Aproveitando a idéia do diário, depois de adquirir a Mirage e ficar quase 2 semanas com ela na geladeira (tomara que não apareça alguém pra perguntar como coloquei a moto na geladeira...), surgiu a oportunidade de colocar a belezura na estrada. Foram 270 kms, aproximadamente, pra dar o ar da graça em Penedo, num rápido BV.
Sobre a moto, mesmo lendo postagens empolgadas dos amigos, pude constatar o desenvolvimento da máquina. Realmente é muito bom, naquilo a que se propõe. Boas retomadas, sem trocas de marchas - muito interessante.
A posição de pilotagem achei excelente. A bolha, embora muito mal posicionada, cumpriu muito bem o seu papel, fazendo a viagem mais confortável.
O consumo ficou em 31,8 km/l, andando numa faixa de 90 a 100 km/h, acredito.
Sim, acredito, porque o raio do velocímetro apresenta um erro absurdo, chegando à casa de 20% em algumas ocasiões. Olha que é comum a margem de erro na ordem de 10%, para os velocímetros analógicos, segundo alguns, até pra preservar a integridade do piloto. A constatação do erro pôde ser feita, porque no retorno, ainda em Resende, encontrei um casal de amigos em um carro, que nos acompanhou até o Rio.
Agora, o banquinho... PQP! É muito medíocre, com a espuma extremamente mole. O banco Erê torna-se medida imprescindível, pra integridade da buzanfa.
Em minha primeira viagem, com a Mirage, já pude observar outros dois problemas:
1) Vazamento do óleo de freio do compinho. Também, faça-me o favor, aquele "corte diagonal" é o máximo.
2) Em meu primeiro abastecimento, já que recebi a moto com o tanque cheio, tive a triste constatação de que o tanque apresenta vários pontos de ferrugem e a moto ainda não completou 3k. O pior é que esse defeito é comum nas Mirages. O Rod, com a sua 2009, já trocou o tanque e parece que terá que trocar novamente.
Outro ponto estranho, que descobri em casa mesmo é que o bloco ótico do farol apresenta umas manchas, como se tivesse pontos de sujeira e como se tivesse sido raspado. Lógico, nunca foram abertos.
A dispeito da qualidade dos materiais empregados, gostei muito do desempenho da moto, sem falar da beleza, essa inquestionável.
Um ponto que achei hilário foi ao abrir o manual do proprietário e ver o desenho do sr. kasinski, dizendo que os nossos desenhistas e projetistas muito se empenharam para o estudo e desenvolvimento do projeto (não me lembro das palavras exatas, mas a idéia é essa). Vai ser cara de pau na casa do kcete!
Até o desenho do logo é mal acabado, com cortes imprecisos.

