma taxa de administração menor nos fundos. "O investidor tem acesso a produtos mais rentáveis e deve usar isso a seu favor." De acordo com a Anefac, a poupança, que voltou a render 6,17% ao ano mais TR, ganha de todos os fundos de renda fixa com taxa a partir de 1,5% ao ano.

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Putz não sabia disso!! :shock: :shock: isso foi em 2007


Britânia aluga a marca Philco por 10 anos

A Philco havia sido comprada pela Gradiente há apenas dois anos.
Antes, pertencia ao Grupo Itaú.

A Gradiente vendeu a marca Philco a um grupo de investidores por R$ 22 milhões. De acordo com a Gradiente, a marca será alugada pelos investidores para a Britânia, fabricante de eletroportáteis.

Segundo fontes do mercado, o grupo de investidores estrangeiro e tem capital chinês.

A Britânia confirma que licenciou a marca Philco por um período de dez anos. A empresa ainda está avaliando qual será a nova linha de produtos que levará a marca Philco. Mas a previsão é de que a marca volte para o mercado sob nova administração no início do ano que vem. O mais provável é que a Philco carimbe produtos da linha imagem e som, segmento no qual ela já tem uma forte lembrança do consumidor.

Com fábrica em Camaçari, na Bahia, a Britânia é uma empresa familiar de capital fechado, fundada em 1956. Tem uma linha de cerca de cem itens, entre eletroportáteis, como ferro de passar roupa, liquidificador, e itens de imagem e som, como aparelhos de DVD. Metade dos produtos é fabricada no país e o restante importado da Ásia.


Motivo

A Philco havia sido comprada pela Gradiente há apenas dois anos. Antes, pertencia ao Grupo Itaú.

Em entrevista concedida ao jornal "O Estado de S.Paulo", há 15 dias, sobre as dificuldades enfrentadas pela companhia - que culminaram com a suspensão temporária da produção de TVs -, o vice-presidente da Gradiente, Eugênio Staub Filho, disse que a empresa planejava vender ativos.

Segundo ele, a Gradiente comprou muitos bens nos últimos anos. E agora, "visando a adequação deste acervo às suas necessidades operacionais, iniciou no começo do ano um programa de redução e venda de ativos excedentes, que incluem principalmente, imóveis".

As vendas ajudarão a Gradiente a equilibrar suas contas e reduzir sua dívida. Dados do balanço publicado em dezembro de 2006 mostram que a empresa teve um prejuízo de R$ 114,48 milhões. No ano passado, a receita líquida da companhia foi de R$ 1,381 bilhão.

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Taxa de juros para compra de veículos varia até 389%
Do UOL, em São Paulo
29/09/201306h00

A taxa de juros para a compra de veículos registrou em setembro uma variação de até 389%, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). O percentual mais baixo é 10,65% ao ano, enquanto o mais caro é de 52,06% ao ano.

A BMW Financeira, utilizada para a compra dos veículos de luxo da montadora alemã, cobra a menor taxa, de 0,85% ao mês (ou 10,65% ao ano).

A Santana Financeira possui a maior taxa de juros entre os bancos pesquisados, com 3,55% ao mês (ou 52,06% ao ano).

Taxas podem variar de cliente para cliente

As taxas informadas pelos bancos ao BC são prefixadas, ou seja, embutidas no valor das parcelas a serem pagas.

Os percentuais podem variar conforme a relação do cliente com o banco (quem aplica mais dinheiro recebe vantagens). Além disso, as diferentes agências de um mesmo banco podem ter políticas diversas.

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A Renault me passou a seguinte condição na compra de um:

Stepway 1.6 16V (HI-FLEX) 4P Completo (2011-2014)
A vista - 42.990,00
entrada - 25.794,00
diferença 17.196,00 - 48 x 390,46 = 18.742,00

Duster 1.6 4x2 (HI-FLEX) 4P Completo (2011-2014)
A vista - 49.990,00
entrada - 29.940,00
diferença 20.050,00 - 48 x 451,08 = 21.648,00
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Suíça investiga manipulação no câmbio



Bancos internacionais estariam manipulando de forma coordenada a taxa de câmbio de moedas pelo mundo, num novo escândalo que atinge o setor financeiro. As autoridades suíças anunciaram que abriram investigação em relação às suspeitas de que grandes instituições financeiras mundiais estariam se colocando em acordo sobre a taxa cobrada para cada moeda estrangeira, influenciando também os valores das moedas de países emergentes, como o real.

Por dia, os grandes bancos vendem e compram trilhões no mercado de câmbio. A suspeita agora, porém, é de que os valores desses contratos e dessas moedas não flutuam livremente, mas seriam fixados pelos bancos em pelo menos dois momentos do dia. Segundo as autoridades financeiras da Suíça, país que concentra um dos maiores polos de bancos do mundo, "múltiplas instituições pelo mundo" estariam implicadas no novo escândalo.

Há um ano, os bancos já foram pegos manipulando a Libor — taxa do mercado financeiro de Londres e uma das principais referências de juros no mundo —, o que resultou em condenações afetando Barclays, UBS e vários outros bancos. Por causa dessa fraude, o banco suíço UBS recebeu uma multa de US$ 1,5 bilhão e o britânico Barclays foi multado em US$ 450 milhões.

Os suíços indicaram que a investigação não está ocorrendo apenas no país e que governos de várias partes do mundo estão colaborando. Por enquanto, os investigadores não revelam nem os nomes do bancos afetados nem os países. UBS e Credit Suisse se recusaram a comentar o caso e se fazem parte da investigação.

Em junho, autoridades britânicas já haviam indicado que estavam preocupadas diante de suspeitas de que funcionários de bancos estariam trocando informações entre eles e usando até mesmo ordens de clientes de compra e venda de moedas estrangeiras para manipular a taxa base do mercado de câmbio.

Oficialmente, as taxas de câmbio são estipuladas a cada dia por meio de uma análise em momentos predeterminados do dia dos volumes de negócios envolvendo os maiores bancos do mundo. A suspeita recebida pelas autoridades é de que operadores (traders) de bancos estariam se coordenando não apenas para trocar informação, mas para atuar justamente nesses momentos de avaliação, comprando ou vendendo moedas e, assim, influenciando em seu valor. Em Londres, por exemplo, os horários mais importantes para fixar a taxa são 11h e 16h.

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"Um avião de dinheiro e não deu para pagar!", diz protagonista da maior crise bancária no RS



Às vezes, do céu ao inferno são apenas alguns passos. E a vida pode mudar rapidamente. Mesmo. Péricles de Freitas Druck era um dos empresários mais badalados do Estado na década de 1980. Frequentava altas rodas e tinha a confiança dos gaúchos. Seu banco, Habitasul, chegou a ter 1,6 milhão de cadernetas de poupança. Habitué de colunas sociais e alvo do noticiário econômico, enfrentou uma reviravolta em 1985 quando o sistema financeiro gaúcho quase quebrou – com ele como um dos protagonistas. Depois da intervenção no Sulbrasileiro, mais tarde estatizado e transformado no Meridional, quebraram também Habitasul, Maisonnave e instituições menores.

A crise foi tão grande que foi preciso que um avião aterrissasse no Salgado Filho carregado de dinheiro. Nem isso foi suficiente para fazer frente à corrida de poupadores e correntistas, temerosos de novas quebras.

Pela primeira vez em 28 anos, o advogado e jornalista porto-alegrense fala sobre detalhes do episódio que marcou a história econômica do Estado e o impediu de atuar no mercado financeiro por décadas e dos processos que sofreu.

No mesmo escritório de onde acompanhou a intervenção do Banco Central, com uma bela vista do Guaíba, no centro de Porto Alegre, concedeu longa entrevista a ZH, dividida em dois dias. Conta que 1985 ainda lhe reservaria uma dor maior, impensável para qualquer pai ou mãe. No final do ano, a filha Adriana, 18 anos, morreu em um acidente de carro. E comenta a prisão "midiática" por outro caso – denúncias de venda de licenças ambientais em Florianópolis. Aos 72 anos, tem os filhos Péricles e Andrea para dirigir as indústrias e o empreendimento de Jurerê (SC). Ainda passa tempo com as filhas gêmeas de nove anos Caetana e Marina – o último nome, escolhido por gostar de serestas e da música Marina Morena, de Dorival Caymmi – e os cinco netos.

"Bidivorciado" e hoje sem namorada, tem projetos imobiliários bilionários no Estado e em Santa Catarina. Diz que sua "reconstrução", pessoal e profissional, segue até hoje. Afirma ter vendido 80% de seu patrimônio para pagar dívidas. Mas ainda comanda um grupo empresarial dividido em negócios industriais e imobiliários que empregam 3,2 mil funcionários em quatro Estados.

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O grande problema do mundo se chama sistema financeiro, que enrriquece sem produzir absolutamente nada, só manipular papel, e quem quer produzir e trabalhar muitas vezes acaba por aplicar no mercado financeiro porque é mais tranquilo. Os bancos junto com os governo, principalmente de paises de terceiro mundo como o braziu, inviabilizam o trabalho.
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cros
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Fiquei na dúvida de onde colocar essa "curiosidade" economica!!

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Isso é uma abraçadeira de escapamento para HD electra glide e custa a bagatela de 99 reais o par! :shock:

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Essa é do fusca e custa 20 reais o par! :lol:
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BetoCB
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Só existe o bonito por causa do feio.
Só cobram esse preço porque algum louco compra.
Quer saber se há vida após a morte? Mexa na minha moto.
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