Vulcan 900: Diário de uma Custom

Moto: Kawasaki Vulcan

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rklein
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23 Fev 2014, 20:42

Boa noite pessoal,

Assim como fiz no Fórum Kawasaki Ninja Brasil, onde sou moderador, com minha ultima moto, uma Kawasaki Ninja 650r Lime Green 2012 (Dona Dilma), pretendo registrar aqui um diário da minha nova aquisição, um Vulcan 900 Custom (Suzana Vieira), como comecei a postar lá, por enquanto vou copiar o que postei lá e depois ir atualizando.

Há algum tempo que pretendia trocar minha Ninja 650r por uma moto que fosse menos visada pela bandidagem e como consequência tivesse o seguro mais baixo que os R$ 4.300,00 que a Porto me cobrou no ano passado.

Estava em duvida entre as três que mais me interessavam e meu corretor apontou como de seguro baixo:

1- Harley Davidson xr1.200x
2- Harley Davidson 1.200 Custom
3- Kawasaki Vulcan 900 Custom

Após muito pensar e ponderar decidi pela Vulcan pois tem:

1- Refrigeração líquida
2- Suspensão mais confortável
3- Concessionária mais próxima de minha casa
4- Comando de válvulas no cabeçote
5- Tanque com capacidade maior (20 litros)
6- Pedaleiras mais altas que as das concorrentes, permitindo deitar mais nas curvas sem raspar no asfalto.
7- A marca Kawasaki

Na sexta-feira (07/02/14) decidi que ia fechar negócio no sábado (08/02/2014), pois em março eu teria que renovar o seguro da 650r, estava decidido a pegar uma Vulcan 2013 na K-Dealer, pelo valor de R$ 32.000,00, mas entrei no site da Kawasaki e vi uma promoção de 50 Vulcans 2011 zero km por R$ 27.000,00. Não tive dúvida, pois, pelo que pesquisei, a diferença entre uma 2011 e uma 2013 é apenas adesivagem, que na 2011 é vermelha e nas 2013 verde, gosto mais da cor verde, além de minha jaqueta e capacete serem lime green, mas por R$ 5.000,00 a menos eu abria mão das preferencias, liguei para algumas CC de sampa e nenhuma tinha as 2011, liguei para a Kawasaki que me indicou a Casarini, e lá havia uma.

No dia seguinte, sábado fui lá e ela já estava separada me esperando, ao lado da mesa do vendedor, gostei e já deixei Dona Dilma (Ninja 650r 2012) como parte do pagamento, após assinar a papelada voltei pra casa de Táxi, meio triste por ter me separado de Dona Dilma, mas ansioso pela nova experiência que ia vir.

Estava tudo pronto, corretor de seguro e o despachante avisados da troca.

Na quarta-feira a Casarini me disse que eu já podia pegar ela, mas ainda faltava emplacar (lacrar) e eu não gosto de sair com veículo sem placa da concessionária para evitar dissabores com os polícias, mas a ansiedade falou mais alto e saí do trampo às 13:30 e fui buscar a danada.

Às 16:17 já estava em cima dela, liguei o motor, com receio daquele peso todo, e saí devagar pela avenida Rudge na direção de um posto de gasolina que fica do outro lado da margina Tietê, de cara achei a moto mais fraca que a 650r, mais pesadona, complicado de esterçar o guidom, coração disparado de medo no meio do transito, ela estava com 0,2 km rodados.

Cheguei no posto, foi um parto achar o pezinho e abrir o bocal do tanque, ela estava a esta altura com 2 km e pegou 18,8 litros. Alguns comentaram sobre a moto : Bonita, quantas cilindradas? Etc.

Após abastecer saí apavorado, pois ia pegar o transito pesado das Marginais Tietê e Pinheiros. Entrei na Tietê com caminhões pra todos os lados, anda e pára e meu medo aumentando, percebi logo que a disposição da Vulcan é muito menor que da 650r, ela tem força, muito torque, na quinta a 50 km/h ela vai de boa, mas mesmo eu não tendo acelerado forte já deu pra ver que ela não dá as arrancadas e retomadas rápidas da 650r, ela ganha velocidade, mas não com tanta rapidez quanto a 650r, talvez pelo peso (280 Kg), e provavelmente pela diferença de estilo de moto, pelo meu medo e pelo transito.

Gostei dos retrovisores, melhor que os da 650r, dava pra ver tudo atrás, de boa. No anda e pára eu sofria pra tentar achar os apoios dos pés, ficava procurando ele mais atrás...

Fui por um tempo atrás dos carros, no anda e pára, até que tomei coragem de pegar o corredor, com medo de mudar de faixa, afinal a danada não é nada ágil em costurar entre os carros como a 650r. Mas entrei no corredor e fui passando, passando... e comecei a sorrir ao descobri que não é tão ruim pegar corredor com ela.

Após uns 15 minutos senti que minha mão direita estava formigando, não sei se devido a vibração, que achei quase imperceptível, ou se era porque eu estava apertando demais os manetes devido ao medo de estar naquela jamanta no meio daquele transito.

Fui na boa até em casa, pegando corredor pelas avenidas, que tinham corredores mais apertados que as marginais, sempre com mais cuidado do que eu tinha com a Ninja, poucas vezes eu entalei entre os carros, muitos deles abriam caminho.

Após uns 30 minutos cheguei em casa, inteiro e um pouco mais tranquilo, mas ainda preocupado, pois na garagem eu teria que descer uma rampa para a vaga no subsolo, e ela é muito íngreme e tem um angulo de 90 graus, ali foi que senti o peso da danada, na Ninja eu descia num piscar de olhos, sem pensar, na Vulcan eu parei antes da rampa e calculei, pensei, planejei, rezei e desci devagarinho e tremendo. Consegui estacionar ela sem cair.

Com o tempo e eu ganhando experiência, muita coisa pode mudar, mas comparado com a Ninja 650r a Vulcan:

-É mais lenta na retomada
-A visibilidade dos retrovisores é bem melhor que a da 650r
-É mais difícil de passar nos corredores, mas não muito, provavelmente com o tempo eu ganhe mais confiança.
-Mais complicado esterçar e mudar de faixa em baixa velocidade.
-Muito maior e mais pesada, mas muito mesmo. Mais difícil manobrar ao estacionar em baixa velocidade.
-A buzina parece de bicicleta.
-Parece que a posição de pilotagem com as pernas esticadas cansa menos, o banco é muito mais confortável.
-Achei mais macia que a 650
-Nas ondulações e emendas do asfalto o guidom balança, parece que vai se separar do resto da moto.
-Os freios são mais fracos, chega a dar medo, a Ninja breca com gosto, a Vulcan vai parando devagar.
-O câmbio é incrível, ao contrário da 650r, não faz o menor tranco nem ruído ao engatar as marchas, uma beleza só.
-O ronco do motor é mais forte e gostoso que o da 650r.
-Algumas vezes, quando ela está parada e vc dá uma acelerada ela dá uma tossida estranha, tipo um estouro, já tinha lido sobre isso em um fórum.

Ela me esperando na CC
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Já em casa:
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31 kms rodados da casarini até em casa no painel do estilo de um fusca :D :
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rklein
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23 Fev 2014, 20:54

Como minha ultima moto era Lime Green, meu capacete e jaqueta eram Lime Green.

Fui na General Osório pesquisar alguns acessórios para Suzana, que é rubro negra:

Capacete que fosse preto fosco, pois o atual Nexx Lime Green de Dona Dilma não dá certo com a rubro negra. Andei pra todo lado e após muita duvida terminei com este Shark Evoline Series 3 que gostei por ser do tipo Robocop e ter a viseira interna. Achei ele bem resolvido.

Quando a queixeira está aberta ela vai lá pra trás e não atrapalha a aerodinâmica, e os mecanismos de acionamento da queixeira e do visor interno são muito funcionais.

Fechado
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Aberto:
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rklein
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23 Fev 2014, 20:55

Procurei também um GPS adequado para motos, encontrei dois:

1- Garmin Zumo 390, que estava por R$ 1.930,00 numa loja, mas vc acha bem mais barato pela net.
2- Multilaser Tracker por 1/3 do valor do Garmin

Desde já adianto que me arrependi da escolha mão de vaca, pois:

1- O Multilaser demora de achar os satélites

2- O método de atualização é muito tosco, vc apaga tudo que está no GPS (zera ele) e baixa do site da Multilaser tudo de novo, ou seja, vc perde seus favoritos e histórico, e como se não bastasse, quando "atualizei" não deu certo, ele ficou pedindo um código que de acordo com a página da Multilaser, vc obtêm ligando para eles no horário comercial, pior que isso só dois disso. Isso não é atualização, é pura encheção de saco. Fuja deste GPS. Por sorte eu não apaguei tudo do GPS, fiz um backup dele no PC, e restaurei depois do insucesso da "atualização" o que evitou eu ficar com ele inoperante.

3- Ambos vem com adaptador para ligar na bateria da moto, sendo que a solução da Garmim é muito melhor e mais fácil de se instalar. Se arrependimento matasse... kkkkkkkkk

Ou seja, quem quiser um, vai logo num de marca decente pra não passar raiva.

Coloquei também uma antena Jojafer.

A posição do GPS ficou muito bacana, bem na sua frente ajudando a visualização, o grande guidom ajuda muito nessa hora:

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rklein
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23 Fev 2014, 21:00

O primeiro dia que fui para o trampo com a Vulcan foi em 18/02/14 (terça-feira). Segue as impressões que eu tive e postei no KNB:

Hoje fui chateado para o trampo de carro, por não ter recebido o documento da moto ontem quando ela foi lacrada (emplacada). porém às 11:30 o corretor me ligou dizendo que entregou o mesmo em casa, não pensei duas vezes em pegar o carro e percorrer os 35 km até em casa, peguei a Vulcan e voltei para o trampo pra matar minha ansiedade que tava me corroendo

O transito na hora do almoço estava mais livre que o que pego pela manhã, porém quando voltei agora à tarde estava o mesmo travadão de sempre, abaixo seguem os relatos, mas vou começar pelo fim:

Acertei na escolha, não tenho mais saudade da Dona Dilma!

1- Como sempre fiz com todas as motos que tive, respeitei e vou respeitar até o fim o período de amaciamento 95 km/h até os 800 km, depois será 130 km/h até os 1.600 km.

2- Como hoje foi a segunda vez que eu andei nela, estava mais a vontade, quase um veterano kkkkk

3- Fiz o trajeto que mais costumava fazer com Dona Dilma, mais longo porém mais livre. Não tive a menor dificuldade em curvas (tipo raspar pedaleiras) nem em concluir as curvas, nem ao passar por lombadas ou irregularidades no asfalto, no principio, fui mais cauteloso, mas logo fui descobrindo que dava pra fazer tudo da mesma forma que fazia na 650r.

3- Peguei as avenidas do meu trajeto que tem os corredores mais estreitos (Francisco Morato e Al. Rio Negro - Alphaville) congestionadas e passei com a mesma facilidade que eu passava com a 650r. O que ajuda muito a Vulcan nesta hora é a incrível capacidade que ela tem de ficar em pé, equilibrada, sem balançar, mesmo aos 20 km/h, tipo o que dizem ser uma qualidade das Scooter, que é o centro de gravidade extremamente baixo. Apesar do tamanho do guidom, me senti confiante em meter a danada da gorda entre os carros na mesma velocidade que eu fazia com Dona Dilma que não tinha este equilíbrio e tinha o motor mais nervosinho e podia, além de pender repentinamente para um dos lados, dar um pulo não planejado para a frente. Os retrovisores da Vulcan, presos ao guidom, também ajudaram, ao contrário dos da Ninjona, presos à carenagem e que atrapalhavam um pouco.

4- Procurei manter os 95 km/h, mas claro que cheguei aos 100 em alguns momentos, e senti mais o vento do que sentia na Ninja. Imagino que acima de 120 isso vai atrapalhar um bocado.

5- A moto te deixa "zen", apesar de eu ser calmo e tranquilo, a Ninja me instigava a acelerar, o prazer aumentava ao girar o manete direito e ganhar velocidade rapidamente, e eu cedia por alguns minutos, na Vulcan o prazer foi diferente e não me senti incomodado aos 100 km/h durante todo o trajeto de ida e volta (70 km). Pela primeira vez não fui por todo o trajeto pela faixa esquerda.

6- Minha mão direita ficou levemente dormente, ela vibra, pouco mais vibra, também achei que em muitos momentos parecia que eu estava passando naquelas faixas brancas finas no asfalto que colocam para te acordar antes de uma lombada ou de curvas fechadas.

7- O velocímetro em cima do tanque é meio complicado de visualizar pois vc tem que abaixar muito a visão, meio perigoso pois vc deixa de ver a pista.

8- Ao contrário da primeira vez que pilotei ela, hoje eu me acostumei com as pedaleiras lá na frente, mas por duas vezes eu procurei ele mais atrás.

9- A moto agradou muito no trampo, todos gostaram.

10- Os retrovisores são incríveis, dá pra ver tudo atrás de vc, nunca pensei que fosse possível, por ex, olhar para o retrovisor direito e ver não apenas quem está atrás de vc, mas também quem está atrás e do lado esquerdo! muito bacana e seguro.

11- O conforto, que conforto, suspensão macia, absorve bem as irregularidades da pista, banco grande, a buzanfa agradece, porém, senti alguma dor nas costas, li em alguma reportagem sobre motos Custom, que isso ocorre no início, até vc se acostumar com a nova posição.

12- Ao contrário da má impressão que eu tive no primeiro dia, os freios hoje foram eficientes, talvez por a moto ter sido lavada na CC, eles estivessem prejudicados, hoje eles foram eficientes e me transmitiram segurança.

13- O cambio, que beleza, uma manteiga, muda as marchas facinho, suave, ao contrário da 650r, sem trancos, sem "Clunck" nenhum, nem da primeira para a segunda, nem do neutro para a primeira, uma manteiga... se bem que nem precisa dele, pois a 50 km/h na quinta marcha ela responde sem hesitar ao acelerar.

14- Tive a impressão que o pneu fino na frente faz a frente ficar boba e balançar para os lados quando passa numa emenda no sentido que vc vai daquelas que pistas de concreto tem na junção entre as placas (como nos trechos antigos do Rodoanel), nada perigoso, mas meio desagradável. E ela balança mesmo o guidom em irregularidades da pista (tipo emendas), isso foi ruim.

15- Adeus canela queimada, em nenhum momento a ventoinha do radiador queimou minhas canelas como ocorria na 650r, andando, as canelas ficam à frente do jato, e parado não incomoda, pois a ventoinha liga bem menos que na 650r, e o jato é fraco e vai pra outro lugar longe da sua canela, no máximo senti um pouquinho de aquecimento na batata da perna direita, mas muito pouco, nada que tenha me incomodado.

Pode ser que eu me lembre de mais alguma coisa depois, neste caso, vou editar essa relação e adicionar (já fiz isso) mas por enquanto é isso aí, estou satisfeito, muito satisfeito, sem chance de arrependimentos, muito pelo contrário, ela se sai bem no transito e na estrada, não dá o prazer de uma sport, mas te oferece outros. Acredito que não terei mais uma Sport.
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rklein
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23 Fev 2014, 21:08

No dia 20/02/14, abasteci o segundo tanque e já temos o banner do Fuelly e a primeira informação de consumo de Suzana. Só alegria, melhor não poderia ser: 18,2 kml

Só para comparação, a primeira média de consumo de Dona Dilma foi de apenas 17,4 km/l, e depois 16,1, 16,2, 18,1... a média histórica de Dona Dilma foi de 17,6 km/l, ou seja, gastou 11,5% a mais que a Vulcan, a Vulcan promete ser mais econômica que a 650r.

Todos os abastecimentos da Ninja 650r foram registrados no Fuelly, e pode ser visto no link abaixo:

http://www.fuelly.com/driver/raulklein/ninja-650r

No mesmo dia 20 na hora do almoço peguei uma Suzuki Boulevard M800 de um colega, e fiquei mais feliz ainda por ter escolhido a Vulcan Custom com seu pneu maior e mais fino que a Classic e a M800, pois senti que a M800, que tem um pneu gordo, é pesadona, difícil de mudar de trajeto em baixa. O pneu grande e fino da Vulcan Custom faz uma grande diferença, vc se sente numa moto menor e mais leve.

Sair da M800 e voltar pra Vulcan me fez sentir "em casa".

Estou convencido que eu perdi muito tempo antes de ir pra uma moto como a Vulcan, não há a menor possibilidade de eu voltar para uma sport. Test driver não vale, pois de início vc estranha muito a moto e com certeza não vai gostar, mas depois de alguns poucos kilometros, vc é 100% convertido e não tem retorno.
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23 Fev 2014, 21:15

No dia 19/02/14, eu vinha do trampo pensando sobre o barulho infernal do vento no capacete Shark Evoline 3, no Nexx XR1.R o barulho não me incomodava.

Percebi que o barulho vem do vento entrando por baixo do capacete, aí lembrei que eu nunca usei o Nexx na Vulcan, nem o Shark na 650r... a 650r tem a bolha que diminuía muito o vento... Será essa a razão de eu estar achando o Shark barulhento?

Amanhã vou usar o Nexx e ver se ele também passa a ser barulhento.

UPDATE: (Depois descobri que o barulho vem do suporte do intercomunicador, quando o intercomunicador está no suporte o barulho diminui, provavelmente porque fica mais aerodinâmico)

De qq forma tô me amarrando em abrir a queixeira quando saio de rodovias/avenidas e entro em ruas tranquilas e de baixa velocidade, dá pra respirar de boa e refresca a cachola.

A cada viagem com a Vulcan me amarro mais na moto, não mudo mais pra outro tipo de moto, aliás, daqui a 2 anos outra Vulcan.

estranhei uma coisa, ao contrário das Ninjas, onde "KAWASAKI" aparece bem grande nos tanque, na Vulcan, o nome kawasaki mal aparece, apenas no painel e no lado direito, numa parte baixa e escondida da moto, em tamanho pequeno, é impossível quem ver a moto passando saber que é uma kawa, só mesmo com ela parada e olhando o painel ou o lado direito dela, e mesmo assim se olhar com atenção para baixo, muitos lá no trampo, observando ela parada ou me perguntavam se era uma Harley ou quem era o fabricante. Porque será? tentativa de se fazer passar por uma Harley? Lamentável.

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dom.arcanjo
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24 Fev 2014, 12:12

Parabéns pelo novo brinquedo! Melhor ainda saber que está feliz com a sua VN900, ou Suzana Vieira – rs – que, com todo respeito, é muito bonita.
Como já estou casado com a minha a dois anos, acho que posso lhe dar algumas dicas. Acho importante colocar o protetor de cárter, uma vez que a Suzana é mais baixa que as demais motos e dependendo da lombada que você for passar, ela vai raspar e pode comprometer principalmente os parafusos que ficam naquela posição. Referente ao “freio fraco” que você falou antes, leve em consideração que o conjunto pastilha/disco ainda são novos e “estão se conhecendo”, sem contar o banho antes de sair da loja. Mas fique tranquilo, depois de 100 ou 150 km rodados, eles vão funcionar muito bem.
O meu ponto de vista para usa-la em corredor é “tempo”. Você vai ter que se adaptar as novas dimensões e limitações que toda custom tem. Veja só o meu caso: a minha é um Classic LT e tem protetor de motor, pedaleiras tipo plataforma e dois alforges grandes. Ou seja, quase um caminhão de duas rodas, como já me falaram, mas com o tempo fui pegando a manha e com a devida paciência*, o corredor pode ser muito bem utilizado.
Continue reportando suas impressões sobre a Suzana. Vou gostar de acompanhar.
Abs e boas estradas!


*A paciência será necessária por causa do “cachorro louco” que vem querendo passar pelo corredor a 90 ou 100 por hora e dificilmente entende que pela sua moto ser grande, os limites são outros.
Na meia idade, a experiência é tão importante quanto a novidade.
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24 Fev 2014, 12:26

Neste sábado eu ia na general Osório pra colocar um protetor de cárter, até tentei, por conveniência, colocar um na Casarini e na K-Dealer, mas eles não tinham. Agora com vc falando, tõ mais que convencido da importância.

Imagino que com a LT o corredor fica mais estreito ainda do que com a Custom. :) mas agente sempre se adapta, com menos de uma semana com a Suzana eu já tõ fazendo quase as mesmas coisas que fazia com a 650r.

Os freios realmente melhoraram rapidinho, exatamente como vc falou, já estou até confiando neles :)

Só estou receoso com a aderência do pneu dianteiro que é fininho, mais fino que o de uma CB300 (80 e 110 respectivamente) deixa a moto leve, mas em contrapartida, deve perder aderência em curvas quando comparado ao gordinho da Classic LT.

Esqueci de comentar, em menos de 1 semana de uso, por 2 vezes o pisca traseiro esquerdo parou de funcionar, troquei lâmpada numa loja genérica e na segunda vez levei na K-Dealer, que diagnosticou problema no soquete do pisca, deram um jeito e me disseram que se voltar o problema eles trocam o conjunto do pisca.

Continuo achando a moto excelente, e não tenho saudade da Dona Dilma (ninja 650r)
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dom.arcanjo
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24 Fev 2014, 14:46

rklein escreveu: Esqueci de comentar, em menos de 1 semana de uso, por 2 vezes o pisca traseiro esquerdo parou de funcionar, troquei lâmpada numa loja genérica e na segunda vez levei na K-Dealer, que diagnosticou problema no soquete do pisca, deram um jeito e me disseram que se voltar o problema eles trocam o conjunto do pisca.
Tive um problema parecido com o pisca dianteiro. Também era problema no soquete. Como já não estava na garantia, retirei a lampada, vi que tinha uma pequena oxidação no conector. Removi o ponto com um pedaço pequeno de BomBril e nunca mais tive problema naquele ponto. NO seu caso, como ainda esta na garantia, nem sei se vale a pena por a mão. Mas se precisar, tenho indicação de duas autorizadas pra dar um apoio no que for possível.
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24 Fev 2014, 19:33

dom.arcanjo escreveu:... Removi o ponto com um pedaço pequeno de BomBril e nunca mais tive problema naquele ponto...
O mecânico da K-Dealer me disse que fez algo do tipo que vc falou, que "deu um jeito", eu não acompanhei, fui me distrair com as motos em exposição enquanto ele trabalhava no problema, pode ser que seja algo como vc fez, de qualquer forma, se comprometeu a trocar a peça se o problema voltar.

Hoje eu me surpreendi com a peça que que fica na parte superior dos cilindros da Vulcan, aquela cromada, ela é de plástico. Por ser refrigerada a água, as aletas que revestem os cilindros não são necessárias e aquilo tudo é apenas estético, e estas aletas parecem ser de metal, mas precisava a parte superior ser plástico? É durável? Com o tempo e o calor vais desbotar ou não?

Me lembrei que um vendedor da CC Harley Davidson bateu no para-lama de uma HD 1.200 e falou "Aqui tudo é de aço, não tem plastico como nas Japonesas". Vejo vantagens nos plásticos (menor peso) mas de qq forma estranhei justamente aquela peça num lugar que aquece tanto ser plástico, material menos nobre e menos durável que aço... Isso não desmerece a Vulcan, que colocou uma peça apenas por estética, melhor ser plástico e ficar bonito que não ter ela e ficar feio, mas num ponto a Harley tem razão, aço dura mais que plástico...

Começo a entender porque alguns veneram o conservadorismo das HD, mas nem por isso mudei de ideia, e continuo preferindo a Vulcan, pois ainda acho melhor aquele plástico do que ter os bagos torrados num engarrafamento num dia de verão :)
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