Um padre tinha ido evangelizar na África Negra, há alguns anos...
Um dia, ele encontra uma aldeia tão atrasada que os habitantes nunca haviam visto um homem branco. Ele decide então fixar-se ali para pregar a Palavra Divina. Os indígenas, muito receptivos, prestam-se muito bem ao cristianismo.
Tudo vai muito bem até o dia em que nasce o enésimo filho do chefe da aldeia: ele é café-com-leite!!! Nada feito, o chefe volta aos bons métodos tradicionais, manda seus homens apanharem o culpado e as mulheres preparam o caldeirão...
O infeliz padre, vendo descascar os legumes, começa a lamentar-se por sua fraqueza, mas decide tentar apelar para os sentimentos cristãos do chefe:
- Meu filho, os caminhos do Senhor são impenetráveis! Por que culpar-me pelo nascimento desta criança, quando ele é o símbolo da aliança de teu povo com a civilização?
- Padre, posso ser um selvagem, mas o senhor é o único branco que tenhamos visto nesta aldeia. Se a criança é meio-a-meio, é óbvio que é um branco que contribuiu para sua concepção. Portanto: caldeirão...
Então o padre percebe que chegou sua última hora, mas assim mesmo tenta a última cartada: se o nível de suas explicações é muito esotérico para o chefe, o melhor talvez seja tentar algo mais chão...
- Meu filho, vou te dar um exemplo da vontade divina: olhe os rebanhos de cabras da aldeia. Elas são todas brancas, mas às vezes, nasce uma preta... Então, é essa a vontade do Senhor: não se deve tentar entender, apenas aceitar!
Ao ouvir estas palavras o chefe pensa um momento, pede para todos saírem da oca, pega um facão e aproxima-se do missionário com o instrumento contundente levantado. O padre está prestes a berrar quando o chefe corta as cordas e lhe pede, implorando:
- Certo, padre, entendi. O senhor ganhou. Não direi nada sobre a criança, eu juro, mas, por favor, não diga nada aos outros sobre as cabras...
Um rabino, um pastor e um padre estão tentando achar uma solução para acabar com os pombos que estão tomando conta dos telhados de seus locais de pregação. Cada um tem uma proposta. O rabino diz:
- É preciso espantá-los com fumaça... Ou então afugentá-los como fazem os camponeses com tiros de espingarda.
O pastor propõe:
- Eu tentaria o trigo envenenado.
O padre olha os dois com uma cara triste e diz:
- Olhem, eu acho que tem um jeito muito mais simples: basta batizá-los e dar-lhes a primeira comunhão que eles nunca mais voltam.
Manhã tranqüila numa cidadezinha do sertão. O padre está em frente à igreja quando vê passar uma garotinha de nove ou dez anos, pés descalços, meio subnutrida, ar angelical conduzindo umas seis ou sete cabras. É com esforço que a garotinha consegue reunir as cabras e fazê-las caminhar. O padre observa a cena, começa a imaginar se aquilo não é um caso de exploração de trabalho infantil e vai conversar com a menina.
¿ Olá, minha jovem. Como é o seu nome?
¿ Zefinha.
¿ O que é que você está fazendo com essas cabras, Zefinha?
¿ É pro bode cobrir elas. Tou levando elas lá pro sítio de seu João.
¿ Me diga uma coisa, Zefinha: seu pai ou seu irmão não podia fazer isso?