Mirage 650: Opiniões de proprietários

Motos: Kasinski Mirage 250, Kasinski Mirage 650, Kasinski Cruiser, etc.

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Rinaldo Hirai
Mensagens: 657
Registrado em: 26 Mai 2011, 05:57
Localização: São Paulo

Bom dia!

Legal, o fórum está ficando cheio de criatividade!

Vladimir, fica atento na questão temperatura, eu não sei a especificação da chave que você usou, veja com o fabricante, os limites de temperatura de uso, pois a chave fica perto do cilindro e escape trazeiro, e o mercúrio tem rápida expanção térmica, por isso é usado em têrmometros, e a medida que aquece ele expande e póde fechar contato, mas veja a especificação do fabricante quanto aos valores de temperatura de trabalho recomendada da chave de mercúrio que você comprou.
Na rua Hungria aqui em São Paulo, tem uma empresa chamada Realtec, eles produzem vários tipos de sendores de nivel(no nosso caso usado como de tombamento), inclusive com e sem mercúrio, e também o de estado sólido.
Só a titulo de ilustração a válvula termostática da nossa moto é acionada por mercúrio, a medida que a água de arrefecimento esquenta o mercurio que está dentro de um pequeno "pistão", vai expandindo e empurrando a mola do diafragma da válvula termostática e por fim a válvula abre e deixa a água fluir, para resfriar, e ao resfriar o mercurio se contrai e vai soltanto a mola e esta vai fechando o diafragma.

Uma idéia aqui outra alí e a moto vai ficando incrementada!

O Coutinho já está pondo a mão na "massa", daquí a pouco ele vai intalar um frigo-bar na moto.Rsrs

Abçs
Rinaldo Hirai
Cazé
Mensagens: 44
Registrado em: 22 Abr 2011, 10:49
Localização: Caieiras

Rinaldo,

Você perguntou da rotação da minha M650, quando em marcha lenta, depois de aquecida fica entre 1300 e 1400 rpm. Só lembrando que ontem informei que ela esta morrendo ao acionar o acelerador bem de leve e em baixa rotação, mesmo em N.

sds
Rinaldo Hirai
Mensagens: 657
Registrado em: 26 Mai 2011, 05:57
Localização: São Paulo

Bom dia!

Pois é Cazé, foi por isso que perguntei da marcha lenta, quando a marcha lenta está muito baixa, ou o motor frio são os motivos mais comuns da "apagada" no inicio do curso do acelerador, o Tps está ok, póde ser velas tambem, você já retirou as velas e verificou como estão?
Relação de possiveis motivos que causam a apagada no início do cursor fora os relatados:

1- defeito ou mal contato no plugue do TPS, pois é ele que informa á ECU que você acelerou o motor para arrancar.

2- entrada de ar falso nas mangueiras dos IAP, ou no corpo das borboletas que tem o coletor de borracha e as braçadeiras, verificar as conecções e aperto das braçadeiras.

3-Aquela modificação do fio do retificador para a bateria, quando original, ocorre variação e picos de tensão no sistema.

4-Verifique o aterramento da bateria, é bom até ter um segundo fio terra do polo negativo para o chassi, eu coloquei um adicional e "aterrei" no parafuso que segura o suporte de reles do lado esquerdo, ao lado do retificador.

5- equalização das borboletas do corpo do injetor


6- pressão da bomba de combustivel abaixo do normal.

É ir com paciência checando as possibilidades.
É o que me lembro de momento sobre o "apagão" na hora de arrancar com a moto.

Boa sorte!
Rinaldo Hirai
Vladimir650
Mensagens: 918
Registrado em: 02 Mai 2012, 22:49
Localização: São Bernardo do Campo

Rinaldo Hirai escreveu:Bom dia!

Legal, o fórum está ficando cheio de criatividade!

Vladimir, fica atento na questão temperatura, eu não sei a especificação da chave que você usou, veja com o fabricante, os limites de temperatura de uso, pois a chave fica perto do cilindro e escape trazeiro, e o mercúrio tem rápida expanção térmica, por isso é usado em têrmometros, e a medida que aquece ele expande e póde fechar contato, mas veja a especificação do fabricante quanto aos valores de temperatura de trabalho recomendada da chave de mercúrio que você comprou.
Na rua Hungria aqui em São Paulo, tem uma empresa chamada Realtec, eles produzem vários tipos de sendores de nivel(no nosso caso usado como de tombamento), inclusive com e sem mercúrio, e também o de estado sólido.
Só a titulo de ilustração a válvula termostática da nossa moto é acionada por mercúrio, a medida que a água de arrefecimento esquenta o mercurio que está dentro de um pequeno "pistão", vai expandindo e empurrando a mola do diafragma da válvula termostática e por fim a válvula abre e deixa a água fluir, para resfriar, e ao resfriar o mercurio se contrai e vai soltanto a mola e esta vai fechando o diafragma.

Uma idéia aqui outra alí e a moto vai ficando incrementada!

O Coutinho já está pondo a mão na "massa", daquí a pouco ele vai intalar um frigo-bar na moto.Rsrs

Abçs
Rinaldo, bom dia!

Esse lance da temperatura também me veio a cabeça e também lembrei dos termômetros que mamãe colocava debaixo do "suvaco" para ver se estava com febre.

Tanto é que apliquei um pouco de silicone alta temperatura para tentar proteger um pouco o sensor.

Como ele é um sensor encapsulado, imagino que aguente um pouco mais a temperatura, no entanto, como não achei especificação dele, vou experimentar na prática. Vou ficar atente e se a moto apagar já saberei o causador e nesse caso bastará desligá-lo.

Se não der certo essa solução já sei como farei. Poderei colar os sensore na ECU no espaço entre ela e a bateria ou até mesmo na bateria. Alí é fácil colar e ambos os lugares estão na vertical e não sofrem com temperatura elevada.

Vamos acompanhar.

Abraço.
Camello
Mensagens: 62
Registrado em: 15 Mai 2012, 16:31
Localização: Curitiba
Contato:

Buenas gurizada,
trocando um pouco de assunto, para quem ainda não teve a oportunidade de ler o relato do Antonio e da sua viagem a Ushuaia (12.000 km) com uma Mirage 650 EFI em 2011, segue abaixo o relato final:
"Tenho recebidos muitos emails e comentários no Blog questionando a respeito da moto MIRAGE 650 EFI.
Por ser um modelo recém lançado, acredito que esta seja a primeira MIRAGE 650 Efi a ir até USHUAIA, passando pelo Chile e por uma trecho da Carretera Austral.

Minha impressão e opnião.
Se me perguntarem se devem ou não compra-la???
Acho a questão muito pessoal. Gosto não se discute.
Agora, se me perguntarem se a moto é boa, eu respondo: Excelente...

CONFORTO - A moto se mostrou muito confortável em toda a viagem, comprometido um pouco na parte de rípio devido ao pouco curso dos amortecedores traseiros, mas nada que fosse um grande empecilho. Na parte de rípio eu deveria ter regulado os amortecedores para mais mole e acabei não fazendo por puro esquecimento. A moto tem uma posição muito confortável, inclusive o Carlos me questionava, pois eu mantinha sempre a mesma posição, mas a posição e que era muito confortável, inclusive pelo encosto que instalei na moto, e por poder manter as pernas sempre retas e bem apoiadas. O guidão também mantêm as mãos bem apoiadas, mas na prôxima viagem pretendo colocar um piloto automático para deixar mais livre a mão direita.

INJEÇÃO - No geral ela se comportou muito bem durante toda a viagem. Ascendeu por duas oportunidades por um período curto. A primeira quando estava subindo os Andes a mais ou menos 2.800 metros de altitude quando parei para fotos. Nessa altitude a moto ligava sem problemas, mas ao acelerar, ou ela morria ou acelerava forte. Mas era desligar o motor e ligar novamente que ela já tava regulada para aquela altitude no momento. Se deixasse o motor ligado, isso não acontecia, mostrando claramente que a injeção tava fazendo os ajustes necessários. Durante a subida não senti nehuma alteração no ritmo do motor, pois ela mantinha a mesma agressividade na aceleração, nada de perder força ou engasgar. Outra oportunidade que ascendeu, foi quando mudei da gasolina Chilena para a Argentina, ao ligar o motor no posto, a injeção ascendeu também por um breve momento, mas depois voltou ao normal. Acho que também foi devido a altitude, pois tinha acabado de atravessar as cordilheiras e tava descendo de 1.800 metros para nível do mar. Não senti nenhum problema ou variação no funcionamento do motor.
Consumiu todos os tipos de gasolina sem problemas e sem engasgos. Tinha posto que não dava para escolher o tipo de gasolina, era pegar ou pegar... Inclusive uma preocupação da Kasisnki era o fato de a injeção estar regulada para a gasolina brasileira com 25 % de alcool e a moto poder apresentar super aquecimento, mas sinceramente não senti nenhuma diferença, até achei ela melhor com a gasolina sem alcool. Quando ao aquecimento, não houve nenhuma alteração..

MOTOR - O motor é um espetáculo, tem um excelente torque que tenta te arrancar do banco. Apesar de eu achar o motor barulhento quando esta em lenta, ele acaba ficando redondinho a partir dos 120 km/hora. Por ser um motor muito elástico, ele acaba deixando a moto muito fácil de pilotar. Dentro da cidade ando no corredor sem problemas. Na viagem pude manter 120 km/hora direto e sem problemas. Andei a 80 subindo os Andes e até a 190 km/hora quando precisei. Em momento algum senti a temperatura do motor alterar, somente quando pequei nevasca e que o marcador baixou uma marca na barra, ficando visível duas barras na temperatura.

CONSUMO - Por ser uma moto de 650 cc, com 80 cv e dois pistões, achei ela bem econômica. Fez na maioria do percurso entre 21 e 22 km/litro. Quando precisei que ela fosse economica, 320 km sem posto, andando a 80/90 por hora ela fez 25,5 km/litro. Em compensação, no retorno de Ushuaia, atravessando o deserto patagônico, andando a 160 km/hora ela fez 15 km/litro.

ESTABILIDADE - A moto cumpre o que promete, ou seja, speed custom. Ela entra muito bem nas curvas, e se você acelera, aí que ela gruda mais ainda, isso por conta do chassi reforçado, do garfo invertido e do pneu largo e de perfil baixo (180 - 55), entre outros itens que não quero entrar em detalhes, pois sou motociclista, não mecanico. Quando pegamos ventos laterais de 100 km/hora, senti que a MIRAGE, por ser mais baixa que a moto do Carlos (V Strom), cortava o vento melhor e recebia as rajadas com menos impacto. Apesar que em ventos nesssa velocidade, o melhor e parar e esperar, e foi isso que fizemos na cidade de Rios Gallegos.

MANUTENÇÃO - Fiz a revisão dos 3.000 kms antes de sair para a Viagem. Durante a viagem fiz duas trocas de óleo. Uma na cidade de Puerto Montt - Chile e outra na cudade de Ushuaia - Argentina. Durante toda a viagem não fiz nenhum ajuste na correia, mas isso foi um erro, apesar da correia não apresentar nenhum problema depois da viagem. Foi trocada a lâmpada, devido ter atropelado um pombo que bateu direto no farol. Troquei também um parafuso do alforge lateral que quebrou devido a trepidação. Quebraram também dois parafusos que seguram o suporte do escapamento, mas esses eu só notei quando cheguei em casa, mas nada que preocupasse, pois não notei nenhuma diferença. Quando voltei mandei fazer a revisãa, a moto estava com 16.500 kms e tinha perdido as revisões dos 6.000, 9.000 e 12.000 kms. Resultado, perdi a garantia da moto... Mas a moto não apresentava nenhum problema, foi mais uma revisão para deixar a moto novamente zerada. A moto tá com 19.000 kms e ainda não troquei o pneu traseiro...

ESTRADA DE RÍPIO - Andei com a moto por todos os tipos de rípio possíveis. Na maioria do percurso pude manter 70 km/hora sem problemas. Essa foi a velocidade que me deixou mais a vontade sobre a moto. Acho que o pneu largo atras mais ajudou do que atrapalhou. Na Carretera Austral, depois de PUYUHAUPI, passamos pelo Parque Nacional QUEULAT, numa espécie de Caracoles, onde o rípio estava muito ruim, a ponto de ter que parar nas curvas para ver o melhor caminho. Na Tierra Del Fuego, pegamos o desvio por Onaissim, e fizemos o trajeto de 130 km em menos de duas horas.

NO GERAL - A moto foi e voltou de Ushuaia sem apresentar qualquer problema. Tava levando em torno de 50 quilos de bagagem e mais 75 quilos do piloto.
Andei em várias velocidades e em todas elas pude mante-las sem problemas.
A moto subiu a 3.500 metros de altitude e desceu a menos 300 metros (isso mesmo - 300 metros abaixo do nível do mar - Patagonia). Atravessei os Andes 8 vezes. Andei na chuva, na neve, nevasca, chuva de pedras, deserto. Andei quase 1.000 kms em estradas de rípio, uma especie de estrada de chão, porém com pedras e pedriscos tipo brita. Pequei ventos com rajadas de mais de 100 km/hora. Pequei temperaturas que variavam entre - 10 graus ( 10 graus negativos) até 45 graus... Teve dias que fizemos 1.200 km sem parar... A moto não mudou em nada. Depois de Ushuaia, estive em Lages, e sem mais nem menos a moto ficou sem embreagem. Levei a concessionária e foi feito o ajuste num parafuso interno que havia ficado frouxo, esse parafuso faz a regulagem da abertura dos discos e tudo voltou ao normal.

NA MINHA OPNIÃO, FOI UM TESTE BEM DURO, ONDE A MIRAGE 650 EFI PASSOU SEM PROBLEMAS. Afinal ela é custom, e custom foi feita para viajar... "

Saudações Estradeiras!
"Uma vida é pouco. Duas rodas é o suficiente." ( Hugh Laurie )
COUTINHO.JOI
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Rinaldo Hirai escreveu:O Coutinho já está pondo a mão na "massa", daquí a pouco ele vai intalar um frigo-bar na moto.Rsrs
Abçs
Rinaldo

Estou gostando dessa "brincadeira", quem me dera aprender de verdade e não precisar mais levar a motoca em mecânico! Só aí já reduziria 99% dos problemas que a M650i pode ter...rsrs

Abração
A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço. 'Lutero'
COUTINHO.JOI
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Será que é a prova d´água mesmo???

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB- ... a-ip55-_JM
A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço. 'Lutero'
Vladimir650
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Grande fuçador Coutinho. kkkk

Esse realmente é resistente a água.

Olha o datasheet dele no link abaixo:

http://datasheet.octopart.com/AQ0812HB- ... 761956.pdf

A classificação IP55 é uma classificação para motores elétricos, onde o primeiro 5 significa Proteção contra acúmulo de poeiras prejudiciais ao gerador e o segundo 5 indica proteção contra Jatos de água em todas as direções.

Abraço e boas fuçadas com cuidado heim!
COUTINHO.JOI
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Registrado em: 14 Out 2010, 15:48
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É isso ae Vladimir!!!

A gente vai aprendendo com os veteranos... :D

Abraço
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Vladimir650
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Rinaldo Hirai escreveu:Bom dia!

Pois é Cazé, foi por isso que perguntei da marcha lenta, quando a marcha lenta está muito baixa, ou o motor frio são os motivos mais comuns da "apagada" no inicio do curso do acelerador, o Tps está ok, póde ser velas tambem, você já retirou as velas e verificou como estão?
Relação de possiveis motivos que causam a apagada no início do cursor fora os relatados:

1- defeito ou mal contato no plugue do TPS, pois é ele que informa á ECU que você acelerou o motor para arrancar.

2- entrada de ar falso nas mangueiras dos IAP, ou no corpo das borboletas que tem o coletor de borracha e as braçadeiras, verificar as conecções e aperto das braçadeiras.

3-Aquela modificação do fio do retificador para a bateria, quando original, ocorre variação e picos de tensão no sistema.

4-Verifique o aterramento da bateria, é bom até ter um segundo fio terra do polo negativo para o chassi, eu coloquei um adicional e "aterrei" no parafuso que segura o suporte de reles do lado esquerdo, ao lado do retificador.

5- equalização das borboletas do corpo do injetor


6- pressão da bomba de combustivel abaixo do normal.

É ir com paciência checando as possibilidades.
É o que me lembro de momento sobre o "apagão" na hora de arrancar com a moto.

Boa sorte!
Cazé,

Não sei o quanto rodou com a moto, porém não custa olhar também qual é o estado do filtro de AR.

Outra coisa que eu tentaria fazer caso não detecte nada acima, seria fazer uma limpeza dos TBI´s com CAR80 (Spray). Na minha outra moto tive problemas de ficar morrendo quando parava no semáforo e após fazer a limpeza dos TBI´s o problema foi resolvido.

A moto apresenta mais algum sintoma?

Abraço.
Responder