Sobre esse assunto de acionar ou não a embreagem na frenagem, eu sempre achei que não se deve NUNCA acionar a embreagem antes de acionar os freios, mas parece que o assunto ou é polemico ou
DEPENDE da situação, se a frenagem é "programada" ou de "emergência", Copiei alguns trechos abaixo das reportagens, mas vale a pena ler a reportagem, e ver o vídeo, originais e completos.
Os segredos da boa frenagem
por Geraldo Tite Simões
"...Frenagem programada
...Ela queria saber
se durante a frenagem
programada, aquela em que a gente já sabe que vai parar — no semáforo, por exemplo
—, ela deveria reduzir as marchas enquanto freava ou puxar a embreagem e só reduzir
depois de parar...
...Aqui, atenção!
Muita gente confunde esse tipo de frenagem com freio motor, e são
coisas diferentes.
Em uma frenagem de emergência, aquela em que o motociclista
precisa parar no menor espaço possível, é preciso "matar" o motor, acionando a
embreagem, e carregar toda a frenagem nos freios traseiro e dianteiro (nessa ordem).
Tentar reduzir durante uma frenagem de emergência aumenta os espaços de
frenagem, porque facilita o travamento da roda traseira. Quem não acreditar está
convidado a fazer o teste em meu curso.
Portanto, é preciso dividir as frenagens em dois tipos: a programada, aquela em que
você sabe onde precisa parar, e a de emergência, aquela em que você foi pego de
surpresa. São situações diferentes que exigem posturas diferentes.
http://bestcars.uol.com.br/colunas3/g36 ... enagem.htm
E ele volta a explicar em novo link, que ele chama de "Dogma e Ciência"
http://motite.blogs.sapo.pt/93832.html?thread=1132936
"Portanto vou retomar o tema “frenagem” para esclarecer o assunto. Em primeiro lugar é bom que se separe os dois tipos de frenagem: a programada e a de “emergência”...
...A frenagem programada já foi detalhada na última coluna, clique para ver. Vou detalhar como funciona a frenagem de emergência, aquela que o motociclista precisa parar no menor espaço possível...
Mas a grande confusão ocorre por causa do velho conceito equivocado do freio-motor.
Para começar freio é freio e motor é motor, punto e basta! Portanto não existe (em veículos leves) o tal freio motor. O que existe é um leve efeito redutor do conjunto motor-câmbio. A confusão foi provocada lá atrás, nos primórdios dos automóveis, quando os freios eram acionados por travões rígidos e usavam sapatas de lona contra um cilindro, chamado de tambor ou panela. Os freios eram péssimos e aqueciam com facilidade, causando fadiga por calor, chamado de “fade”.
Em suma: se os veículos mudaram – para melhor – é aceitável que as técnicas de pilotagem também mudem. Pena que as pessoas não mudaram e continuam acreditando em velhos conceitos.
No caso das motos, especialmente as esportivas que chegam a mais de 16.000 rpm no motor,
falar em freio-motor é um retrocesso. Não se usa o motor para frear em uma situação de parada no menor espaço. Se o motociclista tentar frear reduzindo marchas a roda traseira travará facilmente iniciando a derrapagem. Além disso, com o motor a 9.000 rpm não há como reduzir a velocidade da roda traseira, que em vez de frear a moto vai acabar empurrando.
Tem mais: o câmbio de moto é sequencial e não seletivo. Para reduzir da quinta marcha para a terceira é preciso passar pela quarta. Imagine uma moto a 120 km/h, em sexta marcha, aí na hora de frear o motociclista precisa: acionar a embreagem, reduzir para quinta, soltar a embreagem, acionar de novo, reduzir para quarta, soltar, acionar de novo... até chegar na primeira marcha!!!
Por outro lado, se o motociclista “matar” o motor acionando a embreagem, ele só faz duas operações: apertar a embreagem e frear!
O jeito certo de parar uma moto (e carro) no menor espaço possível é acionar a embreagem e comandar os freios, começando pelo traseiro e passando para o dianteiro. Pronto. E desafio qualquer pessoa a frear no menor espaço possível reduzindo as marchas enquanto freia.
Para perceber o quanto o motor atrapalha a frenagem, faça uma experiência bem simples. Engate a primeira marcha e solte a embreagem no plano. Deixe a moto (ou carro) ganhar velocidade sem usar o acelerador. Depois tente frear sem usar a embreagem. O motor “empurra” a roda e não deixa o veículo parar. Basta apertar a embreagem que o veículo pára imediatamente..."
E nesse vídeo do G1 Motos, outro "especialista" Thales monteiro. também recomenda o acionamento da embreagem durante uma
freada de emergência, que, segundo ele, deve ser feita em 04 etapas:
1- Desacelerar
2- Acionar a embreagem
3- Acionar o traseiros freios
4- Dosar o dianteiro
vejam aos 2:45. E aos 3:12 escrevem no rodapé "Desacele, corte a embreagem, acione o freio traseiro e, em seguida o dianteiro"
http://globotv.globo.com/rede-globo/g1- ... e/4090522/
Pronto, a confusão está feita
