Quanto mais a gente mexe mais fede...cros escreveu:O governador do rio não é aquele que:rafaeladvogado escreveu: POUTA QUI PARIOOO
Não acredito que contrataram essa ladra...
alguém confirma isso ?
-Anda no jatinho do Eike batista?
-Que chamou os bombeiros de vagabundos e depois chamou eles pra socorrer no acidente do helicoptero?
-Que disse que tenis não é esporte de pobre!
-Tem estreitos relacionamentos com empreiteiras (Delta)
-Que favoreceu empresrarios (Fernando Cavendish)
-etc etc etc
Política
Moderadores: Colaboradores, Administradores, Moderadores
-
rafaeladvogado
- Desvirtuador
- Mensagens: 4044
- Registrado em: 23 Ago 2007, 09:33
- Localização: Montenegro
- Contato:
ELIO GASPARI
Lula, o câncer, o SUS e o Sírio
O Brasil de Nosso Guia está a 33 quilômetros da "perfeição no tratamento de saúde"
AS PESSOAS que estão reclamando porque Lula não foi tratar seu câncer no SUS dividem-se em dois grupos: um foi atrás da piada fácil, e ruim; o outro, movido a ódio, quer que ele se ferre. Na rede pública de saúde, em 1971, Lula perdeu a primeira mulher e um filho. Em 1998, o metalúrgico tornou-se candidato à Presidência da República e pegou pesado: "Eu não sei se o Fernando Henrique ou algum governador confiaria na saúde pública para se tratar". Nessa época acusava o governo de desossar o SUS, estimulando a migração para os planos privados. Quando Lula chegou ao Planalto, havia 31,2 milhões de brasileiros no mercado de planos particulares. Ao deixá-lo, essa clientela era de 45,6 milhões, e ele não tocava mais no assunto.
Em 2010, Lula inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento do SUS no Recife dizendo que "ela está tão bem localizada, tão bem estruturada, que dá até vontade de ficar doente para ser atendido". Horas depois, teve uma crise de hipertensão e internou-se num hospital privado.
Lula percorreu todo o arco da malversação do debate da saúde pública. Foi de vítima a denunciante, passou da denúncia à marquetagem oficialista e acabou aninhado no Sírio-Libanês, um dos melhores e mais caros hospitais do país. Melhor para ele. (No andar do SUS, uma pessoa que teve dor de ouvido e sentiu algo esquisito na garganta leva uns 30 dias para ser examinada corretamente, outros 76, na média, para começar um tratamento quimioterápico, 113 dias se precisar de radioterapia. No andar de Lula, é possível chegar-se ao diagnóstico numa sexta e à químio, na segunda. A conta fica em algo como R$ 50 mil.)
Lula, Dilma Rousseff e José Alencar trataram seus tumores no Sírio. Lá, Dilma recebeu uma droga que não era oferecida à patuleia do SUS. Deve-se a ela a inclusão do rituximab na lista de medicamentos da saúde pública.
Os companheiros descobriram as virtudes da medicina privada, mas, em nove anos de poder, pouco fizeram pelos pacientes da rede pública. Melhoraram o acesso aos diagnósticos, mas os tratamentos continuam arruinados. Fora isso, alteraram o nome do Instituto Nacional do Câncer, acrescentando-lhe uma homenagem a José Alencar, que lá nunca pôs os pés. Depois de oito anos: 1 em cada 5 pacientes de câncer dos planos de saúde era mandado para a rede pública. Já o tucanato, tendo criado em São Paulo um centro de excelência, o Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira, por pouco não entregou 25% dos seus leitos à privataria. (A iniciativa, do governador Geraldo Alckmin, foi derrubada pelo Judiciário paulista.)
A luta de José Alencar contra "o insidioso mal" serviu para retirar o estigma da doença. Se o câncer de Lula servir para responsabilizar burocratas que compram mamógrafos e não os desencaixotam (as comissões vêm por fora) e médicos que não comparecem ao local de trabalho, as filas do SUS poderão diminuir. Poderá servir também para acabar com a política de duplas portas, pelas quais os clientes de planos privados têm atendimento expedito nos hospitais públicos.
Lula soube cuidar de si. Delirou ao tratar da saúde dos outros quando, em 2006, disse que "o Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde". Está precisamente a 33 quilômetros, a distância entre seu apartamento de São Bernardo e o Sírio.
Sou um dos que querem que no minimo esse boquirroto perca a voz... "faça o que digo mas não faça o que eu faço"
Lula, o câncer, o SUS e o Sírio
O Brasil de Nosso Guia está a 33 quilômetros da "perfeição no tratamento de saúde"
AS PESSOAS que estão reclamando porque Lula não foi tratar seu câncer no SUS dividem-se em dois grupos: um foi atrás da piada fácil, e ruim; o outro, movido a ódio, quer que ele se ferre. Na rede pública de saúde, em 1971, Lula perdeu a primeira mulher e um filho. Em 1998, o metalúrgico tornou-se candidato à Presidência da República e pegou pesado: "Eu não sei se o Fernando Henrique ou algum governador confiaria na saúde pública para se tratar". Nessa época acusava o governo de desossar o SUS, estimulando a migração para os planos privados. Quando Lula chegou ao Planalto, havia 31,2 milhões de brasileiros no mercado de planos particulares. Ao deixá-lo, essa clientela era de 45,6 milhões, e ele não tocava mais no assunto.
Em 2010, Lula inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento do SUS no Recife dizendo que "ela está tão bem localizada, tão bem estruturada, que dá até vontade de ficar doente para ser atendido". Horas depois, teve uma crise de hipertensão e internou-se num hospital privado.
Lula percorreu todo o arco da malversação do debate da saúde pública. Foi de vítima a denunciante, passou da denúncia à marquetagem oficialista e acabou aninhado no Sírio-Libanês, um dos melhores e mais caros hospitais do país. Melhor para ele. (No andar do SUS, uma pessoa que teve dor de ouvido e sentiu algo esquisito na garganta leva uns 30 dias para ser examinada corretamente, outros 76, na média, para começar um tratamento quimioterápico, 113 dias se precisar de radioterapia. No andar de Lula, é possível chegar-se ao diagnóstico numa sexta e à químio, na segunda. A conta fica em algo como R$ 50 mil.)
Lula, Dilma Rousseff e José Alencar trataram seus tumores no Sírio. Lá, Dilma recebeu uma droga que não era oferecida à patuleia do SUS. Deve-se a ela a inclusão do rituximab na lista de medicamentos da saúde pública.
Os companheiros descobriram as virtudes da medicina privada, mas, em nove anos de poder, pouco fizeram pelos pacientes da rede pública. Melhoraram o acesso aos diagnósticos, mas os tratamentos continuam arruinados. Fora isso, alteraram o nome do Instituto Nacional do Câncer, acrescentando-lhe uma homenagem a José Alencar, que lá nunca pôs os pés. Depois de oito anos: 1 em cada 5 pacientes de câncer dos planos de saúde era mandado para a rede pública. Já o tucanato, tendo criado em São Paulo um centro de excelência, o Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira, por pouco não entregou 25% dos seus leitos à privataria. (A iniciativa, do governador Geraldo Alckmin, foi derrubada pelo Judiciário paulista.)
A luta de José Alencar contra "o insidioso mal" serviu para retirar o estigma da doença. Se o câncer de Lula servir para responsabilizar burocratas que compram mamógrafos e não os desencaixotam (as comissões vêm por fora) e médicos que não comparecem ao local de trabalho, as filas do SUS poderão diminuir. Poderá servir também para acabar com a política de duplas portas, pelas quais os clientes de planos privados têm atendimento expedito nos hospitais públicos.
Lula soube cuidar de si. Delirou ao tratar da saúde dos outros quando, em 2006, disse que "o Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde". Está precisamente a 33 quilômetros, a distância entre seu apartamento de São Bernardo e o Sírio.
Sou um dos que querem que no minimo esse boquirroto perca a voz... "faça o que digo mas não faça o que eu faço"
>>>SÓ NO BRASIL<<<
Os dez anistiados mais bem pagos.
O País quer Saber : Os dez mais da anistia
José Carlos Arouca, primeiro no ranking dos anistiados
1) José Carlos da Silva Arouca
Indenização: R$ 2.978.185,15
Pensão mensal: R$ 15.652,69.
Relator: Márcio Gontijo
2) Antonieta Vieira dos Santos
Indenização: R$ 2.958.589,08
Pensão mensal: R$ 15.135,65.
Relator: Sueli Aparecida Bellato
3) Paulo Cannabrava Filho
Indenização: R$ 2.770.219,00
Pensão mensal: R$ 15.754,80.
Relator: Márcio Gontijo
4) Renato Leone Mohor
Indenização: R$ 2.713.540,08
Pensão mensal: R$ 15.361,11.
Relator: Hegler José Horta Barbosa
5) Osvaldo Alves
Indenização: R$ 2.672.050,48.
Pensão mensal: R$ 18.095,15.
Relator: Márcio Gontijo
6) José Caetano Lavorato Alves
Indenização: R$ 2.541.693,65
Pensão mensal: R$ 18.976,31.
Relator: Márcio Gontijo
7) Márcio Kleber Del Rio Chagas do Nascimento
Indenização: R$ 2.238.726,71
Pensão mensal: R$ 19.115,17.
Relator: Márcio Gontijo
8 ) José Augusto de Godoy
Indenização: R$ 2.227.120,46
Pensão mensal: R$ 12.454,77.
Relator: Sueli Aparecida Bellato
9) Fernando Pereira Christi
Indenização: R$ 2.178.956,71
Pensão mensal: R$ 19.115,19.
Relator: Márcio Gontijo
10) Hermano de Deus Nobre Alves
Indenização: R$ 2.160.794,62
Pensão mensal: R$ 14.777,50.
Relator: Vanda Davi Fernandes de Oliveira
O ranking dos 10 mais da lista dos anistiados políticos soma R$ 25.439.875,94 em indenizações.
A quantia é suficiente para instalar, por exemplo, 26 mil computadores em escolas públicas ou equipar 31 hospitais com aparelhos de tomografia.
As cifras aparecem na folha de pagamento do Ministério do Planejamento.
A identificação dos beneficiários exige uma demorada busca na coleção do Diário Oficial da União.
Todas as indenizações foram aprovadas pela Comissão de Anistia.
(Quem nomeou essa “Comissão de Anistia ?)
O n° 1 da lista, José Carlos Arouca, recebe, regularmente, todos os meses os R$ 15,6 mil da pensão.
(O que ele fez pelo Brasil para merecer tanto dinheiro ?)
“Eu era filiado ao Partidão”, conta em tom orgulhoso, chamando pelo apelido carinhoso o velho Partido Comunista Brasileiro.
“Tinha uma militância política muito intensa junto aos sindicatos”.
Em 1999, 20 anos depois da anistia, Arouca se tornou juiz do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.
Aposentou-se em 2005 e, no mesmo ano, foi contemplado com a indenização milionária.
Terceiro do ranking, Paulo Cannabrava Filho, conseguiu R$ 2,7 milhões, além da pensão de 15.754,80 por mês.
Presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais, Cannabrava recebe o equivalente ao salário médio de um editor.
Procurado por VEJA.com, exigiu que a pergunta fosse feita por e-mail.
Atendida a exigência, respondeu com admirável concisão:
“A VEJA digo: nada a declarar. Assunto encerrado”.
Os beneficiários das boladas gostariam que o assunto fosse sepultado para sempre.
Os brasileiros que pagam a conta discordam.
O quarto da lista, Renato Leone Mohor, também premiado com R$ 2,7 milhões, teve a reparação equiparada ao salário médio de um chefe de redação: R$ 15,3 mil.
Encerrou o telefonema ao saber que conversava com um repórter de VEJA.com.
“Este número é confidencial e não vou te atender, amigo”.
Entre os relatores, o campeão da generosidade com dinheiro alheio é o advogado Márcio Gontijo.
Seis dos 10 nomes entraram no ranking graças ao parecer favorável do conselheiro perdulário.
“Eu sou o conselheiro mais antigo da Comissão, muitos processos já passaram pelas minhas mãos”, desconversa Gontijo.
E quais foram os critérios que ampararam a gastança?
“Eu me baseio na lei”, acredito.
Ninguém sabe exatamente a que lei se refere.
Por essas e outras é que querem ressuscitar a CPMF.
Os dez anistiados mais bem pagos.
O País quer Saber : Os dez mais da anistia
José Carlos Arouca, primeiro no ranking dos anistiados
1) José Carlos da Silva Arouca
Indenização: R$ 2.978.185,15
Pensão mensal: R$ 15.652,69.
Relator: Márcio Gontijo
2) Antonieta Vieira dos Santos
Indenização: R$ 2.958.589,08
Pensão mensal: R$ 15.135,65.
Relator: Sueli Aparecida Bellato
3) Paulo Cannabrava Filho
Indenização: R$ 2.770.219,00
Pensão mensal: R$ 15.754,80.
Relator: Márcio Gontijo
4) Renato Leone Mohor
Indenização: R$ 2.713.540,08
Pensão mensal: R$ 15.361,11.
Relator: Hegler José Horta Barbosa
5) Osvaldo Alves
Indenização: R$ 2.672.050,48.
Pensão mensal: R$ 18.095,15.
Relator: Márcio Gontijo
6) José Caetano Lavorato Alves
Indenização: R$ 2.541.693,65
Pensão mensal: R$ 18.976,31.
Relator: Márcio Gontijo
7) Márcio Kleber Del Rio Chagas do Nascimento
Indenização: R$ 2.238.726,71
Pensão mensal: R$ 19.115,17.
Relator: Márcio Gontijo
8 ) José Augusto de Godoy
Indenização: R$ 2.227.120,46
Pensão mensal: R$ 12.454,77.
Relator: Sueli Aparecida Bellato
9) Fernando Pereira Christi
Indenização: R$ 2.178.956,71
Pensão mensal: R$ 19.115,19.
Relator: Márcio Gontijo
10) Hermano de Deus Nobre Alves
Indenização: R$ 2.160.794,62
Pensão mensal: R$ 14.777,50.
Relator: Vanda Davi Fernandes de Oliveira
O ranking dos 10 mais da lista dos anistiados políticos soma R$ 25.439.875,94 em indenizações.
A quantia é suficiente para instalar, por exemplo, 26 mil computadores em escolas públicas ou equipar 31 hospitais com aparelhos de tomografia.
As cifras aparecem na folha de pagamento do Ministério do Planejamento.
A identificação dos beneficiários exige uma demorada busca na coleção do Diário Oficial da União.
Todas as indenizações foram aprovadas pela Comissão de Anistia.
(Quem nomeou essa “Comissão de Anistia ?)
O n° 1 da lista, José Carlos Arouca, recebe, regularmente, todos os meses os R$ 15,6 mil da pensão.
(O que ele fez pelo Brasil para merecer tanto dinheiro ?)
“Eu era filiado ao Partidão”, conta em tom orgulhoso, chamando pelo apelido carinhoso o velho Partido Comunista Brasileiro.
“Tinha uma militância política muito intensa junto aos sindicatos”.
Em 1999, 20 anos depois da anistia, Arouca se tornou juiz do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.
Aposentou-se em 2005 e, no mesmo ano, foi contemplado com a indenização milionária.
Terceiro do ranking, Paulo Cannabrava Filho, conseguiu R$ 2,7 milhões, além da pensão de 15.754,80 por mês.
Presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais, Cannabrava recebe o equivalente ao salário médio de um editor.
Procurado por VEJA.com, exigiu que a pergunta fosse feita por e-mail.
Atendida a exigência, respondeu com admirável concisão:
“A VEJA digo: nada a declarar. Assunto encerrado”.
Os beneficiários das boladas gostariam que o assunto fosse sepultado para sempre.
Os brasileiros que pagam a conta discordam.
O quarto da lista, Renato Leone Mohor, também premiado com R$ 2,7 milhões, teve a reparação equiparada ao salário médio de um chefe de redação: R$ 15,3 mil.
Encerrou o telefonema ao saber que conversava com um repórter de VEJA.com.
“Este número é confidencial e não vou te atender, amigo”.
Entre os relatores, o campeão da generosidade com dinheiro alheio é o advogado Márcio Gontijo.
Seis dos 10 nomes entraram no ranking graças ao parecer favorável do conselheiro perdulário.
“Eu sou o conselheiro mais antigo da Comissão, muitos processos já passaram pelas minhas mãos”, desconversa Gontijo.
E quais foram os critérios que ampararam a gastança?
“Eu me baseio na lei”, acredito.
Ninguém sabe exatamente a que lei se refere.
Por essas e outras é que querem ressuscitar a CPMF.
Tio Giba
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
-
rafaeladvogado
- Desvirtuador
- Mensagens: 4044
- Registrado em: 23 Ago 2007, 09:33
- Localização: Montenegro
- Contato:
Por isso que digo... presos políticos é roubada... tem é que matar mesmo... pois morto não recebe pensão nem enche o saco

- Edson Agostini
- Mensagens: 1563
- Registrado em: 16 Nov 2009, 13:46
- Localização: Ibiúna
Já imaginaram o dízimo que esse Gontijo recebe? É tanta "expropriação" neste país que fico doido.
ON THE ROAD AGAIN
Calculando por alto, só daqueles relacionados acima, o Gontijo ganhou mais de 3 milhões, considerando uma comissão de 20%. Já dá prá tomar umas cervejinhas.
Tio Giba
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
Código: Selecionar todos
Com o objetivo de pôr fim a uma contradição no país, o Uruguai estuda a liberação do plantio da maconha para consumo pessoal. O assunto está em debate no Congresso. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
No Uruguai, não é crime consumir, mas sim comprar e vender drogas. No Brasil, tanto o consumo, quanto a comercialização e o cultivo são considerados crimes.
Em entrevista à Folha, um dos autores do projeto, o deputado Sebastián Sabini, considerou as falhas na legislação uruguaia e afirmou que a intenção é proporcionar ao usuário "acesso legal à maconha, permitindo também sufocar o narcotráfico".
O texto prevê legalizar o cultivo de até dois quilos de maconha e limita em 25 gramas a quantidade que o cidadão poderá portar. Segundo dados do governo uruguaio, 40% dos processados por maconha foram flagrados com quantidade inferior a dez gramas.Parabéns aos uruguaios que dão um passo numa tentativa de ao menos testar o combate de outra forma, nunca antes admitida pelo gov. tupiniquim.

-
rafaeladvogado
- Desvirtuador
- Mensagens: 4044
- Registrado em: 23 Ago 2007, 09:33
- Localização: Montenegro
- Contato:
Também nunca consumi... mas acredito que seja bem menos prejudicial do que os cigarros comum com nicotina etc etc etc...cros escreveu:Não sou usuário nem nunca consumi, mas acredito que a unica forma de combater o trafico é competir com os traficantes, que no caso do brasil é exclusivo o uso e dominio do comercio dessas drogas.Código: Selecionar todos
Com o objetivo de pôr fim a uma contradição no país, o Uruguai estuda a liberação do plantio da maconha para consumo pessoal. O assunto está em debate no Congresso. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. No Uruguai, não é crime consumir, mas sim comprar e vender drogas. No Brasil, tanto o consumo, quanto a comercialização e o cultivo são considerados crimes. Em entrevista à Folha, um dos autores do projeto, o deputado Sebastián Sabini, considerou as falhas na legislação uruguaia e afirmou que a intenção é proporcionar ao usuário "acesso legal à maconha, permitindo também sufocar o narcotráfico". O texto prevê legalizar o cultivo de até dois quilos de maconha e limita em 25 gramas a quantidade que o cidadão poderá portar. Segundo dados do governo uruguaio, 40% dos processados por maconha foram flagrados com quantidade inferior a dez gramas.
Parabéns aos uruguaios que dão um passo numa tentativa de ao menos testar o combate de outra forma, nunca antes admitida pelo gov. tupiniquim.
Acho também que deviam proibir propagandas de cervejas na tv... igual fizeram com o cigarro... pois pra mim bebida alcoólica é muito pior... pois geralmente o bêbado não morre sozinho... leva mais gente no trânsito...
QUEM TEM MEDO DA MENTIRA?
Quem cobra verdade da ditadura não pode temer mentira
Por José Nêumane pint*
A verdade não é, nunca foi, um valor absoluto, um bem em si. Verdades
podem ferir, magoar, prejudicar. Assim como mentiras, a depender de
como são contadas e para que são usadas, podem se tornar até
edificantes.
Gabriel García Márquez imagina que Jonas saiu, à noite, para a farra,
dormiu fora de casa e, quando recuperou a clarividência, contou à
mulher a aventura que teria vivido dentro do ventre de uma baleia.
A imaginosa invenção do bebum salvou a paz familiar e tornou-se pedra
fundamental da ficção, gênero literário que, como qualquer obra
humana, pode servir ao bem e ao mal, ser inútil e desagradável ou útil
e prazeroso.
Do ponto de vista filosófico, há controvérsias sobre a existência da
verdade absoluta, assim como se discute a existência da mente superior
que a criou.
Quase sempre é relativa e pode ser contraditória.
Na quinta-feira da semana passada, a presidente Dilma Rousseff
sancionou a lei que cria a Comissão da Verdade, uma instituição
imperfeita, como o são todas as criações do ser humano, para buscar a
memória que a ditadura militar brasileira tentou sepultar em covas
rasas de cemitérios clandestinos.
Nada contra.
A revelação de uma verdade pretérita não poderá fazer mal algum
porque, se “malfeitos” foram executados no arbítrio, o Estado
Democrático de Direito já os absolveu na figura jurídica clássica da
prescrição.
Saber-se-á que determinado oficial ou policial torturou e pelo
hediondo crime ele será sempre execrado e apontado na rua como um
réprobo por suas vítimas, agora no poder.
Entre eles, a presidente mesma, que guerreou (sic), foi presa e maltratada.
Para ser digna da pomposa denominação a comissão teria de ser bifronte
como o deus romano Juno, que tem duas faces, uma voltada para um lado
e outra, para o lado oposto.
Nas escolas de Jornalismo ensina-se que o relato dos fatos será tanto
mais imparcial quanto contiver os dois ou mais lados da questão.
É a teoria Rashomon da narrativa: como no filme clássico do japonês
Akira Kurosawa, cada fato permite uma gama múltipla de relatos, assim
como o delito testemunhado por várias pessoas com pontos de vista
diferentes do mesmo ocorrido.
A comissão de Dilma, contudo, dificilmente abrigará as versões dos que
venceram a guerra suja e acabaram alijadas do poder.
A questão da multilateralidade da verdade relativa, contudo, não é a
única que se apresenta no debate sobre a comissão que o governo
esquerdista criou para julgar os crimes da direita derrotada nas
urnas.
Fica em aberto também a limitação cronológica da apuração. Por que
limitá-la ao prazo da ditadura?
Não será a verdade um valor positivo a ser perseguido também no Estado
Democrático de Direito?
A pergunta ganha força quando se sabe que no mesmo dia o País foi
informado de que o chefão do Partido Democrático Trabalhista (PDT) –
no qual Dilma militou –, Carlos Lupi, mentiu com loquacidade e
desfaçatez.
E, ao desmentir, mentiu mais numa vez, desmoralizando a natureza
redentora da mentira, consagrada no mais popular e sagrado dos livros,
a Bíblia.
E, só para Dilma não ficar com a responsabilidade inteira pelo desafio
ao relato veraz dos fatos, convém lembrar que na dita quinta-feira 17
o Supremo Tribunal Federal adiou uma vez mais a decisão sobre um
assunto de altíssima relevância para a transparência indispensável ao
exercício da Justiça na vigência da democracia.
O pedido do Ministério Público Federal para que o Supremo autorize a
eliminação de todas as provas referentes à Operação Satiagraha,
empreendida por seus membros e pela Polícia Federal, deverá ser
julgado amanhã a partir de decisão a ser tomada e prolatada pela
ministra Cármen Lúcia.
Mas também poderá ser adiado mais uma vez.
Tudo é, no mínimo, bem estranho.
Da operação resultaram muitas notícias e nenhuma punição.
O economista baiano Daniel Dantas, gestor de fundos do Opportunity,
responsável pelo comando acionário da Telecom Brasil e denunciado pelo
sócio hostil, a Telecom Italia, chegou a ser preso, assim como muitos
de seus executivos.
Homens públicos, como o ex-prefeito Celso Pitta e o investidor no
mercado de capitais Naji Nahas, foram tirados da cama e algemados, mas
o assunto terminou, como muitos outros que foram alvo de investigações
da PF “republicana” no governo Lula, mergulhando no buraco negro do
ostracismo.
Nenhum indício, entre os inúmeros levantados na investigação e
divulgados com estardalhaço, passou pelas instâncias do Judiciário sem
que em algum momento se verificassem abuso de autoridade, produção
ilícita de provas, etc.
Neste caso, não se trava uma batalha filosófica entre relato e
invenção, mas está em questão um dos fundamentos do Estado de Direito,
o da transparência.
Réus, agentes da lei, promotores e juízes são todos súditos do mesmo
império, o da norma legal.
E não há nenhuma explicação plausível para a destruição de provas que
tanto podem incriminar os acusados quanto pôr em dúvida a lisura de
quem os houver investigado.
Como provas não incriminam quem não tenha cometido delito, é de
estranhar que logo os acusadores estejam interessados na sua
eliminação.
Se não é ético manter ocultas as práticas da ditadura, será muito
menos sensato agir com a investigação da Operação Satiagraha com o
zelo duvidoso atribuído a Ruy Barbosa de providenciar a remoção da
mancha da escravidão pela queima dos documentos que a registravam.
A Nação espera que Dilma não dê a Lupi o mesmo crédito dado pela
mulher de Jonas ao marido inventivo.
A presidente que criou a Comissão da Verdade não pode temer a mentira.
Assim, também cabe ao STF provar que a força de possíveis implicados
nas provas produzidas por PF, MPF e Justiça não será suficiente para
imobilizar o Poder Judiciário, tornando-o cúmplice da destruição de
provas, sejam estas contra investigados, acusadores ou investigadores.
(Publicado no jornal O Estado de S. Paulo de 23 de novembro de 2011)
José Nêumane pint* é jornalista e escritor
Revista Consultor Jurídico, 23 de novembro de 2011
Quem cobra verdade da ditadura não pode temer mentira
Por José Nêumane pint*
A verdade não é, nunca foi, um valor absoluto, um bem em si. Verdades
podem ferir, magoar, prejudicar. Assim como mentiras, a depender de
como são contadas e para que são usadas, podem se tornar até
edificantes.
Gabriel García Márquez imagina que Jonas saiu, à noite, para a farra,
dormiu fora de casa e, quando recuperou a clarividência, contou à
mulher a aventura que teria vivido dentro do ventre de uma baleia.
A imaginosa invenção do bebum salvou a paz familiar e tornou-se pedra
fundamental da ficção, gênero literário que, como qualquer obra
humana, pode servir ao bem e ao mal, ser inútil e desagradável ou útil
e prazeroso.
Do ponto de vista filosófico, há controvérsias sobre a existência da
verdade absoluta, assim como se discute a existência da mente superior
que a criou.
Quase sempre é relativa e pode ser contraditória.
Na quinta-feira da semana passada, a presidente Dilma Rousseff
sancionou a lei que cria a Comissão da Verdade, uma instituição
imperfeita, como o são todas as criações do ser humano, para buscar a
memória que a ditadura militar brasileira tentou sepultar em covas
rasas de cemitérios clandestinos.
Nada contra.
A revelação de uma verdade pretérita não poderá fazer mal algum
porque, se “malfeitos” foram executados no arbítrio, o Estado
Democrático de Direito já os absolveu na figura jurídica clássica da
prescrição.
Saber-se-á que determinado oficial ou policial torturou e pelo
hediondo crime ele será sempre execrado e apontado na rua como um
réprobo por suas vítimas, agora no poder.
Entre eles, a presidente mesma, que guerreou (sic), foi presa e maltratada.
Para ser digna da pomposa denominação a comissão teria de ser bifronte
como o deus romano Juno, que tem duas faces, uma voltada para um lado
e outra, para o lado oposto.
Nas escolas de Jornalismo ensina-se que o relato dos fatos será tanto
mais imparcial quanto contiver os dois ou mais lados da questão.
É a teoria Rashomon da narrativa: como no filme clássico do japonês
Akira Kurosawa, cada fato permite uma gama múltipla de relatos, assim
como o delito testemunhado por várias pessoas com pontos de vista
diferentes do mesmo ocorrido.
A comissão de Dilma, contudo, dificilmente abrigará as versões dos que
venceram a guerra suja e acabaram alijadas do poder.
A questão da multilateralidade da verdade relativa, contudo, não é a
única que se apresenta no debate sobre a comissão que o governo
esquerdista criou para julgar os crimes da direita derrotada nas
urnas.
Fica em aberto também a limitação cronológica da apuração. Por que
limitá-la ao prazo da ditadura?
Não será a verdade um valor positivo a ser perseguido também no Estado
Democrático de Direito?
A pergunta ganha força quando se sabe que no mesmo dia o País foi
informado de que o chefão do Partido Democrático Trabalhista (PDT) –
no qual Dilma militou –, Carlos Lupi, mentiu com loquacidade e
desfaçatez.
E, ao desmentir, mentiu mais numa vez, desmoralizando a natureza
redentora da mentira, consagrada no mais popular e sagrado dos livros,
a Bíblia.
E, só para Dilma não ficar com a responsabilidade inteira pelo desafio
ao relato veraz dos fatos, convém lembrar que na dita quinta-feira 17
o Supremo Tribunal Federal adiou uma vez mais a decisão sobre um
assunto de altíssima relevância para a transparência indispensável ao
exercício da Justiça na vigência da democracia.
O pedido do Ministério Público Federal para que o Supremo autorize a
eliminação de todas as provas referentes à Operação Satiagraha,
empreendida por seus membros e pela Polícia Federal, deverá ser
julgado amanhã a partir de decisão a ser tomada e prolatada pela
ministra Cármen Lúcia.
Mas também poderá ser adiado mais uma vez.
Tudo é, no mínimo, bem estranho.
Da operação resultaram muitas notícias e nenhuma punição.
O economista baiano Daniel Dantas, gestor de fundos do Opportunity,
responsável pelo comando acionário da Telecom Brasil e denunciado pelo
sócio hostil, a Telecom Italia, chegou a ser preso, assim como muitos
de seus executivos.
Homens públicos, como o ex-prefeito Celso Pitta e o investidor no
mercado de capitais Naji Nahas, foram tirados da cama e algemados, mas
o assunto terminou, como muitos outros que foram alvo de investigações
da PF “republicana” no governo Lula, mergulhando no buraco negro do
ostracismo.
Nenhum indício, entre os inúmeros levantados na investigação e
divulgados com estardalhaço, passou pelas instâncias do Judiciário sem
que em algum momento se verificassem abuso de autoridade, produção
ilícita de provas, etc.
Neste caso, não se trava uma batalha filosófica entre relato e
invenção, mas está em questão um dos fundamentos do Estado de Direito,
o da transparência.
Réus, agentes da lei, promotores e juízes são todos súditos do mesmo
império, o da norma legal.
E não há nenhuma explicação plausível para a destruição de provas que
tanto podem incriminar os acusados quanto pôr em dúvida a lisura de
quem os houver investigado.
Como provas não incriminam quem não tenha cometido delito, é de
estranhar que logo os acusadores estejam interessados na sua
eliminação.
Se não é ético manter ocultas as práticas da ditadura, será muito
menos sensato agir com a investigação da Operação Satiagraha com o
zelo duvidoso atribuído a Ruy Barbosa de providenciar a remoção da
mancha da escravidão pela queima dos documentos que a registravam.
A Nação espera que Dilma não dê a Lupi o mesmo crédito dado pela
mulher de Jonas ao marido inventivo.
A presidente que criou a Comissão da Verdade não pode temer a mentira.
Assim, também cabe ao STF provar que a força de possíveis implicados
nas provas produzidas por PF, MPF e Justiça não será suficiente para
imobilizar o Poder Judiciário, tornando-o cúmplice da destruição de
provas, sejam estas contra investigados, acusadores ou investigadores.
(Publicado no jornal O Estado de S. Paulo de 23 de novembro de 2011)
José Nêumane pint* é jornalista e escritor
Revista Consultor Jurídico, 23 de novembro de 2011
Tio Giba
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
O encanto de viajar está na própria viagem (M.Quintana)
gildalfer escreveu:QUEM TEM MEDO DA MENTIRA?
Saber-se-á que determinado oficial ou policial torturou e pelo
hediondo crime ele será sempre execrado e apontado na rua como um
réprobo por suas vítimas, agora no poder.
Entre eles, a presidente mesma, que guerreou (sic), foi presa e maltratada.
Para ser digna da pomposa denominação a comissão teria de ser bifronte
como o deus romano Juno, que tem duas faces, uma voltada para um lado
e outra, para o lado oposto.
A verdade é uma só, conseguir uma pomposa indenização dos contribuintes (retroativa) afinal, vão condenar um oficial idoso que vive de favor por ter cumprido o que determinava a lei vigente na época?
Até os professores hoje apanham por discordar do governo atual.


