Arrume tempo. A historia é longa!
To rodando pouco ultimamente. Agora que vou agendar pra fazer a revisão dos 6.000 km.
Eu a tenho usado muito mais na cidade do que na estrada, mas não deixo de usar. Quem sabe depois que passar essa correria de fim de ano.
Bem, vamos as considerações:
Estou com o modelo Classic LT (10/11). Assim que cheguei com ela aqui na capital, providenciei protetor de motor, protetor de carter, troca de óleo e filtro (estes troquei por precaução, pois já estavam na moto há muito tempo). Só nessa brincadeira inicial foi R$ 750,00 (peças e serviço realizado na
http://www.brasilianchopper.com.br).
NA CIDADE:
Esqueça o corredor! Só se for largo o suficiente, tem que ter espaço pra passar com os alforges. Pra passar entre os carros, você também vai precisar de espaço e força nas pernas. Então, se não der pra seguir em frente, o melhor a fazer é esperar que o espaço apareça pra poder seguir em frente. Tenha calma. O motorista que esta na sua frente vai abrir um espaço, por mínimo que seja, pra você passar e ele poder matar a curiosidade: “que moto é essa”. Varias vezes, ao entrar por estas frestas no transito, o motorista da uma boa “secada” na VN900.
Para o transito intenso, na minha opnião, dois fatores pesam contra. O primeiro é o aquecimento do motor, e se você estiver parado, a ventoinha vai começar a trabalhar e nessa hora, vai jogar todo o ar quente do motor na sua canela. Andando com ela, você nem vai sentir... muito, o problema é quando vc tem que parar. A segunda, também culpa do transito intenso, é a embreagem que começa a ficar “dura/pesada” depois de algum tempo no transito. Em inicio de percurso, é bem suave, mas depois de um certo tempo de “anda e para”, você vai sentir que a embreagem parece mais dura do que no inicio do passeio.
Para o caso sem transito (o que é meio raro aqui em Sampa), ela desenvolve bem. Vai muito bem morro acima, os freios respondem bem quando solicitados, a potencia de sobra do motor garante uma boa saída nos semáforos (não é sua característica, mas testei mesmo assim). Por ser baixa, facilmente raspa nas lombadas (por isso coloquei o protetor de carter) e vez por outra, principalmente nas saídas de estacionamento, quando tem que se fazer uma curva mais fechada e tem a guia rebaixada logo na saída, as pedaleiras também raspam um pouco. Assusta muito mais pelo barulho que pelo fato em si, pois as pedaleiras não são fixas no quadro, como em outros modelos que analisei antes de decidir pela compra. É só não exagerar.
Para o porte dela, considerei econômica na cidade, chegando a fazer de 16,5 a 20 km/l. Claro que este consumo varia devido ao transito que pego e também pela torção do cabo em dias que acordo atrasado. Tendo uma pegada mais leve, acho que da pra chegar aos 21 ou 22 km/l.
NA ESTRADA:
Em seu habitat, nem parece que ela tem 300 kg (+ ou -). Claro que a estrada tem que ajudar, no meu caso, uso geralmente ou a Bandeirantes ou a Anhanguera ou a Castelo Branco pra fazer meu bate-volta de fim de semana, que tem a seguinte missão imposta pela dona da pensão: voltar pra casa antes do almoço (hehe).
Como as curvas de estrada geralmente são mais abertas e possuem inclinação pra ajudar, as pedaleiras praticamente não tocam o asfalto e depois de alcançar a velocidade de cruzeiro, no meu caso entre 110 e 120 km/h, a experiência é totalmente prazerosa. Varias vezes esqueci olhar o relógio e na hora do almoço, to ligando pra casa de algum lugar pra avisar que vou me atrasar (claro que a bronca vem junto, mas vale a pena).
As ultrapassagens são feitas de forma segura, já que o motor responde muito bem quando solicitado. Pelo porte, o vento lateral não chega a ser um incomodo muito grande. O banco largo e confortável também ajuda muito a curtir a viagem. Não posso falar sobre o banco do garupa, já que geralmente to sozinho na estrada.
Nâo posso informar exatamente o consumo na estrada, pois sempre esqueço de abastecer e fazer as contas quando volto, mas pode rodar tranquilamente de 300 a 400 km com um tanque (tudo depende da tocada de cada um). O Joca, aqui do fórum, pelo que ele já postou, pode rodar até mais de 500 km com um tanque.
Resumindo: o conforto e o prazer estão garantidos com esta maquina na estrada.
DUVIDA:
Quando a comprei, tive que me adaptar a rodar com a bolha (ou para brisa, como já vi alguns falarem por aqui). É legal, deixa a moto com a impressão de ser maior ainda do que já é, pode evitar as linhas de pipa com cerol (espero nunca ter que fazer este teste) e oferece um certo conforto na estrada. Como meu uso é muito mais urbano que estradeiro (infelizmente), penso em tirar a bolha por dois motivos: o primeiro, gosto de sentir o vento, o segundo, em dias de chuva, ou pior ainda, em dias de garoa, a agua acumulada prejudica a visão, e se for pra rodar de noite, ou de manhã, quando o sol ainda esta longe de nascer, a situação fica ainda pior.
Se tirar, vou ter que colocar aquela “antena corta cerol”, que au acho feio. Necessario, mas feio.
É bom ficar, pois te da uma proteção a mais e deixa a moto mais estilosa. Ó DUVIDA CRUEL!
São minhas opiniões particulares sobre a VN 900 Classic LT. Espero ter ajudado quem ainda esta pensando em comprar uma. Mesmo usando muito mais na cidade do que em viagens, estou muito satisfeito com minha Gueixa!