Notícia veiculada no "O globo":
http://oglobo.globo.com/economia/kasins ... o-11640035
Kasinski busca o caminho da salvação
RIO - Era 1999 e o empresário Abraham Kasinsky (com “Y”), ex-dono da fábrica de amortecedores Cofap, fundou a marca de motos Kasinski (com “I”) . A montadora tinha a sul-coreana Hyosung como única fornecedora e chegou a conquistar o terceiro lugar em vendas no Brasil, atrás apenas de Honda e Yamaha.
Corta para 2009. Kasinsky vende a Kasinski para o empresário Claudio Rosa (vindo da falida Sundown), que compra a marca em socidade com a chinesa Zongshen. Há grandes planos e várias novidades são mostradas no Salão Duas Rodas de São Paulo, em 2011.
Depois disso, porém, tudo deu errado. O crédito — fundamental para a venda de motos no Brasil — minguou, a marca encolheu, concessionários fecharam, ações se acumularam e consumidores reclamaram.
Desde setembro passado, a fábrica de Manaus não informa mais os números das operações à Abraciclo (entidade que reúne os fabricantes brasileiros de motos). As três linhas de montagem foram desativadas. E agora?
Procuramos a empresa para saber o que acontece e o que vai acontecer com a Kasinski. Segundo a direção da companhia, há uma reestruturação em curso. Na teoria, faz sentido e pode dar certo. Mas, no mundo real, a marca poderá fechar as portas.
A Zongshen saiu da sociedade. A empresa ficará apenas com o atual presidente, Claudio Rosa, e um novo sócio e investidor (mantido em sigilo), que está finalizando a compra da parte da Zongshen e terá cerca de 80% das ações (o resto continua com Claudio Rosa). A Zongshen seguirá apenas como fornecedora, ao lado da Hyosung.
Pelos planos, haverá uma “fábrica” em Manaus, com duas linhas de montagem. A antiga podia fazer 110 mil motos por ano. A nova linha de montagem é para menos da metade disso, e a previsão é de que comece a operar em três meses.
PUBLICIDADE
Fontes ligadas à marca dizem que a Kasinski ainda tem cerca de 4 mil motos em estoque. Esse volume seguraria as vendas por uns quatro meses. Já o projeto da linha que montaria scooters elétricos em Sapucaia, no Estado do Rio, subiu no telhado — o espaço vem sendo usado como depósito.
Claudio Rosa tenta mostrar otimismo e afirma ser possível operar com um faturamento de R$ 120 milhões por ano. Mas, ao ser questionado sobre o eventual fim da marca, mantém os pés no chão:
— Temos um plano bem traçado, um investidor sério e os fornecedores. Acho que podemos evitar o fim — afirma.
Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/economia/kasins ... z3SZQJeqzz
© 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
"I wish not the doctrine of ignoble ease, but the doctrine of the strenuous life."