Porque a crise americana afeta o Brasil???
Resposta: pois, assim como as altas do dólar, guerras no oriente, ou qualquer outra coisa... isso é só mais uma desculpa para roubarem o povo, aumentando juros, aumentando preço de gasolina, alimentos, etc...
antes a desculpa da vez era a "alta dos alimentos" agora continua o mesmo roubo, porém com outra desculpa...
abraço
Papo de economia
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rafaeladvogado
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Me dêem uma dica. Com o dolar disparando, a economia se quebrando, como ficará a importação dessas chinesas. Se o dolar continuar subindo, daqui a algum tempo teremos uma Xing Ling mais cara que uma CG.
Tio Giba
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
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Jovi
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Acho que não...gildalfer escreveu:Me dêem uma dica. Com o dolar disparando, a economia se quebrando, como ficará a importação dessas chinesas. Se o dolar continuar subindo, daqui a algum tempo teremos uma Xing Ling mais cara que uma CG.
A Mirage custava 13.500,00 0km quando comprei e o dolar estava acima de R$ 2,20, isso em 2004, de lá pra cá ela só aumentou e o dollar só baixou, acho que eles tem uma gordura enorme já embutida nesses preços, agora se aumentarem é porque gostaram da gordura... e ela deixará se ser salvaguarda para ser lucro puro...
Código de Trânsito Brasileiro, Art. 29, XII, § 2º. Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
[]´s Jovi
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Yan.Metal
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Essa crise é algo normal, o capitalismo vive de crises é um sistema fadado a isso, o mercado mundial a muito é feito básicamente em especulação, já li coisas sobre empresas que usam sensoriamento remoto, para compra e venda de produtos agrigolas. O bom que no capitalismo podemos ficar felizes, pois sempre os mais pobres vão pagar a conta. Opss acho que nós somos os mais pobres.
Isso já ta atrapalhando a comprar minha Mirage, pois na revenda não tem pronta entrega e para pegar teria que dar uma grana para garantir a compra e quando chegasse dar o resto da entrada e pegar o financiamento, só que estou com medo do juros disparar até eu poder pegar a minha, ai chega no dia o juros tá 5% ao mês, meus 6.000 reais financiados vão virar 9.000
Isso já ta atrapalhando a comprar minha Mirage, pois na revenda não tem pronta entrega e para pegar teria que dar uma grana para garantir a compra e quando chegasse dar o resto da entrada e pegar o financiamento, só que estou com medo do juros disparar até eu poder pegar a minha, ai chega no dia o juros tá 5% ao mês, meus 6.000 reais financiados vão virar 9.000
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rafaeladvogado
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tem que fazer uma lipoaspiração nesta gordura hehehejoviman escreveu:..., agora se aumentarem é porque gostaram da gordura...
Com ou sem crise
financiamento nunca é bom...
só quando a venda do produto é pelo preço a vista igual ao financiamento, ou seja, se a vista for pagar o mesmo que em 12 vezes, então á pra pagar em 12...
financiamento nunca é bom...
só quando a venda do produto é pelo preço a vista igual ao financiamento, ou seja, se a vista for pagar o mesmo que em 12 vezes, então á pra pagar em 12...

Executivos da seguradora AIG tiraram férias numa exclusiva praia da Califórnia alguns dias após a companhia receber o empréstimo de 85 mil milhões de dólares do governo americano, revelaram legisladores na terça-feira. (Ver vídeo da notícia)
“Menos de uma semana após os contribuintes socorrerem a AIG, foi possível ver executivos da companhia bebendo vinho e jantando numa das mais exclusivas estâncias do país”, disse o congressista democrata Henry Waxman ao comitê de supervisão e reforma governamental da Câmara de Representantes.
O governo assumiu o controle de 79,9% da AIG após o Federal Reserve (Banco Central americano) aprovar um empréstimo de 85 mil milhões para a seguradora americana.
“Menos de uma semana depois, a AIG organizou uma folga de uma semana para seus executivos no St. Regis, em Monarch Beach, Califórnia”, destacou Waxman.
Os recibos revelam que a AIG pagou 440 mil dólares pela semana de férias, sendo 200 mil em habitações, 150 mil em comida e 23 mil em serviços de spa.
“O americano comum está sofrendo economicamente. Perde o seu trabalho, a sua casa e o seu seguro de saúde. Agora me pergunto se isto tem sentido”.
Os governos (à custa dos contribuintes!) tentam a todo o custo salvar bancos, seguradoras, empresas, para que a economia mundial não de desmorone, e os principais responsáveis por toda esta crise continuam a gozar a vida como antes, ou se possível “roubar” ainda mais!
Pelo menos, espero que as investigações anunciadas tenham algum efeito…
fonte:
http://xicoriasexicoracoes.wordpress.co ... os-pobres/
“Menos de uma semana após os contribuintes socorrerem a AIG, foi possível ver executivos da companhia bebendo vinho e jantando numa das mais exclusivas estâncias do país”, disse o congressista democrata Henry Waxman ao comitê de supervisão e reforma governamental da Câmara de Representantes.
O governo assumiu o controle de 79,9% da AIG após o Federal Reserve (Banco Central americano) aprovar um empréstimo de 85 mil milhões para a seguradora americana.
“Menos de uma semana depois, a AIG organizou uma folga de uma semana para seus executivos no St. Regis, em Monarch Beach, Califórnia”, destacou Waxman.
Os recibos revelam que a AIG pagou 440 mil dólares pela semana de férias, sendo 200 mil em habitações, 150 mil em comida e 23 mil em serviços de spa.
“O americano comum está sofrendo economicamente. Perde o seu trabalho, a sua casa e o seu seguro de saúde. Agora me pergunto se isto tem sentido”.
Os governos (à custa dos contribuintes!) tentam a todo o custo salvar bancos, seguradoras, empresas, para que a economia mundial não de desmorone, e os principais responsáveis por toda esta crise continuam a gozar a vida como antes, ou se possível “roubar” ainda mais!
Pelo menos, espero que as investigações anunciadas tenham algum efeito…
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http://xicoriasexicoracoes.wordpress.co ... os-pobres/

Salve, salvecros escreveu:financiamento nunca é bom...
Concordo plenamente mas é o preço que pagamos para antecipar um sonho. Fica mais "leve" pensar assim
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rafaeladvogado
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Eu ia terminar de pagar meu Uno em dezembro e já peguei um siena que só vou terminar de pagar daqui a 60 meses... heehehehhejcfjunior escreveu:Salve, salvecros escreveu:financiamento nunca é bom...
Concordo plenamente mas é o preço que pagamos para antecipar um sonho. Fica mais "leve" pensar assim![]()
Pra mim, só consigo adquirir coisas se eu financiar, pois eu nunca conseguiria juntar $$$$$$ suficiente para comprar um carro ou moto, sem fazer um financiamento, pois "DINHEIRO NA MÃO É VENDAVALLL" heheheh
Sempre que entra algum dinheiro extra pra mim, aparece mil e uma coisa pra gastar e acabo gastando tudo... quanto entra algum dinheirinho de algum processo .. sempre surge alguma coisa quebrada ou remédio caro, etc... e o dinheiro some... parece mágica... hehehhe
Então, o $$$ gasto em financiamentos é o preço que pago para ter um carro novo e ou outros bens, pois não consigo fazer uma poupança ou aplicação... etc e tal...
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vinibgomes
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AÇÕES DE GOVERNOS E BCS CONVENCEM E BOLSAS DISPARAM
O mercado global reagiu com entusiasmo ao plano da Europa de socorro a bancos estimado em cerca de US$ 2,28 trilhões e à ação coordenada pelo Fed com os bancos centrais da Europa, da Inglaterra e da Suíça para prover dólares ao mercado interbancário atendendo o total da demanda. As principais bolsas asiáticas - com exceção do Japão por causa de feriado -, da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil dispararam, após uma semana de quedas históricas. A procura por ações baratas puxou o índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong para uma alta de 10%, recuperando mais da metade do que havia perdido na última semana. Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 7,14%; em Paris, o CAC-40 avançou 11,18%; em Frankfurt, o DAX saltou 11,40%; e em Madri, o IBEX-35 ganhou 10,65%. Nos EUA, o Dow Jones chegou a registrar o maior ganho em pontos de sua história, com uma alta ao redor de 700 pontos, impulsionado pelo compromisso dos governos europeus para recapitalizar os bancos e as perspectivas de um movimento similar do Tesouro norte-americano. No início da noite o The Wall Street Journal informou que o Tesouro dos EUA comprará US$ 250 bilhões em participação em bancos. No fechamento, o Dow Jones ostentava ganho de 11,08%; o Nasdaq, de 11,81%; e o S&P500, de 11,58%. Em São Paulo, a recuperação foi ainda mais forte e a Bovespa disparou 14,66%, a maior variação diária positiva desde 15/1/1999. O dólar caiu e abriu espaço para a alta de commodities. O petróleo futuro novembro em Nova York subiu pela primeira vez em quatro sessões, com perspectiva melhor para a demanda. A moeda americana no mercado à vista perdeu quase 8% e a BM&F a precisou ampliar hoje para 8% o limite de baixa do contrato de novembro08. Os juros futuros também recuaram, alinhados com o ambiente externo e com o câmbio. As medidas do BC para aliviar os bancos no recolhimento do compulsório ajudaram a compor o clima positivo no mercado.
BOLSA
Após uma semana com perdas históricas nas principais praças financeiras internacionais, os investidores reagiram com otimismo nesta segunda-feira à ação coordenada de vários governos europeus que decidiram no fim de semana colocar em ação um plano de criação de fundos nacionais de recapitalização e de garantias do sistema financeiro. As altas na Ásia e na Europa contagiaram as operações nos Estados Unidos, beneficiando a Bovespa. No encerramento, o Ibovespa registrou 40.829,13 pontos, na máxima do dia, em alta de 14,66% - a maior variação positiva desde 15 de janeiro de 1999, quando subiu 33,4%.
Durante a sessão hoje, chegou a 35.609 pontos na mínima (estável). O volume financeiro somou R$ 5,247 bilhões. Apenas para ilustrar, na semana passada, a Bolsa acumulou uma perda de 20%. Hoje, nenhuma das 66 ações que compõem o Ibovespa encerrou no vermelho. E 47 delas registraram acréscimo superior a 10% hoje. Com o resultado desta segunda-feira, o Ibovespa reduziu a queda acumulada em outubro para 17,59% e abrandou o declínio do ano para 36,09%.
Após o encerramento, o Wall Street Journal informou que o Tesouro norte-americano comprará US$ 250 bilhões em participações em bancos, bem como a Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês)garantirá todos os depósitos bancários que não rendam juros. O anúncio oficial deve sair amanhã. Na última quinta-feira, dia 9, o jornal The New York Times já havia publicado reportagem antecipando que o Departamento do Tesouro dos EUA poderia assumir participações em muitos bancos do país para restaurar a confiança do sistema financeiro.
Após as medidas anunciadas pelos governos europeus, havia expectativa de que o governo dos EUA anunciasse ação semelhante.
Ontem, em Paris, líderes dos 15 países que integram a zona do euro afirmaram que irão garantir os empréstimos interbancários até 2009 e permitir que os governos comprem ações de instituições financeiras em dificuldade. Alemanha, França e outros países europeus divulgaram planos de resgate para recapitalizar seus bancos e descongelar o mercado de crédito, na esteira do anúncio de medidas no Reino Unido para estatizar partes de seu sistema bancário, uma campanha coordenada com a qual irão gastar mais de 1,68 trilhão de euros (US$ 2,28 trilhões), conforme reportagem do Financial Times (veja nota às 15h02).
Ainda, as autoridades britânicas confirmaram o investimento de £ 37 bilhões (US$ 64 bilhões) no Royal Bank of Scotland (RBS), no Lloyds TSB e no HBOS para elevar o capital dessas instituições. E o Federal Reserve anunciou que proverá o que for necessário de recursos em dólar por meio de suas linhas de swap com o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco da Suíça.
"Nós estamos muito satisfeitos ou, melhor, imensamente aliviados com o fato de que a zona do euro chegou a um plano para combater o atual estresse financeiro", diz relatório do BNP Paribas divulgado hoje a clientes. "Nós saudamos sinceramente o fato de que alguma coisa foi feita, finalmente. "Combinado com as medidas do BCE na última semana, equivale a um substancial e coerente plano para enfrentar o estresse no setor financeiro", diz o relatório.
"Foi a primeira vez desde o inicio que houve não só uma medida organizada, mas concreta. Na semana passada, só se discutiu e não se resolveu nada. As autoridades nos Estados Unidos e Europa sabiam que tinham que anunciar algo concreto e possível de fazer. E fizeram", afirmou o sócio de uma corretora com sede em São Paulo.
"Ninguém pode esperar que qualquer uma dessas medidas possa evitar a recessão. As forças da contração econômica já estão em movimento há muito tempo devido à crise de crédito", disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin Securities em Londres, à Dow Jones. "Mas a intenção por trás da introdução das ações coordenadas e, em grande parte, a resposta uniforme têm como objetivo restaurar a confiança e prevenir que a recessão se transforme em algo muito pior", acrescentou o especialista.
A "ousadia" européia evitou alguma reação mais morna ao resultado do encontro do G-7, em Washington. Na sexta-feira, o grupo dos sete países mais ricos do mundo mostrou consenso entre os participantes em torno da necessidade de recapitalizar bancos com fundos públicos e privados, garantir depósitos e descongelar os mercados de crédito. Mas não trouxe medidas concretas e ameaçou frustrar os investidores, conforme chamou a atenção relatório de uma importante consultoria internacional enviado a clientes. "O menos do que decisivo comunicado do G-7 é improvável de amenizar os receios", disse.
Na Europa, os principais índices acionários fecharam com altas expressivas. O londrino FTSE-100 avançou 8,26%. Em Paris, o CAC-40 aumentou 11,18%. O DAX, de Frankfurt, ganhou 11,40%. Na semana passada, esses índices acumularam, respectivamente, perdas de 21,05%, 22,16% e 21,61%.Na Ásia, a Bolsa de Tóquio não funcionou por feriado no país, mas os outros mercados também fecharam no azul. A Bolsa de Hong Kong subiu 10,2%, após recuar 16% na semana passada; e a de Cingapura, +6,6%.
Em Wall Street, o Dow Jones subiu 11,08% (936,42 pontos), aos 9.387,61 pontos - foi a maior alta em pontos de todos os tempos; em termos porcentuais, foi o quinto maior avanço de todos os tempos e o maior desde 15 de março de 1933. NA semana passada, o Dow acumulou uma queda de 18,15%, o que significou a piora semana em seus 112 anos de história. O S&P-500 teve hoje sua maior alta porcentual desde 1939 ao avançar hoje 11,58%, para 1.003,34 pontos. Na semana passada, tinha caído 18,20%. O Nasdaq Composite valorizou-se 11,81%, a 1.844,25 pontos. A Bolsa brasileira acompanhou.
"Não vejo nada de extraordinário em uma correção nesses níveis, considerando toda a queda da semana passada. Eu ficaria com uma pulga atrás da orelha se o Ibovespa subisse apenas 5%", afirmou o analista autônomo de uma corretora em São Paulo. No gráfico, de acordo com esse profissional, a indicação é de uma possível recuperação até os 44.500/45.000 pontos, levando em conta o índice futuro (que fechou aos 40.628 pontos no vencimento de outubro hoje, em alta de 12,64%). "Mas os clientes estão ainda muito 'machucados', praticamente ainda da 'UTI'. Será um processo demorado para voltarmos ao que éramos", complementou.
"As medidas conhecidas hoje no exterior resolvem o problema de liquidez de curto prazo, mas, pode ter certeza, o mercado continuará volátil, respondendo às notícias", acrescentou Paulo Rebuzzi, operador de bolsa na corretora Ativa. "Há ainda a temporada de balanços por vir no cenário internacional, que adicionará volatilidade", alertou. E a agenda de divulgações não é pequena nesta semana. Os destaques são os resultados das instituições financeiras que estão no epicentro da crise de crédito internacional, JPMorgan e Wells Fargo (quarta-feira) e Merrill Lynch e Citigroup (quinta-feira).
Fora do setor financeiro, divulgam balanços a gigante de tecnologia Intel Corp e o Google Inc., ambos na terça-feira. Os conglomerados industriais United Technologies Corp e Honeywell International Inc reportam seus resultados na quinta e sexta-feira, respectivamente.
No Brasil, o Banco Central também anunciou novas medidas que impulsionaram as ações do setor bancário - já influenciadas positivamente pelas suas pares nas bolsas norte-americanas e européias. A autoridade monetária nacional decidiu implementar, a partir de hoje, um "programa de liberação integral dos recolhimentos compulsórios". A medida vai atingir os depósitos a prazo e interfinanceiros de empresas de arrendamento mercantil (leasing) e também a exigibilidade adicional, que atualmente recai sobre os depósitos à vista e a prazo. Segundo o BC, a decisão pode liberar até R$ 100 bilhões.
Nesse cenário, Bradesco PN subiu 22,13%, Itaú PN valorizou-se 23,37%, Banco do Brasil ON aumentou 20,71% e Unibanco units ganhou 22,77%.
As blue chips da Bolsa brasileira também apresentaram avanços significativos. Petrobras PN ganhou 12,08% e Petrobras ON, +11,66%, beneficiadas ainda pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, o contrato para novembro da commodity subiu 4,49%, a US$ 81,19. No caso das ações da Vale, a elevação nos preços dos metais também corroborou a recuperação dos papéis. Vale PNA subiu 13% e Vale ON, + 13,07%.
No Ibovespa, as altas foram lideradas por Ultrapar PN (+31,14%), JBS ON (+27,24%) e B2W ON (26,11%).
CÂMBIO
O mercado cambial no Brasil passou a ser vendedor nesta segunda-feira, animado pelas fortes altas nas bolsas globais em reação ao plano da Europa de socorro a bancos estimado em cerca de US$ 2,28 trilhões e a ação coordenada pelo Fed com os bancos centrais da Europa, da Inglaterra e da Suíça para prover dólares ao mercado interbancário atendendo o total da demanda. O anúncio pelo Banco Central brasileiro hoje de medidas para liberar depósitos compulsórios das instituições financeiras de R$ 100 bilhões também foi bem recebido, embora não tenha efeito direto sobre as cotações do dólar, afirmaram operadores consultados. Essas ações sintonizadas levaram o dólar à vista a cair quase 8% e a BM&F a ampliar hoje para 8% o limite de baixa do dólar novembro08.
No fechamento, o dólar pronto na BM&F estava na cotação mínima da sessão, em queda de 7,91%, a R$ 2,141. No balcão, a moeda americana caiu 7,76%, para R$ 2,140 - menor valor desde o último dia 3 de outubro, quando o pronto foi cotado a R$ 2,044, e também maior variação diária da moeda desde 1º/8/2002, quando oscilou 9,51%, de acordo com o AE Taxas. Esses resultados diminuem as altas mensais apuradas pelo dólar para, respectivamente, 12,45% e 12,51%.
Por volta das 16h30, o dólar pronto no balcão ampliou as quedas exibidas e renovou a mínima, cotado a R$ 2,139 (-7,80%), em sintonia com a ampliação pouco antes do limite de baixa do dólar futuro novembro08 na BM&F, de -6% para -8% hoje, a R$ 2,142, informou um operador. Esta tarde, os negócios com dólar novembro08 foram travados na BM&F porque a cotação desse contrato atingiu o limite de queda de 6%, cotado a R$ 2,1885. Isso levou a BM&F a reavaliar o limite de queda, que foi ampliado hoje para -8%, a R$ 2,142, afirmou a fonte. A BM&F confirmou essa mudança do limite de baixa hoje.
Às 17h08, o dólar novembro08 operava em queda de 5,99%, a R$ 2,188, após bater o limite de baixa de R$ 2,142 (-8%) e atingir pela manhã a máxima de R$ 2,248, informou a bolsa. Os quatro demais vencimentos de dólar futuro também projetaram quedas. O volume financeiro total, nesse horário, somava cerca de US$ 5,71 bilhões, sendo US$ 5,56 bilhões apenas com o dólar novembro08.
Segundo o operador José Carlos Amado, da Renascença Corretora, os negócios no mercado cambial foram dificultados porque o dólar novembro08 primeiro bateu o limite de baixa de 6%, ao atingir R$ 2,1885 (-5,99%), e isso travou as operações de arbitragem de dólar à vista com o futuro, reduzindo as operações futuras e no mercado de spot. Depois, a BM&F ampliou o limite de baixa do dólar futuro novembro08 na BM&F, de -6% para -8% hoje, a R$ 2,142, o que levou o dólar pronto no balcão a renovar a mínima, cotado a R$ 2,139 (-7,80%).
Com isso, o giro financeiro movimentado diminuiu um pouco. O volume total à vista somou cerca de US$ 2,090 bilhões (US$ 1,976 bilhão em D+2), ante cerca de US$ 2,257 bilhões na sexta-feira.
Diante da forte queda do dólar hoje, o BC fez apenas um leilão de venda de swap cambial - o sexto seguido - e que já estava programado desde sexta-feira à noite. No leilão, o BC vendeu 10.110 contratos de swap cambial tradicional, em que a autoridade monetária mantém posição vendedora em câmbio e compradora em juros. A colocação equivale a 28% da oferta total e a um volume financeiro US$ 494,5 milhões, do total de US$ 1,756 bilhão. Na operação encerrada no início da tarde, foram colocados dois vencimentos: para 2/01/2009 foram vendidos 2.050 papéis, com taxa nominal de 8,12%, taxa linear de 7,83% e cotação mínima de 98,2898; para o vencimento em 2/02/2009 foram vendidos 8.060 swaps, com taxa nominal de 7,85%, taxa linear de 7,58% e cotação mínima de 97,7161.
À tarde, o Banco Central anunciou que a operação de venda de dólares nos leilões do BC com compromisso de recompra futura - recentemente, o BC fez essas operações nos dias 19 e 26 de setembro e 7 de outubro - gerará abatimento no recolhimento compulsório sobre os depósitos interfinanceiros das empresas de arrendamento mercantil (leasing) para as instituições que participarem desses leilões. Segundo o BC, a medida pode liberar até R$ 20 bilhões, valor correspondente ao total do recolhimento realizado atualmente neste tipo de depósito. De acordo com circular 3.412 distribuída pelo BC, o benefício será gerado apenas durante o período da operação de câmbio - entre o leilão de venda e a data estipulada para a recompra. Este abatimento será no valor total da aquisição dos dólares pela instituição financeira e entra em vigor a partir de hoje.
Esses três leilões de venda de dólares com recompra entram nessa nova regra. Em 19 de setembro, o BC fez dois leilões: primeiro vendeu US$ 200 milhões para recompra em 23 de outubro e, depois, vendeu mais US$ 300 milhões para recompra em 23 de outubro; em 26 de setembro, a autoridade vendeu US$ 500 milhões para recompra em 19 de dezembro; e em 7 de outubro, o BC vendeu US$ 700 milhões para recompra em 7 de janeiro de 2009.
No fim da manhã, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que a balança comercial brasileira registrou na segunda semana deste mês exportações de US$ 4,287 bilhões, ante importações que somaram US$ 3,876 bilhões, o que resultou num saldo positivo de US$ 411 milhões no período. De janeiro a outubro de 2008, o superávit acumulado da balança chega a US$ 20,196 bilhões, incluindo os números da segunda semana deste mês. Na soma dos resultados das duas primeiras semanas de outubro, o saldo positivo acumulado é de US$ 540 milhões. Na segunda semana deste mês, a média diária (por dia útil) das exportações foi de US$ 857,4 milhões; e a média diária das importações, de US$ 775,2 milhões.
No mercado internacional, o dólar perdeu força e favoreceu a recuperação de commodities e do euro. Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Nova York e em Londres pela primeira vez em quatro sessões, com os investidores interpretando o otimismo do mercado de ações como um bom sinal para a demanda da commodity, segundo traders e analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na Nymex, os contratos de petróleo para novembro subiram US$ 3,49 (4,49%) e fecharam a US$ 81,19 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 79,45 e a máxima de US$ 82,52. Na ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para novembro avançaram US$ 3,37 (4,55%) e fecharam a US$ 77,46 por barril; a mínima foi de US$ 75,54 e a máxima foi de US$ 78,42.
Por volta do fechamento do mercado de petróleo, o índice Dow Jones registrava o maior ganho em pontos de sua história, com uma alta de ao redor de 700 pontos, impulsionado pelo compromisso dos governos europeus para recapitalizar os bancos e as perspectivas de um movimento similar do Tesouro norte-americano. No fechamento, o índice Dow Jones ostentava uma alta de 936 pontos (11,08%). O Nasdaq saltou 11,81%; e o S&P500, +11,58%. A Bovespa disparou 14,66%, aos 40.829,13 pontos. Às 18 horas, o euro avançava 1,30%, a US$ 1,3583, de US$ 1,3409 na sexta-feira; enquanto o dólar subia 1,23%, a 102,01 ienes, de 100,77 ienes na sexta-feira.
JUROS
O mercado operou em ritmo de recuperação nesta segunda-feira e, no caso dos juros futuros, as taxas recuaram, alinhadas ao movimento visto no exterior e, sobretudo, no câmbio. Mas o ajuste em baixa se deu em um ambiente de liquidez restrita aos contratos curtos, mostrando que os investidores ainda estão receosos em relação ao risco prefixado mais longo, mesmo com a firme disposição mostrada pelos governos mundo afora de colocar em ação um plano de criação de fundos nacionais de recapitalização e de garantias do sistema financeiro, no qual, inclusive, deverão comprar participações em bancos.
O DI janeiro de 2009 foi o mais negociado nesta segunda-feira, com 180.060 contratos, e terminou com taxa de 13,88%, de 13,96% na sexta-feira. O DI janeiro de 2010 (152.935 contratos) cedeu de 14,99% para 14,63% e o DI janeiro de 2012 (74.575 contratos) recuou de 16,07% para 15,39%. O dólar fechou a R$ 2,140, em baixa de 7,76%, a maior em um único dia desde 1/8/2002.
No caso do DI janeiro de 2009, o volume robusto de negócios refletiu a movimentação voltada à política monetária. Com a queda expressiva do dólar nesta segunda-feira, a precificação de que o BC manterá estável a Selic em 13,75% avançou ainda mais na curva a termo, de acordo com cálculos de operadores. Tem crescido nos últimos dias a avaliação de que o BC deve fazer agora uma pausa no ciclo de aperto monetário, uma vez que autoridades monetárias no exterior têm reduzido suas taxas e que a crise externa deve ter grande impacto sobre a demanda global.
Para o economista Paulo Tenani, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, as próximas decisões do BC sobre juros serão mais difíceis. Ele afirmou em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo que é possível que o BC promova mais uma alta da Selic na reunião do final deste mês, mas reconhece que a possibilidade de parada no aperto monetário está maior agora. "A política de juros do Banco Central, uma vez que ele perdeu a apreciação cambial, não é mais um instrumento eficiente para controlar a demanda agregada. O Brasil ainda é uma economia pouco alavancada", disse.
Os juros operaram em baixa desde a abertura nos negócios, acompanhando a recuperação das bolsas no exterior, em reação ao esforço conjunto dos governos para fortalecer o sistema financeiro. Alemanha e França anunciaram pacotes para sustentar seus respectivos segmentos financeiros, e Áustria, Portugal, Espanha, Holanda e Itália também aderiram ao esforço. O governo britânico confirmou a injeção de £ 37 bilhões (US$ 63,37 bilhões) no Royal Bank of Scotland (RBS) e a instituição que resultará da fusão entre o Lloyds TSB e o HBOS (Halifax). Austrália e Nova Zelândia também disseram que vão garantir as operações de seus bancos no interbancário, entre outras medidas; assim como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Operadores destacam, no entanto, que, de maneira geral, o volume não foi dos melhores e as taxas, mesmo com a queda de hoje, mantêm-se com prêmio elevado. Além do fato de que às segundas-feiras a disposição para os negócios costuma ser menor, a liquidez mais fraca reflete incertezas em relação ao futuro. "Os prêmios ainda estão altos, pois ainda há muita coisa para sair", diz um operador, lembrando que havia a expectativa de que os Estados Unidos também adotassem um plano nos moldes do anunciado pelos europeus. No início da noite, o Wall Street Journal afirmava que o Tesouro dos EUA comprará US$ 250 bilhões em participação nos bancos e que a Corporação Federal de Seguro de Depósito (FDIC, na sigla em inglês) garantirá todos os depósitos que não rendam juros.
Ajudou a compor o clima positivo o recuo em algumas projeções de inflação na pesquisa Focus anunciada pelo Banco Central pela manhã. Pela quinta semana consecutiva, houve redução na mediana das projeções para o IPCA em 2009, que nesta semana passou de 4,85% para 4,80%. A projeção suavizada do índice para os próximos 12 meses recuou de 5,15% para 5,13%. No entanto, para o IPCA em 2008, o movimento foi oposto e as projeções subiram de 6,14% da semana passada para 6,20% na pesquisa divulgada hoje. No grupo Top 5, no cenário de médio prazo, a estimativa para o IPCA em 2009 caiu de 4,98% para 4,67%, aproximando-se do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,50%.
O mercado gostou das medidas divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira em relação aos depósitos compulsórios, embora estas não tenham tido efeito direto sobre os juros futuros. "(As ações) Ajudam para um contexto positivo, na medida em que devem deixar o mercado mais líquido, mais leve", diz um operador de uma corretora em São Paulo. A dúvida do mercado, no entanto, é se os bancos farão os recursos girar pela economia, via empréstimos, ou se estes continuarão "empoçados" nas instituições.
O BC anunciou uma série de ações hoje para liberar os compulsórios das instituições financeiras, que podem chegar a R$ 100 bilhões e atingem os depósitos a prazo e interfinanceiros de empresas de arrendamento mercantil e também libera recursos recolhidos como exigibilidade adicional sobre depósitos à vista e a prazo.
Três delas anunciadas hoje devem liberar R$ 27,1 bilhões ao sistema. Uma mudança já vale a partir desta segunda-feira: a elevação de R$ 300 milhões para R$ 1 bilhão do valor de dedução do compulsório adicional sobre depósitos à vista, a prazo e poupança, que deve colocar R$ 8 bilhões no sistema. Outra medida é a elevação de R$ 700 milhões para R$ 2 bilhões do abatimento permitido para o recolhimento compulsório sobre a alíquota principal dos depósitos a prazo, que entrará em vigor no dia 17 e injetará R$ 13,1 bilhões no sistema.
A terceira medida aumenta de R$ 2,5 bilhões para R$ 7 bilhões o patrimônio de referência máximo dos bancos que quiserem vender suas carteiras para outros, que poderão abater do recolhimento sobre depósitos a prazo. O limite máximo de dedução sobe de 40% para 70% dos depósitos a serem recolhidos junto ao BC. O impacto estimado nessa medida, que vale a partir do dia 17, é de R$ 6 bilhões, mas depende da efetivação das compras de carteiras e títulos pelos bancos.
Mais tarde, a autoridade monetária lançou mais duas novidades. A operação de venda de dólares nos leilões do BC com compromisso de recompra futura gerará abatimento no recolhimento compulsório sobre os depósitos interfinanceiros das empresas de arrendamento mercantil (leasing) para as instituições que participarem dos leilões. Medida essa que poderá injetar até R$ 20 bilhões. O benefício será gerado apenas durante o período da operação de câmbio - entre o leilão de venda e a data estipulada para a recompra. Este abatimento será no valor total da aquisição dos dólares pela instituição financeira e entra em vigor a partir de hoje.
Por fim, o BC definiu que as instituições que buscarem crédito no redesconto, durante o período de análise do pedido, serão dispensadas do recolhimento de depósitos compulsórios, no valor da operação de redesconto.
Todas as medidas de liberação de compulsório já adotadas pelo Banco Central (BC) vão liberar R$ 2,7 bilhões dos depósitos da Caixa Econômica Federal, de acordo com cálculo feito pelo vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival. Segundo ele, os recursos liberados serão utilizados para a compra de carteiras de crédito de outros bancos e ampliação da oferta de crédito para empresas.
O mercado global reagiu com entusiasmo ao plano da Europa de socorro a bancos estimado em cerca de US$ 2,28 trilhões e à ação coordenada pelo Fed com os bancos centrais da Europa, da Inglaterra e da Suíça para prover dólares ao mercado interbancário atendendo o total da demanda. As principais bolsas asiáticas - com exceção do Japão por causa de feriado -, da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil dispararam, após uma semana de quedas históricas. A procura por ações baratas puxou o índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong para uma alta de 10%, recuperando mais da metade do que havia perdido na última semana. Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 7,14%; em Paris, o CAC-40 avançou 11,18%; em Frankfurt, o DAX saltou 11,40%; e em Madri, o IBEX-35 ganhou 10,65%. Nos EUA, o Dow Jones chegou a registrar o maior ganho em pontos de sua história, com uma alta ao redor de 700 pontos, impulsionado pelo compromisso dos governos europeus para recapitalizar os bancos e as perspectivas de um movimento similar do Tesouro norte-americano. No início da noite o The Wall Street Journal informou que o Tesouro dos EUA comprará US$ 250 bilhões em participação em bancos. No fechamento, o Dow Jones ostentava ganho de 11,08%; o Nasdaq, de 11,81%; e o S&P500, de 11,58%. Em São Paulo, a recuperação foi ainda mais forte e a Bovespa disparou 14,66%, a maior variação diária positiva desde 15/1/1999. O dólar caiu e abriu espaço para a alta de commodities. O petróleo futuro novembro em Nova York subiu pela primeira vez em quatro sessões, com perspectiva melhor para a demanda. A moeda americana no mercado à vista perdeu quase 8% e a BM&F a precisou ampliar hoje para 8% o limite de baixa do contrato de novembro08. Os juros futuros também recuaram, alinhados com o ambiente externo e com o câmbio. As medidas do BC para aliviar os bancos no recolhimento do compulsório ajudaram a compor o clima positivo no mercado.
BOLSA
Após uma semana com perdas históricas nas principais praças financeiras internacionais, os investidores reagiram com otimismo nesta segunda-feira à ação coordenada de vários governos europeus que decidiram no fim de semana colocar em ação um plano de criação de fundos nacionais de recapitalização e de garantias do sistema financeiro. As altas na Ásia e na Europa contagiaram as operações nos Estados Unidos, beneficiando a Bovespa. No encerramento, o Ibovespa registrou 40.829,13 pontos, na máxima do dia, em alta de 14,66% - a maior variação positiva desde 15 de janeiro de 1999, quando subiu 33,4%.
Durante a sessão hoje, chegou a 35.609 pontos na mínima (estável). O volume financeiro somou R$ 5,247 bilhões. Apenas para ilustrar, na semana passada, a Bolsa acumulou uma perda de 20%. Hoje, nenhuma das 66 ações que compõem o Ibovespa encerrou no vermelho. E 47 delas registraram acréscimo superior a 10% hoje. Com o resultado desta segunda-feira, o Ibovespa reduziu a queda acumulada em outubro para 17,59% e abrandou o declínio do ano para 36,09%.
Após o encerramento, o Wall Street Journal informou que o Tesouro norte-americano comprará US$ 250 bilhões em participações em bancos, bem como a Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês)garantirá todos os depósitos bancários que não rendam juros. O anúncio oficial deve sair amanhã. Na última quinta-feira, dia 9, o jornal The New York Times já havia publicado reportagem antecipando que o Departamento do Tesouro dos EUA poderia assumir participações em muitos bancos do país para restaurar a confiança do sistema financeiro.
Após as medidas anunciadas pelos governos europeus, havia expectativa de que o governo dos EUA anunciasse ação semelhante.
Ontem, em Paris, líderes dos 15 países que integram a zona do euro afirmaram que irão garantir os empréstimos interbancários até 2009 e permitir que os governos comprem ações de instituições financeiras em dificuldade. Alemanha, França e outros países europeus divulgaram planos de resgate para recapitalizar seus bancos e descongelar o mercado de crédito, na esteira do anúncio de medidas no Reino Unido para estatizar partes de seu sistema bancário, uma campanha coordenada com a qual irão gastar mais de 1,68 trilhão de euros (US$ 2,28 trilhões), conforme reportagem do Financial Times (veja nota às 15h02).
Ainda, as autoridades britânicas confirmaram o investimento de £ 37 bilhões (US$ 64 bilhões) no Royal Bank of Scotland (RBS), no Lloyds TSB e no HBOS para elevar o capital dessas instituições. E o Federal Reserve anunciou que proverá o que for necessário de recursos em dólar por meio de suas linhas de swap com o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco da Suíça.
"Nós estamos muito satisfeitos ou, melhor, imensamente aliviados com o fato de que a zona do euro chegou a um plano para combater o atual estresse financeiro", diz relatório do BNP Paribas divulgado hoje a clientes. "Nós saudamos sinceramente o fato de que alguma coisa foi feita, finalmente. "Combinado com as medidas do BCE na última semana, equivale a um substancial e coerente plano para enfrentar o estresse no setor financeiro", diz o relatório.
"Foi a primeira vez desde o inicio que houve não só uma medida organizada, mas concreta. Na semana passada, só se discutiu e não se resolveu nada. As autoridades nos Estados Unidos e Europa sabiam que tinham que anunciar algo concreto e possível de fazer. E fizeram", afirmou o sócio de uma corretora com sede em São Paulo.
"Ninguém pode esperar que qualquer uma dessas medidas possa evitar a recessão. As forças da contração econômica já estão em movimento há muito tempo devido à crise de crédito", disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin Securities em Londres, à Dow Jones. "Mas a intenção por trás da introdução das ações coordenadas e, em grande parte, a resposta uniforme têm como objetivo restaurar a confiança e prevenir que a recessão se transforme em algo muito pior", acrescentou o especialista.
A "ousadia" européia evitou alguma reação mais morna ao resultado do encontro do G-7, em Washington. Na sexta-feira, o grupo dos sete países mais ricos do mundo mostrou consenso entre os participantes em torno da necessidade de recapitalizar bancos com fundos públicos e privados, garantir depósitos e descongelar os mercados de crédito. Mas não trouxe medidas concretas e ameaçou frustrar os investidores, conforme chamou a atenção relatório de uma importante consultoria internacional enviado a clientes. "O menos do que decisivo comunicado do G-7 é improvável de amenizar os receios", disse.
Na Europa, os principais índices acionários fecharam com altas expressivas. O londrino FTSE-100 avançou 8,26%. Em Paris, o CAC-40 aumentou 11,18%. O DAX, de Frankfurt, ganhou 11,40%. Na semana passada, esses índices acumularam, respectivamente, perdas de 21,05%, 22,16% e 21,61%.Na Ásia, a Bolsa de Tóquio não funcionou por feriado no país, mas os outros mercados também fecharam no azul. A Bolsa de Hong Kong subiu 10,2%, após recuar 16% na semana passada; e a de Cingapura, +6,6%.
Em Wall Street, o Dow Jones subiu 11,08% (936,42 pontos), aos 9.387,61 pontos - foi a maior alta em pontos de todos os tempos; em termos porcentuais, foi o quinto maior avanço de todos os tempos e o maior desde 15 de março de 1933. NA semana passada, o Dow acumulou uma queda de 18,15%, o que significou a piora semana em seus 112 anos de história. O S&P-500 teve hoje sua maior alta porcentual desde 1939 ao avançar hoje 11,58%, para 1.003,34 pontos. Na semana passada, tinha caído 18,20%. O Nasdaq Composite valorizou-se 11,81%, a 1.844,25 pontos. A Bolsa brasileira acompanhou.
"Não vejo nada de extraordinário em uma correção nesses níveis, considerando toda a queda da semana passada. Eu ficaria com uma pulga atrás da orelha se o Ibovespa subisse apenas 5%", afirmou o analista autônomo de uma corretora em São Paulo. No gráfico, de acordo com esse profissional, a indicação é de uma possível recuperação até os 44.500/45.000 pontos, levando em conta o índice futuro (que fechou aos 40.628 pontos no vencimento de outubro hoje, em alta de 12,64%). "Mas os clientes estão ainda muito 'machucados', praticamente ainda da 'UTI'. Será um processo demorado para voltarmos ao que éramos", complementou.
"As medidas conhecidas hoje no exterior resolvem o problema de liquidez de curto prazo, mas, pode ter certeza, o mercado continuará volátil, respondendo às notícias", acrescentou Paulo Rebuzzi, operador de bolsa na corretora Ativa. "Há ainda a temporada de balanços por vir no cenário internacional, que adicionará volatilidade", alertou. E a agenda de divulgações não é pequena nesta semana. Os destaques são os resultados das instituições financeiras que estão no epicentro da crise de crédito internacional, JPMorgan e Wells Fargo (quarta-feira) e Merrill Lynch e Citigroup (quinta-feira).
Fora do setor financeiro, divulgam balanços a gigante de tecnologia Intel Corp e o Google Inc., ambos na terça-feira. Os conglomerados industriais United Technologies Corp e Honeywell International Inc reportam seus resultados na quinta e sexta-feira, respectivamente.
No Brasil, o Banco Central também anunciou novas medidas que impulsionaram as ações do setor bancário - já influenciadas positivamente pelas suas pares nas bolsas norte-americanas e européias. A autoridade monetária nacional decidiu implementar, a partir de hoje, um "programa de liberação integral dos recolhimentos compulsórios". A medida vai atingir os depósitos a prazo e interfinanceiros de empresas de arrendamento mercantil (leasing) e também a exigibilidade adicional, que atualmente recai sobre os depósitos à vista e a prazo. Segundo o BC, a decisão pode liberar até R$ 100 bilhões.
Nesse cenário, Bradesco PN subiu 22,13%, Itaú PN valorizou-se 23,37%, Banco do Brasil ON aumentou 20,71% e Unibanco units ganhou 22,77%.
As blue chips da Bolsa brasileira também apresentaram avanços significativos. Petrobras PN ganhou 12,08% e Petrobras ON, +11,66%, beneficiadas ainda pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, o contrato para novembro da commodity subiu 4,49%, a US$ 81,19. No caso das ações da Vale, a elevação nos preços dos metais também corroborou a recuperação dos papéis. Vale PNA subiu 13% e Vale ON, + 13,07%.
No Ibovespa, as altas foram lideradas por Ultrapar PN (+31,14%), JBS ON (+27,24%) e B2W ON (26,11%).
CÂMBIO
O mercado cambial no Brasil passou a ser vendedor nesta segunda-feira, animado pelas fortes altas nas bolsas globais em reação ao plano da Europa de socorro a bancos estimado em cerca de US$ 2,28 trilhões e a ação coordenada pelo Fed com os bancos centrais da Europa, da Inglaterra e da Suíça para prover dólares ao mercado interbancário atendendo o total da demanda. O anúncio pelo Banco Central brasileiro hoje de medidas para liberar depósitos compulsórios das instituições financeiras de R$ 100 bilhões também foi bem recebido, embora não tenha efeito direto sobre as cotações do dólar, afirmaram operadores consultados. Essas ações sintonizadas levaram o dólar à vista a cair quase 8% e a BM&F a ampliar hoje para 8% o limite de baixa do dólar novembro08.
No fechamento, o dólar pronto na BM&F estava na cotação mínima da sessão, em queda de 7,91%, a R$ 2,141. No balcão, a moeda americana caiu 7,76%, para R$ 2,140 - menor valor desde o último dia 3 de outubro, quando o pronto foi cotado a R$ 2,044, e também maior variação diária da moeda desde 1º/8/2002, quando oscilou 9,51%, de acordo com o AE Taxas. Esses resultados diminuem as altas mensais apuradas pelo dólar para, respectivamente, 12,45% e 12,51%.
Por volta das 16h30, o dólar pronto no balcão ampliou as quedas exibidas e renovou a mínima, cotado a R$ 2,139 (-7,80%), em sintonia com a ampliação pouco antes do limite de baixa do dólar futuro novembro08 na BM&F, de -6% para -8% hoje, a R$ 2,142, informou um operador. Esta tarde, os negócios com dólar novembro08 foram travados na BM&F porque a cotação desse contrato atingiu o limite de queda de 6%, cotado a R$ 2,1885. Isso levou a BM&F a reavaliar o limite de queda, que foi ampliado hoje para -8%, a R$ 2,142, afirmou a fonte. A BM&F confirmou essa mudança do limite de baixa hoje.
Às 17h08, o dólar novembro08 operava em queda de 5,99%, a R$ 2,188, após bater o limite de baixa de R$ 2,142 (-8%) e atingir pela manhã a máxima de R$ 2,248, informou a bolsa. Os quatro demais vencimentos de dólar futuro também projetaram quedas. O volume financeiro total, nesse horário, somava cerca de US$ 5,71 bilhões, sendo US$ 5,56 bilhões apenas com o dólar novembro08.
Segundo o operador José Carlos Amado, da Renascença Corretora, os negócios no mercado cambial foram dificultados porque o dólar novembro08 primeiro bateu o limite de baixa de 6%, ao atingir R$ 2,1885 (-5,99%), e isso travou as operações de arbitragem de dólar à vista com o futuro, reduzindo as operações futuras e no mercado de spot. Depois, a BM&F ampliou o limite de baixa do dólar futuro novembro08 na BM&F, de -6% para -8% hoje, a R$ 2,142, o que levou o dólar pronto no balcão a renovar a mínima, cotado a R$ 2,139 (-7,80%).
Com isso, o giro financeiro movimentado diminuiu um pouco. O volume total à vista somou cerca de US$ 2,090 bilhões (US$ 1,976 bilhão em D+2), ante cerca de US$ 2,257 bilhões na sexta-feira.
Diante da forte queda do dólar hoje, o BC fez apenas um leilão de venda de swap cambial - o sexto seguido - e que já estava programado desde sexta-feira à noite. No leilão, o BC vendeu 10.110 contratos de swap cambial tradicional, em que a autoridade monetária mantém posição vendedora em câmbio e compradora em juros. A colocação equivale a 28% da oferta total e a um volume financeiro US$ 494,5 milhões, do total de US$ 1,756 bilhão. Na operação encerrada no início da tarde, foram colocados dois vencimentos: para 2/01/2009 foram vendidos 2.050 papéis, com taxa nominal de 8,12%, taxa linear de 7,83% e cotação mínima de 98,2898; para o vencimento em 2/02/2009 foram vendidos 8.060 swaps, com taxa nominal de 7,85%, taxa linear de 7,58% e cotação mínima de 97,7161.
À tarde, o Banco Central anunciou que a operação de venda de dólares nos leilões do BC com compromisso de recompra futura - recentemente, o BC fez essas operações nos dias 19 e 26 de setembro e 7 de outubro - gerará abatimento no recolhimento compulsório sobre os depósitos interfinanceiros das empresas de arrendamento mercantil (leasing) para as instituições que participarem desses leilões. Segundo o BC, a medida pode liberar até R$ 20 bilhões, valor correspondente ao total do recolhimento realizado atualmente neste tipo de depósito. De acordo com circular 3.412 distribuída pelo BC, o benefício será gerado apenas durante o período da operação de câmbio - entre o leilão de venda e a data estipulada para a recompra. Este abatimento será no valor total da aquisição dos dólares pela instituição financeira e entra em vigor a partir de hoje.
Esses três leilões de venda de dólares com recompra entram nessa nova regra. Em 19 de setembro, o BC fez dois leilões: primeiro vendeu US$ 200 milhões para recompra em 23 de outubro e, depois, vendeu mais US$ 300 milhões para recompra em 23 de outubro; em 26 de setembro, a autoridade vendeu US$ 500 milhões para recompra em 19 de dezembro; e em 7 de outubro, o BC vendeu US$ 700 milhões para recompra em 7 de janeiro de 2009.
No fim da manhã, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que a balança comercial brasileira registrou na segunda semana deste mês exportações de US$ 4,287 bilhões, ante importações que somaram US$ 3,876 bilhões, o que resultou num saldo positivo de US$ 411 milhões no período. De janeiro a outubro de 2008, o superávit acumulado da balança chega a US$ 20,196 bilhões, incluindo os números da segunda semana deste mês. Na soma dos resultados das duas primeiras semanas de outubro, o saldo positivo acumulado é de US$ 540 milhões. Na segunda semana deste mês, a média diária (por dia útil) das exportações foi de US$ 857,4 milhões; e a média diária das importações, de US$ 775,2 milhões.
No mercado internacional, o dólar perdeu força e favoreceu a recuperação de commodities e do euro. Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Nova York e em Londres pela primeira vez em quatro sessões, com os investidores interpretando o otimismo do mercado de ações como um bom sinal para a demanda da commodity, segundo traders e analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na Nymex, os contratos de petróleo para novembro subiram US$ 3,49 (4,49%) e fecharam a US$ 81,19 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 79,45 e a máxima de US$ 82,52. Na ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para novembro avançaram US$ 3,37 (4,55%) e fecharam a US$ 77,46 por barril; a mínima foi de US$ 75,54 e a máxima foi de US$ 78,42.
Por volta do fechamento do mercado de petróleo, o índice Dow Jones registrava o maior ganho em pontos de sua história, com uma alta de ao redor de 700 pontos, impulsionado pelo compromisso dos governos europeus para recapitalizar os bancos e as perspectivas de um movimento similar do Tesouro norte-americano. No fechamento, o índice Dow Jones ostentava uma alta de 936 pontos (11,08%). O Nasdaq saltou 11,81%; e o S&P500, +11,58%. A Bovespa disparou 14,66%, aos 40.829,13 pontos. Às 18 horas, o euro avançava 1,30%, a US$ 1,3583, de US$ 1,3409 na sexta-feira; enquanto o dólar subia 1,23%, a 102,01 ienes, de 100,77 ienes na sexta-feira.
JUROS
O mercado operou em ritmo de recuperação nesta segunda-feira e, no caso dos juros futuros, as taxas recuaram, alinhadas ao movimento visto no exterior e, sobretudo, no câmbio. Mas o ajuste em baixa se deu em um ambiente de liquidez restrita aos contratos curtos, mostrando que os investidores ainda estão receosos em relação ao risco prefixado mais longo, mesmo com a firme disposição mostrada pelos governos mundo afora de colocar em ação um plano de criação de fundos nacionais de recapitalização e de garantias do sistema financeiro, no qual, inclusive, deverão comprar participações em bancos.
O DI janeiro de 2009 foi o mais negociado nesta segunda-feira, com 180.060 contratos, e terminou com taxa de 13,88%, de 13,96% na sexta-feira. O DI janeiro de 2010 (152.935 contratos) cedeu de 14,99% para 14,63% e o DI janeiro de 2012 (74.575 contratos) recuou de 16,07% para 15,39%. O dólar fechou a R$ 2,140, em baixa de 7,76%, a maior em um único dia desde 1/8/2002.
No caso do DI janeiro de 2009, o volume robusto de negócios refletiu a movimentação voltada à política monetária. Com a queda expressiva do dólar nesta segunda-feira, a precificação de que o BC manterá estável a Selic em 13,75% avançou ainda mais na curva a termo, de acordo com cálculos de operadores. Tem crescido nos últimos dias a avaliação de que o BC deve fazer agora uma pausa no ciclo de aperto monetário, uma vez que autoridades monetárias no exterior têm reduzido suas taxas e que a crise externa deve ter grande impacto sobre a demanda global.
Para o economista Paulo Tenani, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, as próximas decisões do BC sobre juros serão mais difíceis. Ele afirmou em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo que é possível que o BC promova mais uma alta da Selic na reunião do final deste mês, mas reconhece que a possibilidade de parada no aperto monetário está maior agora. "A política de juros do Banco Central, uma vez que ele perdeu a apreciação cambial, não é mais um instrumento eficiente para controlar a demanda agregada. O Brasil ainda é uma economia pouco alavancada", disse.
Os juros operaram em baixa desde a abertura nos negócios, acompanhando a recuperação das bolsas no exterior, em reação ao esforço conjunto dos governos para fortalecer o sistema financeiro. Alemanha e França anunciaram pacotes para sustentar seus respectivos segmentos financeiros, e Áustria, Portugal, Espanha, Holanda e Itália também aderiram ao esforço. O governo britânico confirmou a injeção de £ 37 bilhões (US$ 63,37 bilhões) no Royal Bank of Scotland (RBS) e a instituição que resultará da fusão entre o Lloyds TSB e o HBOS (Halifax). Austrália e Nova Zelândia também disseram que vão garantir as operações de seus bancos no interbancário, entre outras medidas; assim como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Operadores destacam, no entanto, que, de maneira geral, o volume não foi dos melhores e as taxas, mesmo com a queda de hoje, mantêm-se com prêmio elevado. Além do fato de que às segundas-feiras a disposição para os negócios costuma ser menor, a liquidez mais fraca reflete incertezas em relação ao futuro. "Os prêmios ainda estão altos, pois ainda há muita coisa para sair", diz um operador, lembrando que havia a expectativa de que os Estados Unidos também adotassem um plano nos moldes do anunciado pelos europeus. No início da noite, o Wall Street Journal afirmava que o Tesouro dos EUA comprará US$ 250 bilhões em participação nos bancos e que a Corporação Federal de Seguro de Depósito (FDIC, na sigla em inglês) garantirá todos os depósitos que não rendam juros.
Ajudou a compor o clima positivo o recuo em algumas projeções de inflação na pesquisa Focus anunciada pelo Banco Central pela manhã. Pela quinta semana consecutiva, houve redução na mediana das projeções para o IPCA em 2009, que nesta semana passou de 4,85% para 4,80%. A projeção suavizada do índice para os próximos 12 meses recuou de 5,15% para 5,13%. No entanto, para o IPCA em 2008, o movimento foi oposto e as projeções subiram de 6,14% da semana passada para 6,20% na pesquisa divulgada hoje. No grupo Top 5, no cenário de médio prazo, a estimativa para o IPCA em 2009 caiu de 4,98% para 4,67%, aproximando-se do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,50%.
O mercado gostou das medidas divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira em relação aos depósitos compulsórios, embora estas não tenham tido efeito direto sobre os juros futuros. "(As ações) Ajudam para um contexto positivo, na medida em que devem deixar o mercado mais líquido, mais leve", diz um operador de uma corretora em São Paulo. A dúvida do mercado, no entanto, é se os bancos farão os recursos girar pela economia, via empréstimos, ou se estes continuarão "empoçados" nas instituições.
O BC anunciou uma série de ações hoje para liberar os compulsórios das instituições financeiras, que podem chegar a R$ 100 bilhões e atingem os depósitos a prazo e interfinanceiros de empresas de arrendamento mercantil e também libera recursos recolhidos como exigibilidade adicional sobre depósitos à vista e a prazo.
Três delas anunciadas hoje devem liberar R$ 27,1 bilhões ao sistema. Uma mudança já vale a partir desta segunda-feira: a elevação de R$ 300 milhões para R$ 1 bilhão do valor de dedução do compulsório adicional sobre depósitos à vista, a prazo e poupança, que deve colocar R$ 8 bilhões no sistema. Outra medida é a elevação de R$ 700 milhões para R$ 2 bilhões do abatimento permitido para o recolhimento compulsório sobre a alíquota principal dos depósitos a prazo, que entrará em vigor no dia 17 e injetará R$ 13,1 bilhões no sistema.
A terceira medida aumenta de R$ 2,5 bilhões para R$ 7 bilhões o patrimônio de referência máximo dos bancos que quiserem vender suas carteiras para outros, que poderão abater do recolhimento sobre depósitos a prazo. O limite máximo de dedução sobe de 40% para 70% dos depósitos a serem recolhidos junto ao BC. O impacto estimado nessa medida, que vale a partir do dia 17, é de R$ 6 bilhões, mas depende da efetivação das compras de carteiras e títulos pelos bancos.
Mais tarde, a autoridade monetária lançou mais duas novidades. A operação de venda de dólares nos leilões do BC com compromisso de recompra futura gerará abatimento no recolhimento compulsório sobre os depósitos interfinanceiros das empresas de arrendamento mercantil (leasing) para as instituições que participarem dos leilões. Medida essa que poderá injetar até R$ 20 bilhões. O benefício será gerado apenas durante o período da operação de câmbio - entre o leilão de venda e a data estipulada para a recompra. Este abatimento será no valor total da aquisição dos dólares pela instituição financeira e entra em vigor a partir de hoje.
Por fim, o BC definiu que as instituições que buscarem crédito no redesconto, durante o período de análise do pedido, serão dispensadas do recolhimento de depósitos compulsórios, no valor da operação de redesconto.
Todas as medidas de liberação de compulsório já adotadas pelo Banco Central (BC) vão liberar R$ 2,7 bilhões dos depósitos da Caixa Econômica Federal, de acordo com cálculo feito pelo vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival. Segundo ele, os recursos liberados serão utilizados para a compra de carteiras de crédito de outros bancos e ampliação da oferta de crédito para empresas.

