Gabuga escreveu:Obrigado pela resposta M Valentim, mas poderia me dizer porque a mirage 250cc não seria uma boa opção ? Para uma primeira motos para aprender a pilotar e depois deixar para a patroa uma virago 2500cc igual a que citei por aquele valor também não seria indicado ?
Ou devia perder o medo e começar eu e a patroa com modelos maiores ?
Lembrando que a moto seria usado no nosso dia a dia, não somente para passeios.
Desculpa abusar de sua boa vontade mas é que realmente estou meio perdido nas opções
Antes de se decidir, leia esse relato do que aconteceu comigo.
Tem um amigo meu do quartel que também tem uma Mirage 250 EFI, e vive reclamando das panes que a dele apresenta, então posso te dizer que se optar com ela terá que conviver com umas panes, digamos, curiosas. O bom da História é que vc tiver tempo, poderá iniciar na arte de manutenção de motos.
Vamos ao relato (também postei no site reclame aqui)
Opinião de proprietário de Kasinski Mirage GV 250 ano 2008
Adquiri uma Motocicleta Kasinski Mirage GV 250 Custom 2008 em março de 2010, com 4 mil km. Já no inicio percebi que a moto, de forma intermitente, apresentava falha de partida, com trancos secos que impediam o funcionamento do motor. Depois de algumas tentativas, a moto pegava e ficava uns 2 dias sem apresentar a pane. Acreditei que o problema poderia ser a bateria e de imediato troquei por uma nova, de mesma especificação, no entanto a pane intermitente de trancos na partida não cessou após a instalação da nova bateria.
Ainda neste período inicial de aquisição, percebi que a torneira de combustível, encontrava-se emperrada e a troquei por uma nova e de melhor qualidade. Após um tempo e próximo da revisão de 6000 Km, a motocicleta apresentou um barulho de engrenagens quebradas e não mais foi possível dar a partida elétrica. Como em Taubaté não tinha oficina autorizada Kasinski, dei a partida a moda antiga (empurrando a moto) e levei a moto para revisão de 6 mil km na autorizada Kasinski de São José dos Campos, de nome Moto Route. Informei a eles que além da revisão, a moto não dava partida e que antes disso ela apresentava trancos durante a ignição.
Após uma semana e de forma até muito eficiente, foi entregue a moto revisada e houve a troca de duas engrenagens que tiveram seus dentes quebrados. Esta troca me chamou atenção pela gravidade da quebra, e então, questionei o porque de quebra tão prematura. De forma muito estranha o mecânico afirmou que poderia ser a forma de se dar partida, então perguntei a ele como deveria ser uma partida correta do modelo, e ele de forma bem simples e intuitiva puxou o afogador da moto e apertou o botão de partida, da mesma maneira que qualquer moto carburada com partida elétrica é acionada normalmente.
Apesar de perplexo com a resposta do mecânico, entendi que ele não sabia o porque da quebra das engrenagens. Logo após a revisão a moto passou a apresentar vazamento de óleo pela tampa do filtro de óleo do motor (pane que ganhei em função da revisão mal realizada na Moto Route) e a pane de trancos na partida retornou, mesmo eu tendo relatado sua ocorrência por ocasião da revisão de 6 mil km.
Como estava sendo transferido de local de trabalho da cidade de Taubaté para Manaus, e já não confiava na qualidade do serviço da Moto Route, decidi que levaria a motocicleta para uma concessionária da capital do estado do Amazonas, já que a assistência técnica de lá deveria ser melhor do que a de SJC, haja vista que a moto era fabricada na Zona Franca, ledo engano...
Assim que chegou a Manaus, a motocicleta apresentou pane elétrica que impedia a ignição do motor, inclusive com queima de fusível, desta forma contratei uma pick-up da própria oficina autorizada Kasinski Tecway para levá-la até a concessionária.
Chegando lá informei que além da pane elétrica, a moto possuía vazamento pela tampa do filtro de óleo(herdada da revisão mau feita na Moto Route de SJC) e que a partida apresentava trancos de forma intermitente. Foi realizada a manutenção do sistema elétrico, trocada a tampa do filtro de óleo por uma outra de uma moto de modelo diferente (já que não tinha a peça original para trocar) e entregue a moto funcionando. Apesar da tampa do filtro ser de marca e cor diferente da minha moto, fiquei satisfeito porque tinha parado o vazamento, mas como anteriormente relatado, a pane de trancos na partida ainda existia de forma intermitente, após uns 2 ou 3 dias ela retornou.
Decidi levar a moto de volta a Tecway e solicitar que fosse realizada uma inspeção, afim de finalmente resolver o problema da partida e seus trancos intermitentes e intermináveis. Após duas semanas de espera, eles resolveram pegar a moto para ver qual era o problema e descobriram que havia um vazamento de combustível pela bóia do carburador, que estaria encharcando de gasolina o motor e causando o efeito conhecido por “calço hidráulico”. Finalmente descoberto o problema eles disseram que, não possuíam peças para a troca e que iria demorar em média 40 dias para chegar.
Foi quando fui pesquisar na internet se outro proprietário tinha este mesmo problema de calço durante a partida e vi que a pane era inerente ao modelo e que era simplesmente solucionado fechando a torneira de combustível quando a moto estivesse parada. Voltei a Tecway, passei ao mecânico esta informação e já decorridos uns dois meses com a moto parada na oficina autorizada, levei a moto para casa e nunca mais tive problemas com a partida. Isso foi no inicio de julho.
Hoje, dia 17 de agosto, entretanto, a Mirage apresentou um barulho estranho no motor, rapidamente levei a moto para a Tecway, quando cheguei lá, o funcionário da recepção não queria receber a moto alegando falta de espaço para tantas motos aguardando revisão e manutenção, a maioria por falta de peças. Insisti que a moto ficasse lá porque não arriscaria levar a moto para casa com medo de quebrar no caminho, devido a barulheira que saia do motor.
Conclusão? Motocicleta Kasinski, nunca mais...
Para concluir o meu relato sobre minha experiencia e consequente opinião sobre a Mirage 250, informo-vos que o barulho que o motor da Mirage apresentou foi uma coisa bem simples e cotidiana: A ruptura completa de um dois eixos de comando do cabeçote do cilindro dianteiro! Não da para dizer com certeza o que ocorreu, a verdade que fez um estrago em inumeros componentes do cilindro. A peça de metal que não deveria ser frágil, seccionou por completo, ou por corrosão interna do metal ou por falha de fabricação. Como a revenda tecway não possui as peças, para variar, não tenho uma posição ainda do valor das peças e da mão de obra. Quando souber o saldo do estrago, informo para vocês.
Kasinski, nunca mais...
Agora, como é de praxe, vai aparecer uma galera que vai dizer que este relato é "fatalidade" e falta de sorte, mas para mim isso é irrelevante, se isso aconteceu por falha de fabricaçao e falta de controle de qualidade, significa que pode acontecer novamente e aí eu pergunto: Vale a pena pagar para ver? Acho que não...