Política

Assuntos diversos, relacionados ou não ao motociclismo

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Em quem você pretende votar para Presidente no 2° turno?

Esta enquete foi concluída em 31 Out 2010, 16:48

Dilma
4
25%
Serra
7
44%
Branco / Nulo
5
31%
 
Total de votos: 16
VIANA
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po eu to penando pra pagar minha ruivinha ainda faltam 12 de 418 contos :evil: :evil: :evil:
gildalfer
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Será que alguém do "motoscustom", não namora a cumadre do tio da cunhada do sobrinho do zelador da casa do Sarney? É só telefonar prá ele que consegue uma boquinha de "aspone" do Congresso com um salariozinho de R$ 12.000,00 :lol:
Tio Giba
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gildalfer
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............................................................TÔ DENTROOOOOOOOOOO.............



O UNICO JEITO DEMOCRÁTICO DE MORALIZAR E DAR DIGNIDADE AO CONGRESSO BRASILEIRO





A SOLUÇÃO É SIMPLES.



NÃO REELEJA NINGUÉM!!!






Se isto fizer sentido para você, espalhe.

Criação do Ziraldo e Paulo Baeta




:oops: :oops: :oops:
Tio Giba
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gildalfer
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A coerência de Lula

Arthur Chagas Diniz

30.06.2009

Domingo tive a satisfação de assistir ao programa de debates na GloboNews comandado pelo competente jornalista William Waack. Os participantes eram o cientista político Bolivar Lamounier, o historiador Marco Antônio Villa e Cláudio Weber Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil. Como não podia deixar de ser, o tema central do debate era a questão dos gastos descontrolados do Senado brasileiro.

Os três intelectuais concordam que a moralidade pública nunca esteve tão baixa. E, entre propostas de solução de curto e médio prazo que vão desde as raízes, como o modelo educacional, até mudanças na tramitação de processos na justiça que permitem que detentores de dinheiro e poder jamais sejam condenados, manifestou-se um certo estarrecimento pela tentativa de Lula de absolver Sarney por não ser este “um cidadão comum”.

Lamounier deu uma interpretação que até então eu não tinha ouvido. Disse ele:

Lula é um membro da elite sindicalista do País. Ali ele se formou e graduou. Na política sindical não existe ética. É ganhar ou perder. Não importam os meios, e os sindicalistas creem que o vencedor pode tudo. É igualmente o modo pelo qual, de maneira equivocada e desnecessária, Lula fez uma leitura pública das eleições no Irã. Lula acha que, tal como no Sindicato, o vencedor tem direito a tudo. A distinção entre público e privado é tênue. Quem ganha tem o direito a tudo. A coisa pública é o botim. Lula confunde moralidade pública com moralismo. E moralismo, segundo ele, é coisa de classe média, de burguês.

Foi a melhor leitura do assalto ao Senado que já ouvi.
Tio Giba
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cros
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Como se diz no meio campeiro:

Cachorro que come ovelha só matando...
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Rinabon
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gildalfer escreveu:A coerência de Lula

Arthur Chagas Diniz

30.06.2009

Domingo tive a satisfação de assistir ao programa de debates na GloboNews comandado pelo competente jornalista William Waack. Os participantes eram o cientista político Bolivar Lamounier, o historiador Marco Antônio Villa e Cláudio Weber Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil. Como não podia deixar de ser, o tema central do debate era a questão dos gastos descontrolados do Senado brasileiro.

Os três intelectuais concordam que a moralidade pública nunca esteve tão baixa. E, entre propostas de solução de curto e médio prazo que vão desde as raízes, como o modelo educacional, até mudanças na tramitação de processos na justiça que permitem que detentores de dinheiro e poder jamais sejam condenados, manifestou-se um certo estarrecimento pela tentativa de Lula de absolver Sarney por não ser este “um cidadão comum”.

Lamounier deu uma interpretação que até então eu não tinha ouvido. Disse ele:

Lula é um membro da elite sindicalista do País. Ali ele se formou e graduou. Na política sindical não existe ética. É ganhar ou perder. Não importam os meios, e os sindicalistas creem que o vencedor pode tudo. É igualmente o modo pelo qual, de maneira equivocada e desnecessária, Lula fez uma leitura pública das eleições no Irã. Lula acha que, tal como no Sindicato, o vencedor tem direito a tudo. A distinção entre público e privado é tênue. Quem ganha tem o direito a tudo. A coisa pública é o botim. Lula confunde moralidade pública com moralismo. E moralismo, segundo ele, é coisa de classe média, de burguês.



Foi a melhor leitura do assalto ao Senado que já ouvi.

Concordo com tudo Gil..

O certo seria darmos um basta .. mas ainda tem muito voto de cabresto, muita gente achando Zé Sarney o Maximo bahhhh :cry:
Rinabon
Viageiros MT
www.viageiros.org
Amizade não se mede em Cilindradas!!!
gildalfer
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Amigos!

Vamos divulgar.
Quem sabe não está nascendo aí um movimento para mexer conosco e muitos milhares de brasileiros que como nós estão descontentes.





O Lions Clube de Blumenau Centro, reunido em assembléia no dia 15 de julho de 2009, formulou e aprovou por unanimidade a divulgação ao país, por todos os meios ao seu alcance, do seguinte manifesto.

LIONS CLUBE DE BLUMENAU CENTRO

CNPJ 01.445.120/0001-65

“Maior servidão é mandar homens, que servi-los.”

(Padre Antônio Vieira, 1608/1697, nascido em Portugal, viveu por muito tempo no Maranhão).

MANIFESTO À NAÇÃO

O sentimento da população brasileira para com a política e os políticos é de profunda indignação e revolta. Infelizmente os desmandos são de tal ordem e número que, além deste sentimento de frustração, as pessoas parecem estar anestesiadas.

O Lions Clube de Blumenau Centro, com 53 anos ininterruptos de serviços prestados à comunidade, tem, entre seus objetivos, o estímulo ao patriotismo. Conta até hoje em suas reuniões com alguns dos seus fundadores, forma um grupo preocupado com o Brasil e também se sente atingido por esta indignação, que é notória nas ruas.

Em vista disso elaborou o presente manifesto, a ser divulgado de todas as formas e por todos os meios possíveis, objetivando despertar o país da letargia e reverter o quadro lamentável que se espalha entre os brasileiros responsáveis.

Ainda que os índices econômicos possam aparentar uma certa tranquilidade, ela é ilusória, na medida em que padrões éticos estão sendo vilipendiados diuturnamente nos mais variados níveis da administração pública. Eles são tanto mais graves, quanto mais próximos da esfera federal.

Escândalos de toda ordem, desde malversação do erário, favorecimentos pessoais espúrios, espírito corporativista intoleravelmente reprovável, aumento absurdo no número de cargos e atitudes antiéticas deixaram de ser exceção, para virarem regra. Nem bem um escândalo é divulgado, outro lhe toma o lugar, gerando na população, por esta sequência regular e continuada, aquele sentimento de impotência e letargia referido anteriormente. Parecemos todos zumbis estáticos, observando os fatos sem reagir, descrentes de mudanças positivas.

Não se trata de reivindicar um simples e utópico processo de distribuição de renda, de criticar irresponsavelmente a livre iniciativa ou de levianamente censurar bons salários aos administradores públicos competentes. Trata-se de encontrar um modelo mais comedido, em que o cidadão trabalhador não fique estarrecido ao verificar que o que percebe de rendimento em toda uma vida é pago a alguns funcionários públicos e parlamentares em questão de poucos anos, quando não alguns meses, sob as mais variadas denominações!

Ainda que fosse somente pelo fato de não carregarmos na consciência a censura de nossos filhos e netos pela nossa omissão e pelo nosso silêncio, e não pelo patriotismo em si, hoje tão pouco em voga, nós, membros do Lions Clube Blumenau Centro, sentimos ter chegado o momento de levantar a voz, pacífica mas energicamente. Este manifesto não pretende ser um brado irresponsável, uma palavra de ordem surrada ou um grito oportunista, que são os adjetivos tantas vezes usados pelos poderosos para abafar os protestos dos insatisfeitos.

Ele pretende ser um alerta, um chamado ao despertar, um incentivo à formação de cidadãos que, além de emprego e trabalho, sintam orgulho dos líderes que conduzem através do seu voto aos cargos públicos, dos mais altos aos mais baixos, delegando-lhes poderes para fazer honestamente o melhor pelo país, pela sociedade, pela comunidade.

O Lions Clube de Blumenau Centro está preocupado com a violência já não mais restrita aos grandes centros e que avança dia a dia, alcançando índices alarmantes. Está preocupado com a educação, na qual, sob um distorcido conceito de liberdade, os alunos estão agredindo os professores, as drogas estão sendo consumidas por nossa juventude à luz do dia e diante da polícia, trazendo em seu rastro a criminalidade crescente, apenas para citar alguns exemplos.

Os parlamentares estão legislando cada vez menos, porque preocupados em acusar adversários ou em defender-se de acusações, brigando por cargos e benefícios, dando as costas àqueles que juraram defender. Reclamam do Executivo quando este governa com medidas provisórias, mas não têm coragem de simplesmente rejeitá-las, temerosos de que com isso seus apadrinhados sejam prejudicados nas inúmeras nomeações que irão favorecer este ou aquele partido e assim perpetuar as benesses que aparentemente passaram a ser o objetivo principal e imediato de suas ações.

Não menos preocupante é o quadro do Poder Executivo em seus vários níveis, pois se vale exatamente deste poder de nomeações e da famigerada “caneta na mão” para manter em rédea curta o Congresso. Nele os parlamentares assemelham-se a sócios lutando por objetivos comuns, embora condenáveis e distantes das necessidades da população.

Triste é também a situação do Judiciário, que, embora dispondo hoje de toda a tecnologia da informática, acumula nos gabinetes os processos cujas decisões o cidadão ansioso espera por anos, às vezes décadas. Ilustra bem este quadro a recente divergência manifestada de forma agressiva e lamentável entre os ministros da mais alta corte, o Supremo Tribunal Federal, minando a confiança das pessoas na última instância a que podem recorrer quando têm seus direitos ameaçados ou agredidos.

Se a democracia está sustentada nestes três poderes e estes estão tão comprometidos em sua ação efetiva e em seu comportamento ético, fácil é concluir que quando o fundamento é frágil, a estrutura que ele sustenta também se fragiliza e ameaça ruir. Não foi para isso que a democracia foi defendida a alto preço em passado recente. Simplesmente tratar desiguais com igualdade não é democracia, é anarquia!

A classe dirigente não pode ser apenas uma elite intelectual. Isso é pouco! Ela tem de ser, antes disso e mais que isso, uma elite moral. Um bom serviço eventualmente prestado no passado por algum político não autoriza e nem pode servir de atenuante para que ele cometa deslizes no presente. Napoleão já dizia que “Toda indulgência para com os culpados revela conivência.”

Assim como não se pode exigir que um filho imaturo seja exemplo para seus pais, mas sim o contrário, da mesma forma não se pode jogar nas costas da sociedade a responsabilidade pelo pouco caso que seus dirigentes têm para com a coisa pública, impingindo-se a ela, sociedade, a culpa por suposta falta de critério na escolha dos candidatos eleitos. Esta é uma forma ardilosa, perversa e demagógica de pulverizar a responsabilidade por má conduta, tirando-a dos ombros dos dirigentes para espalhá-la comodamente sobre os ombros dos dirigidos.

O objetivo do presente manifesto é, finalmente, despertar na opinião pública, nos clubes de serviço, órgãos representativos, imprensa e comunidade em geral, um clamor para que apareçam sugestões de procedimentos mais éticos e reformas estruturais.

Folha corrida limpa para candidatos a cargos públicos? Eliminação ou restrição drástica de comissionados? Redirecionamento das prioridades do país? Assembléia Nacional verdadeiramente “Constituinte” e não simplesmente com poderes constituintes como foi a de 1988? A Constituição “cidadã” efetivamente logrou promover a verdadeira e autêntica cidadania? Manteve equilíbrio entre direitos e deveres? São perguntas ilustrativas que este manifesto, num primeiro momento, deixa no ar, para reflexão.

A nossa associação não tem receitas prontas para que esta mudança urgente e inadiável se concretize. Ela deseja sim, juntamente com outras entidades, participar com sugestões. Mas, cabendo originalmente ao Congresso articular as mudanças positivas, é lá que deve acontecer a mudança em primeiro lugar.

O Lions Clube de Blumenau Centro, através deste manifesto, busca o apoio de tantos quantos o lerem e concordarem com ele para que, formada uma corrente de ética, moralidade, cidadania e transparência, se dê um basta a esta torrente de escândalos. Que comecemos todos nós, brasileiros de bem, a construir um país melhor, mais humano, íntegro e civilizado, dirigido por pessoas das quais possamos nos orgulhar e não nos sentirmos profundamente envergonhados, como hoje acontece.

Que nos sirva de inspiração, incentivo e fecho deste manifesto a seguinte frase do escritor e analista econômico e político sul-africano, Leon Louw: “Se conseguirmos fazer avançar a multidão na direção certa, os políticos não terão outra alternativa senão sair à sua frente.”

Blumenau, SC., Julho de 2009.

Hézio Araújo de Souza

Presidente 2009/2010

A utilização, divulgação e reenvio do manifesto são livres, citada a fonte.
Tio Giba
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gildalfer
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Carta ao Lula. LEIA, IMPERDIVEL, O QUE MUITA GENTE
GOSTARIA DE FALAR NA CARA DO BARBUDO


Só faltaram as aspas em "cumpanhero".







...

O texto é longo, mas imperdivel


Carta de Gilberto Geraldo Garbi para Lula.

Gilberto Geraldo Garbi foi um dos alunos classificados a seu tempo
como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o
ITA, entre outras honrarias que recebeu daquela instiuição.

Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a
Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da
TELEBRAS.

A CAMINHO DOS 99,9999995%

( Gilberto Geraldo Garbi )

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas
pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de
popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo
“nunca antes visto nesse país” e eu fiquei me perguntando o que
poderemos esperar das próximas consultas populares.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais
bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a
conceder 82% de aprovação.

Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás
o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel
Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome
jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os
dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o
povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de
opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a
ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e
nulos sendo contados a favor do governo...(Quem nunca ouviu falar em
Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60).

Portanto, a popularidade de Lula ainda “tem espaço” para crescer, para
empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos
economistas.. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com
suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a
unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus
Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se
de alguma oposição...

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu
hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque
de 99,9999995% você não passa.

Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos
rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que
você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no
Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um
dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja,
0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes
99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em
parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há
força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem
comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira,
não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o
pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver
comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.

E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha
adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras
e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a
mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a
esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e
o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito
pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os
cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos
órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça
lhes seja vantajosa; dos que só reclamam dos privilégios por não estar
incluídos entre os privilegiados; dos que enriquecem através dos
negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma
camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são
de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas
prostitutas da política e beijam-lhes as mãos por receber de volta
algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens
dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e
indignar-se diante de infâmias.

Antes e depois de mim, muitos outros brasileiros, incomparavelmente
melhores e mais lúcidos, chegaram à mesma conclusão e, embora sejamos
minoria, sinto-me feliz e honrado por estar ao lado de Rui Barbosa. Já
ouviu falar nele? Como você nunca lê, eu quase iria sugerir-lhe que
pedisse a algum de seus incontáveis assessores que lhe falasse alguma
coisa sobre a Oração aos Moços... Mas, esqueça... Se você souber o que
ele, em 1922, disse de políticos como você e dos que fazem parte de
sua base de sustentação, terá azia até o final da vida.

Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei
minha convicção de que este País só deixará de ser o que é – uma terra
onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora
é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados
eternamente impunes – quando a mentalidade da população e de seus
representantes for profundamente mudada.

Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela
recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes.

E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa
mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia
fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral,
se você a tivesse.

Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral,
esta sim, nunca antes vista nesse País.

Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas
populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos.

Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais
seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado
apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é
comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à
venda?

Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque
uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você
chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em
que você e sua malta alegremente surfam, nem se entregaria a seu
permanente êxtase de vaidade e auto idolatria.

Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse
País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu
bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus
representantes.

Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a
lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin
encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu
diário: “Aqui todos são subornáveis”.

Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa
mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver
um Brasil decente antes de morrer.

Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico
instrumento de poder, tornando-a generalizada e fazendo-a permear até
os últimos níveis da Administração.

O Brasil, sob você, vive um quadro que em medicina se chamaria de
septicemia corruptiva..

Peça ao Marco Aurélio para lhe explicar o que é isso.

Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os
funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem
temores, plena vazão a seus instintos.

Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de
comunicação com a massa.

A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no
espelho e lembrar-se do que diz nos palanques?

Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que
vale a pena?

Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a
política econômica de seu antecessor, a mesma política que você
manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar.

Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão

Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho

Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas

Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos
em flagrante

Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas
sob medida para agradá-las

Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.

Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o
trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais
através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro
público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e
desperdiçar os recursos que tanta falta fazem aos hospitais.

Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar
as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País
sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de
tantas vítimas.

Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais
gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados
conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.

Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver
indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os
condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que
todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no
Brasil, leva décadas.

Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro
suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros
podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia.

Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a
suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de
corpo e alma.

Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições.

Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as
suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas,
sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter
seu ego adulado.

Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça
manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba
alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você
deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se
aliou à escória do Congresso, aquela mesma contra quem você vociferava
no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de
funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos
arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando
você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que
pouquíssimo da arrecadação sobraria para os investimentos de que tanto
carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o
compadrio e o populismo; e vai por aí... Justiça, ora a Justiça, é o
que você pensa...

Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes
contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das
desavenças que fomenta.

Aliás, se você estivesse realmente interessado, como deveria, em dar
aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm
os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e
do ensino públicos.

Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque
conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso,
melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é
mesmo?

E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente
detestam é o trabalho: então, muito mais fácil é o atalho das cotas,
mesmo que elas criem hostilidades entres as cores, que seus critérios
sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam
valer-se delas.

A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as
verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo
jornalistas.

O que houve entre o BNDES e as redes de televisão?

O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a Salete Lemos?

Essa técnica de comprar ou perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar
usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais
opositores as opções: “O plata, o plomo”. Peça ao Marco Aurélio para
traduzir. Ele fala bem o Espanhol.

Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a
todos que não o bajulem.

Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não
é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade?

É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais,
funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas,
cotas, cargos e medidas demagógicas.

Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas
de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a
ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi
plantado anteriormente, mas que caiu em seu colo.

Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro e grande parte da população
parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da
honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os
abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de
lentilhas da melhoria econômica.

É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje... E, como se
diz na França, “l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes
ne sont rien”.

Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora
Paris e há um bom tempo estamos sustentando seu gigolô
franco-argentino...

Gilberto Geraldo Garbi

16/02/2009
Tio Giba
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Pra mim a solução para os problemas socio-politicos ja foi dado pelo governador da california no filme Inferno Vermelho, quando perguntado por james beluchi (seja la como se escreve) de como acabaram com os traficantes na URSS:

Arnold: Nós fuzilamos todos os traficantes em praça pública...

Beluchi: Aqui não daria certo, nossos politicos não deixariam acontecer...

Arnold: Nós fuzilamos os politicos antes...


Claro que o filme era de outra realidade politica no pais, hoje em dia o regime caiu e o capitalismo emergente é dominado pela máfia.
Acho que erraram na pontaria, tanto dos traficantes qto dos politicos
Colorado, Gaúcho e Motociclista
gildalfer
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O pré-sal e o enigmático futuro brasileiro



Carlos Lessa

17/03/2008

Economista e ex-presidente do BNDES.

Artigo publicado originariamente no jornal `Valor Econômico`



Toda profissão tem cacoetes lingüísticos. O geólogo brasileiro denomina os campos submarinos de petróleo existentes abaixo de um enorme e espesso lençol de sal de pré-sal. O geólogo ordena o mundo de baixo para cima.

O sal dificulta e encarece a extração, porém preserva um óleo leve e de ótima qualidade.

Fortes evidências levam a crer que há 130 milhões de anos começou o desquite entre África e América do Sul. No meio, surgiu um lago que, crescendo, dá origem ao Atlântico Sul. O material orgânico foi sepultado debaixo do sal; posteriormente, outros elementos se depositaram. A combinação de temperatura e pressão converteu a matéria orgânica em petróleo. Movimentos tectônicos deslocaram o sal; parte do petróleo migrou para cima das ‘’janelas’’ de sal.

A Petrobrás localizou campos submarinos nestas janelas: Namorado, Marlin, Roncador e toda uma peixaria permitiram a auto-suficiência deste combustível.

O óleo dessas jazidas não é o melhor - é pesado - porém é nosso; está em nossa fronteira marítima, pertence à Petrobrás, e o Brasil é líder em tecnologia e ambições em águas profundas.

A Petrobrás foi em frente. Perfurou ao longo do mar, desde Espírito Santo até a Bacia de Santos, em busca do pré-sal. Tudo leva a crer que existam campos no mar em uma área de até 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura.

As estimativas oscilam entre 30 e 50 bilhões de barris no pré-sal. Não é um delírio nacional, esta é a avaliação do Credit Suisse. Hoje temos 14 bilhões de barris provados. Com Tupi, Carioca, Júpiter e seus ‘’compadres’’, chegaríamos às reservas atuais da Rússia e da Venezuela.



Um novo Eldorado.

O óleo do pré-sal é leve. O Brasil pode confiar nos geólogos, cientistas, engenheiros e tecnólogos que desenvolveremos a tecnologia para estes campos muito profundos e com espessas camadas de sal.

Ao Eldorado Verde da Amazônia, descobrimos um Azul, no pré-sal; um novo Eldorado pelo brasileiro e para o brasileiro. Este é o sonho. Pode-se converter em um pesadelo.

Os EUA consomem 25% do petróleo do mundo. O grande poluidor bebe, todos os anos, 7 bilhões de barris. Tem reservas pequenas, apenas para quatro anos. Por isto, tem tropas na Arábia Saudita (260 bilhões de barris de reservas) e frotas navais no Oceano Índico; estimulou o conflito latente entre sunitas e xiitas, promoveu Saddam Hussein e deu fôlego a Bin Laden. Com o primeiro, alimentou o ódio ao Irã (100 bilhões de barris); com o segundo, sustentou a rebelião dos afegãos contra a URSS.

Após o 11 de setembro, os EUA destruíram os talibãs e, desde então, acusaram o Iraque (100 bilhões de barris) de dispor de armas nucleares.

Destruído Saddam, não se descobriu nenhum armamento não convencional.

Transferiram, imediatamente, para o Irã a acusação de estar se nuclearizando. Mergulharam de ponta-cabeça no Oriente Médio, pois têm sede de petróleo - aliás, a China e a Índia também.

Até o pré-sal brasileiro, o Novo Mundo não poderia saciar os EUA; o México já foi depredado (tinha 52 bilhões de reservas e hoje está com 17). O Canadá tem muita areia betuminosa (custos extremamente elevados de extração). A Venezuela tem reservas insuficientes para a sede norte-americana. Alguns países ficaram sem petróleo: a Indonésia exportou, participou da Opep e vendeu seu óleo a US$ 3 o barril, hoje importa a US$100 o barril. O Reino Unido não é mais exportador de petróleo no Mar do Norte; bebeu e vendeu demais. Este é o pano de fundo de um possível pesadelo geopolítico. Não interessa ao Brasil que o Atlântico Sul se converta num Oriente Médio.



Leilões da ANP

A primeira pergunta que ocorre é: o petróleo do pré-sal é nosso? Logo depois: até quando? O neoliberalismo já promoveu nove rodadas de leilões.

A ANP - instituição que no passado seria denominada de ‘’entreguista’’ - pretendeu acelerar uma nova rodada nos blocos do pré-sal. Com clarividência, o presidente Lula suspendeu a rodada e solicitou à ministra Chefe da Casa Civil que estudasse uma nova legislação de regulamentação da economia do petróleo.

Creio que Lula anteviu um possível ‘’Iraque’’ em nosso território. O presidente sabe que a Petrobrás pode, técnica e financeiramente, desenvolver Tupi e outros campos do pré-sal. Sabe que não se brinca com soberania na ‘’Amazônia azul’’. Nossa Marinha de Guerra precisa do submarino nuclear; nossa Aeronáutica precisa de mísseis e da Base de Alcântara, porém quem garante que não seremos acusados de belicismo?

Conheço a ministra Dilma desde os tempos da Unicamp. Sei que é nacionalista e bem preparada; ela sabe que o preço do barril irá subir tendencialmente. É uma boa ‘’aplicação financeira’’ manter petróleo conhecido e cubado como uma reserva estratégica; rende mais que os Títulos de Dívida Pública norte-americanos.

Um fundo soberano, alimentado com uma parcela das reservas cambiais de nosso Banco Central, poderia subscrever ações e financiar a Petrobrás. É mais estratégica esta "aplicação" do que apoiar o Tesouro dos EUA.

Dilma sabe que a China fura poços e os mantém lacrados, preferindo beber petróleo importado em troca de suas exportações.

Certamente, a regulamentação não será elevar royalties e contribuições especiais sobre o petróleo extraído do pré-sal por companhias estrangeiras.

A premissa maior é reassumir a Petrobrás como empresa estratégica para o futuro desenvolvimento brasileiro e escudo protetor de uma geopolítica potencialmente ameaçadora. Para tal, é necessário retirar da companhia sua medíocre missão atual: "honrar seus acionistas". Aliás, o Dr. Meirelles, com o desejado fundo soberano, poderia converter o Banco Central em `acionista`, recomprando as ações que os governos liberalizantes venderam para estrangeiros.

A diretoria da Petrobrás, em vez de saber a cotação da ação em Wall Street, deveria estar articulada com o presidente da República, expondo ao Brasil o modo de manter o Eldorado em nossas mãos.
Tio Giba
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
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