Dicionário regional

Assuntos diversos, relacionados ou não ao motociclismo

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gildalfer
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Carrinho de lomba - Rolimã

Lomba - ladeira


É o meu Rio Grande do Sul
Céu, sol, sul
Terra e cor
Onde tudo que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor.
Tio Giba
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
Pablo Andrade
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"Enrolar o cabo" -- Desaparecer na frente, fazer os outros comerem poeira!

"Aquela que matou o guarda" - Caninha, cachaça!

"Vai morder Barranco!!" - Para de encher o meu saco!!
Monaski
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Pablo Andrade escreveu:"Vai morder Barranco!!" - Para de encher o meu saco!!
Hehehehehe

esse é massa parceiro!!

=D
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Yan.Metal
Colaborador
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A pedido do Mickimba:

Aqui em Juiz de Fora, em outro lugares também, quando se ri de uma coisa ou acha muito engraçado se diz que "deu pala", dar pala é isso.
Ex: Mirage 250, Dafra Apache 150, Harley-Davidson V-Rod, Yamaha R3
Atual: Ducati Supersport S
Mickimba
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Registrado em: 25 Jul 2008, 02:49
Localização: Sapiranga

Yan.Metal escreveu: Aqui em Juiz de Fora, em outro lugares também, quando se ri de uma coisa ou acha muito engraçado se diz que "deu pala", dar pala é isso.
Realmente, vivemos em um País Continental... rsrsrsrs...
"Errar é humano, culpar os outros é estratégia."
caruso
Colaborador
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Registrado em: 01 Ago 2008, 01:42

ahahaha mickimbao rei do dicionário, ahahahaha
Caruso


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Lobo
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Registrado em: 11 Jun 2008, 15:44
Localização: Goiânia

Obs.: Os verbetes abaixo servem para todo o estado de Goiás.

Deixa eu te falar - Com a variação Ow, deixa eu te falar. Introdução goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um Goiano falando diretamente o que você tem que falar. Primeiro você tem que dizer ow, deixa eu te falar, para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: “E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? Oww, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi…” A forma abreviada é te falar.


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Deixa eu te perguntar - A mesma coisa que deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando você vai perguntar algo.


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Chega dói - Chega a doer. Ex.: Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo “chegar”. Ex.: chega arranha, chega machuca, chega engasga.


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Chega doeu - Chegou a doer, ou seja, o passado de chega dói.
Nota : Muita gente não entendeu o porquê desse verbete no passado se já se usou o verbete no presente; afinal tratar-se-ia de conjugação verbal simples, não é mesmo? Mas a fato é que quando existe uma conjunção verbal, é o verbo auxiliar (chegar) que determina o tempo da conjunção. No Goianês é diferente. É o verbo principal que é conjugado.


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Uai - Palavra que normalmente não tem sentido, mais ou menos como o tchê do gaúcho. Usado normalmente em respostas. Ex.: Pergunta: Goiano, você vai à festa hoje?; Resposta: Uai, vou!.
Nota do Gump: Dá impressão que o uai é parecido com o ué usado em outras regiões. Mas o ué muitas vezes é usado no caso de a pessoa achar a pergunta estranha. Cheguei a me revoltar bastante com o uso do “uai” nas frases quando vim pra cá, pois achava que as pessoas estavam insinuando que eu estava perguntando alguma idiotice. Só depois aprendi que as pessoas falam uai por falar.


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Encabulado - Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar ‘chega dói’ antes.
Nota: Também fiquei impressionado (ou encabulado, em goianês) com a quantidade de gente que não entendeu esse verbete aqui. Chegam a colar a definição do dicionário, como que querendo provar que a palavra existe! Mas a palavra existe mesmo, eu nunca disse que não! Só não tem, no dicionário, o sentido usado no Goianês. Isso é igual explicar piada!


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Bão? - Goianês para “Tudo bem?” Também é usada a forma bããããão?


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Tá boa? - Goianês para “Tudo bem?” usado para mulheres. Em outras regiões do Brasil seria interpretado de outra forma…


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Bão mesmo? - É comum usar o “mesmo?” depois de coisas como “e aí, tá bom/bão”, como se pedisse uma confirmação de que a pessoa tá bem e não apenas fingindo que está bem.


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Piqui - Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária Goiana.


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Mais - substituto goiano da conjunção “E“. Ex.: Eu mais fulano estamos no Goiás.


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No Goiás - Em Goiás.


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Na Goiânia - Em Goiânia.


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Pit Dog - Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma barraquinha de cachorro-quente. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!


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Queijim - Rotatória.


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Tem base? - Expressão tão goiana que existe até em slogan impresso em bandeiras e camisetas exaltando o estado: “Sou goiano. Tem base?”. Pode ser traduzido como “Pode uma coisa dessas?”, só que usado com muito mais frequência.


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Mandruvá- Mandorová.


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Coró - mesmo que mandruvá, segundo meus tutores de goianês.


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Dar rata - Algo como cometer uma gafe. Ou seja, dar rata é o goianês para “fazer cagad*”


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Calçada - Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos botecos e restaurantes. Note que não existe em Goiás calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.Nota: Ok, essa foi uma reclamação minha. A única de verdade. Nada contra os botecos. É muito agradável aproveitar o clima gostoso que faz à noite por aqui sem ser no lado de dentro de um bar. Mas que fique um espaço pro pedestre, né? Ter que ir pro meio da rua porque a calçada está tomada por bares e carros (nesse último caso, não tem desculpa!) é phodda.


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Anêim - Algo que parece ter vindo de “Ah, não!“, que virou “Ah, nem!” Mas às vezes é simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Quando vejo escrito por aí, vejo o povo escrevendo “anein“, “aneim“, “anêim” e outras variantes. Ex.: se eu ia viajar com a turma e de repente não posso mais, alguém exclama: “Anêeeim! Que pena!”


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Arvre - Árvore (isso me lembra “As arvres somos nozes”)


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Arvrinha - Árvore pequena.


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Arvrona - Árvore grande.


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Madurar - Amadurecer.


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Corguim - Lê-se córrr-guim. Diminutivo de corgo.


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Corgo - Lê-se córrr-go. Córrego.


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Quando é fé - Algo como de repente, ou até que. Ex.: “Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá.”


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Num dô conta - Pode ser traduzido como Não consigo, Não sei, não quero, não gosto, etc. No resto do país, não dar conta é usado mais no sentido de “não aguentar”. Por exemplo: Não dei conta do recado, ou Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já aqui em Goiás é usado para quase tudo. Ex.: Num dô conta de falar inglês (”não sei falar inglês”); Num dô conta de continuar em Goiânia nas férias (”Não quero/não aguento continuar em Goiânia nas férias); Num dô conta de imprimir usando esse programa (”não sei imprimir usando esse programa”).


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De sal - Salgado. Ex.: Pamonha de Sal. (Eu jurava que era de milho… dãã)


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De doce - Se “de sal” é salgado, então “de açúcar” é doce, certo? Errado! Em Goiás as coisas não são doces, elas são de doce.


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Caçar - Procurar. Goiano não procura, goiano caça. Ex.: “Estive te caçando o dia inteiro“. “Não sei onde está, mas vou caçar esse papel para você.”


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Trem - Qualquer coisa pode ser chamada de trem, inclusive um trem. Ex.: “Ôôô trem bão!” (ô, coisa boa!) Já ouvi até mesmo a seguinte declaração de amor: “Te amo, Trem!“.


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Demais da conta - Em Goiás, deve-se evitar utilizar a palavra “demais” isolada. A forma correta é “demais da conta”. Ex.: “Gosto disso demais da conta!“. “Conheço a região demais da conta!”


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Custoso - Essa quem lembrou foi a Daniella, nos comentários. Na definição dela significa teimoso. Também ouço como se fosse algo que dê trabalho. “Esse moleque é custoso demais da conta!”


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Barriga-verde - como já ouvi aqui em Goiás, “pra baixo de São Paulo todo mundo é gaúcho”; portanto o termo barriga-verde nada tem a ver com o usado no sul, que significa “catarinense”. Barriga-verde aqui é um novato, alguém que ainda está “cru” numa determinada coisa.


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Disco - Um tipo de salgado frito.


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Voadeira - Voadora (o golpe, agressão).


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Ou quá? - Algo como “ou o quê?”. Ex.: “Você vai sair com a gente ou quá?”


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Vende-se este - Aqui em Goiânia é muito mais comum ver placas dizendo “Vende-se Este” colada num carro, do que simplesmente “Vende-se“. É como se quem escreveu pensasse “vende-se? Vende-se o que?“, mas também ficasse com preguiça de escrever “Vende-se este carro“. Fica o meio termo.


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Final de tarde - Sabe aquela mania chata das propagandas de uma marca de cerveja de tentar mudar a quarta-feira para Zeca-Feira e o Happy Hour para Zeca-Hora? Pois é, ao menos o Happy Hour já foi aportuguesado por aqui. Chama-se “Final de tarde“, e na prática é o happy hour: você sai do trabalho e vai tomar uma com os amigos. Acompanha espetinho e feijão tropeiro, é claro!


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Fi - Creio que vem de “Filho”, é usado no fim da frase, como se fosse um “tchê” gaúcho ou um “meu” paulista. Ex.: “Esse é o melhor, fi!“, “Nossinhora, fi! Bão demais da conta!“.


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Coca Média - Refrigerante médio é o de garrafinha de 290ml. Ou seja, o menor que costuma ser vendido em restaurantes. Nota: Na última vez em que estive em Curitiba pedi uma coca média, por costume adquirido em Goiânia, e a mulher ficou me olhando sem entender.


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Fonte:http://www.christiangump.net/guia-gump- ... io-goians/
Mickimba
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caruso escreveu:ahahaha mickimbao rei do dicionário, ahahahaha
Tenho a impressão que tu está com pouco serviço..

hehehehe... :twisted:
"Errar é humano, culpar os outros é estratégia."
Mickimba
Mensagens: 2917
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Localização: Sapiranga

Lobo escreveu: Encabulado - Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar ‘chega dói’ antes.
Nota: Também fiquei impressionado (ou encabulado, em goianês) com a quantidade de gente que não entendeu esse verbete aqui. Chegam a colar a definição do dicionário, como que querendo provar que a palavra existe! Mas a palavra existe mesmo, eu nunca disse que não! Só não tem, no dicionário, o sentido usado no Goianês. Isso é igual explicar piada!
:shock: :shock:

O Aurélio precisa escrever um dicionário especial para Goiás... rsrsrsrs
"Errar é humano, culpar os outros é estratégia."
cros
Moderador
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Ditados Gaúchos:

Mais quieto que guri cagad*
Mais ligado que rádio de preso
Mais curto que coice de porco
Firme que nem prego em polenta
Mais nojento que mocotó de ontem
Saracoteando mais que bolacha em boca de véia
Solto que nem peid* em bombacha
Mais curto que estribo de anão
Mais pesado que sono de surdo
Calmo que nem água de poço
Mais amontoado que uva em cacho
Mais perdido que cego em tiroteio
Mais perdido que cachorro em dia de mudança
Mais perdido do que cusco em procissão
Mais faceiro que guri de bombacha nova
Mais assustado que véia em canoa
Mais angustiado que barata de ponta-cabeça
Mais por fora que quarto de empregada
Mais por fora que surdo em bingo
Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
Feliz que nem lambari de sanga
Mais ansioso que anão em comício
Mais apertado que bombacha de fresco
Mais apressado que cavalo de carteiro
Mais arisca do que china que não quer dar
Mais atirado que alpargata em cancha de bocha
Mais baixo que vôo de marreca choca
Mais bonita que laranja de amostra
De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
Mais chato que gilete caída em chão de banheiro
Mais caro que argentina nova na zona
Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada
Mais constrangido que padre em puteiro
Mais conhecido que parteira de campanha
Mais comprido que puteada de gago
Mais comprido que cuspe de bêbado
Mais coxuda que leitoa em engorde
Devagarzito como enterro de viúva rica
Mais difícil que nadar de poncho
Mais duro que salame de colônia
Mais encolhido que tripa na brasa
Extraviado que nem chinelo de bêbado
Mais faceiro que mosca em tampa de xarope
Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
Mais faceiro que pica-pau em tronqueira
Mais feliz que put* em dia de pagamento de quartel
Mais feio que briga de foice no escuro
Mais feio que sapato de padre
Mais feio que paraguaio baleado
Mais feio que indigestão de torresmo
Mais firme que palanque em banhado
Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
Mais gasto que fundilho de tropeiro
Mais gostoso que beijo de prima
Mais grosso que dedo destroncado
Mais grosso que rolha de poço
Mais grosso que parafuso de patrola
Mais informado que gerente de funerária
Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro
Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
Quente que nem frigideira sem cabo
Mais sério que defunto
Mais sujo que pau de galinheiro
Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
Tranqüilo que nem água de poço
Bobagem é espirrar na farofa
Mais gorduroso que telefone de açougueiro
Mais perdido que cebola em salada de frutas
Mais feliz que gordo de camiseta
Mais chato que chinelo de gordo

Obs.:Não pergunte de onde tirei isso, porque...
Quem revela a fonte é água mineral!!!
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