HD: Pesquisa - Por que ter uma

Motos: Harley-Davidson Sportster 883, Harley-Davidson Road King, etc.

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ronei2003
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Ai erra esse tipo de resposta que queria! pesquisei em outros sites realmente as Big Trail são boas em muitos aspectos mas tbm vi que é possivel ter uma viagem bem confortavel numa HD.

Sobre os que disseram que minha duvida era tola, só digo que só ser apaixonado não resolve todos os problemas, posso ser apaixonado por uma moto mas se souber que ao andar nela vou enfrentar problemas que deixariam a viagem uma M>> não vale a pena.
Como disse ainda não tenho moto e acho quase todas HDs lindas mas preso mais ainda pelo conforto e segurança numa viagem,por isso minha duvida e não quero parar no meio do caminho por causa de uma peça quebrada nem chegar ao fim de um caminho com dores nas costas. E quero uma moto que seja um membro da família.

Russo escreveu:
William Alvarenga escreveu:Na década ano 80, eu tinha Honda CB400 vermelha, e meus amigos tinham Honda CB350, Suzuki 750 GT, BMW R65, Honda CB750, e alguns deles tinham Honda CB400 também.
Um amigo tinha Harley Davidson ano 1961, e outro amigo tinha Harley Davidson ano 1966.
Minha CB400 com menos 20.000 kms rodados, já vazou óleo na cabeçote, teve trocar juntas do cabeçote, trocou os rolamentos traseiros, rolamentos da direção, queimava fusíveis, reparos do carburadores, trocou fiação da manetes e outras motos do meus amigos dava outros problemas mecânica e muitas manutenções.
Os amigos que tinham Harley Davidson rodava muito e dava poucas manutenções, por isso me interessei pela Harley Davidson.
No ano passado, minha Virago XV250, já foi oficina Mecânica duas vezes, a minha HD 883 só troquei óleo do motor e filtro de óleo.
A minha ex-883C 2005 só apresentou um problema: queimou o sensor de posição do virabrequim. Foi um problema de "lote" que tinha indicação para recall lá fora, mas que aqui o grupo Rizzo, que representava a marca, ignorou solenemente. Gastei 200tão para trocar (plug and play).

Já a minha atual Softail 1450 FX 2005 também apresentou um único problema, queimou a bomba de gasolina, que foi trocada numa oficina em Irani, cidadezinha de 15.000 hab. no interior de SC. O conserto ficou em uns 300tão.

Com as motos japonesas e coreanas eue tive/tenho, já perdi a conta dos problemas.
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BarãoRS
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...
AJ Souza
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M Valentim lendo este tópico, vi os relatos de gente com experiência, como vc, Russo e o Barão, cada qual com suas boas colocações, mas gostei especialmente destas tuas:
M Valentim escreveu:...Bom espero que as Harleys não se "popularizem" como vc diz, pq seria um caos...Já pensou motociclistas (ou motoqueiros) pelas cidades do Brasil de HD e de chinelo, como vemos hoje em cima das "hondas", seria deprimente......
...rs se não tava se referindo das shadows né...hehe
M Valentim escreveu:...Espero que esta popularização nunca ocorra porque seria muito ruim para a marca, até pq rodar de Harley não é como andar em uma moto popular qualquer....

Pelas características da HD, de peso e vibração pela arquitetura do motor a isso é, pois numa loja tentei tirar uma elekctra glid do pézinho, nossa! põe peso naquilo....rs
M Valentim escreveu:...E não acredito que qualquer pessoa se adapte a uma HD, é um outro conceito e a meu ver nada tem haver com status social (muitos no Brasil veem alguem de HD, como gente de dinheiro) e para mim esta visão está errada.
Quem tem dinheiro (ou acha que tem) deve ostentar isso em cima de uma BMW (seja carro ou moto)....

concordo plenamente...
M Valentim escreveu:...Acho que só deveria estar em cima de uma HD quem entende o espírito da coisa: da tradição, da história, da lenda, da emoção em ser um motociclista clássico.
Que entende que o motociclista clássico veste a sua moto e sua moto o veste...

Aqui nesta parte eu achei bem formulada a tua colocação. Eu vejo isso por mim, pois em 2008 eu era apresentado ao mundo custom, através deste site em uma busca que fiz sobre a mirage, etc... Daí por gostar muito de moto, em especial as custons fui ler sobre, conceitos mecânicos, história, os mitos, simbologias e hoje entendo que você tem que ao menos saber sobre a máquina que está montando. Conhecimentos técnicos, as qualidades e reconhecer também que há defeitos. Sobretudo estar inserido no expírito custom, na filosofia, falar sobre isso, andar, procurar aprender sempre. Tenho livros sobre as HDs e gosto da história dela e tambám das indians. É isso!

Mas atualmente sinto que não to tão fissurado em ter uma HD, melhor dizendo não estou preparado. Admiro a HD, não que seja um sonho inatingível, em vc tendo uma boa moto para a troca, juntando mais um dim dim e pedalando o resto e tirando uma HD semi-nova. No entanto acho que tenho que adquirir experiência em outra moto de média cc, depois achar uma HD que encaixe no meu jeito de ser, na forma de andar, etc. Gosto do estilo classicão isso já é definido.
Um abraço!
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wolfmann
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vou repetir a resposta que enviei via MP sobre esses dois links.

Já li e acho que o autor é alarmista.

Minha moto é 2006, tem 64000 kms e já trocou os tensores da corrente de comando aos 48000 kms. Estavam em bom estado, mas já tinha o kit comprado decidi não esperar mais e troquei. O manual recomenda a troca com no máximo 40000 milhas (64000 kms) e verificação a cada 30000 milhas (48000 kms), os mais cuidadosos fazem a troca com 40000 kms. Nas 2007 em diante (motores TC 96 - 1600cc) havia uma conversa que isso não seria necessário, mas alguns vem chegando aos 80000 kms (50000 milhas) e ao verificar o desgaste fizeram a troca preventivamente. Há algum tempo peguei uma ordem de serviço da HD recomendando verificação na marca de 50000 milhas e troca efetiva na marca de 75000 milhas (120000 kms), marcas bem difícieis de serem alcançadas, mas existe a ordem de serviço (infelizmente perdi e não quis lançar no blog sem ter como comprovar). De toda a forma é algo a ser feito preventivamente como eram os rolamentos do comandos nos motores Evolution.

A moto esquenta, não tem dúvida. Mas não chega a ser o inferno que o autor fala, ainda mais se você remapear e enriquecer a mistura. A HDMC evoluiu para a injeção eletrônica exatamente para poder cumprir as exigencias cada vez maiores das normas anti-poluentes. Quanto mais estrangulado o motor fica para cumprir as normas, mais ele esquenta.

As tourings até 2009 "rebolavam" demais, até mesmo em reta desde que em velocidades acima dos 140 km/h. O true track ancora o quadro e evita essa rebolada, mas nunca ouvi nenhum proprietário reclamando, pelo contrário, eles gostam. De 2010 em diante isso acabou com o novo quadro.

Não falo sobre as V-Rods, conheço poucos proprietários que nem sequer são heavy users, se limitando a passeios curtos ocasionais e comparecer ao café da manhã no dealer.

A baixa pressão na bomba de óleo é lenda. Minha moto anda com a marcha lenta bem abaixo da regulagem de fábrica (850 rpms ao invés das 1050 rpms) e nunca teve problema de lubrificação por defeito na bomba. Tenho sim problema com o regulador de voltagem por ele não estar projetado para manter a voltagem no sistema elétrico com uma marcha lenta tão abaixo do previsto. Consequencia disso: a minha bateria não dura quatro anos, começa a dar sinal de cansaço com três anos e acabo trocando com trÊs anos e meio porque quem segura o sistema elétrico com a moto em marcha lenta acaba sendo a bateria.

E a moto preferida do autor, Sportster XL1200 custom, não me agrada. Longe disso ser algo que desabone a moto, mas linha Sportster tem vários problemas para se adequar ao Brasil e a XL1200 não é diferente: suspensões ruins (continuam sendo o calo das Sportsters), baixa, banco fraco para uma viagem longa (e as vezes para aturar o trânsito), pequena para acomodar confortavelmente duas pessoas, mas é bem melhor que uma Sportster 883 Iron, 883R ou até mesmo a Nightster 1200 exatamente porque tem mesa mais larga para acomodar o aro 16 mais largo.

Não sou um defensor obrigatório das HDs, mas o autor é bem alarmista, do tipo que eu responderia se a moto é tão ruim porque compra... vai comprar outra marca.
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BarãoRS
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Ricardozf12
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E apesar de tudo eu ainda sonho com minha sportster
:oops:
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BarãoRS
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Ricardozf12
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eu entendi e concordo com você, uma marca com 110 anos de experiencia deveria ser exemplo em controle de qualidade, mas não é o que acontece na pratica.
tigdias
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Ronei2003,

Resumindo eu acho que a decisão por uma BMW é puramente racional. A decisão por uma HD é um mix entre razão e emoção.

Não acho que a HD seja tão porcaria como já foi comentado, mas pensando nas adversidades das estradas brasileiras, a BMW talvez seja a melhor decisão pra vc, pq o conjunto dela é projetado para isso.

Nunca pilotei uma Fat Boy, mas tenho certeza que é uma moto muito confortável no asfalto bom (minha 883 já é, então a Fat Boy ou qq outra da linha Softail deva ser mais). Pegou chão batido ou asfalto esburacado ou remendado como temos, o conforto vai pro beleléu... Com a BMW vc não deverá ter es esses problemas...

Abrs
wolfmann
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problema do controle de qualidade é a linha de corte adotada para o mercado brasileiro que é mais baixa que nos EUA e Europa. Na prática é aceito no mercado brasileiro peças que não seriam aceitas no mercado americano e europeu e estas podem ter falhas que serão substituídas posteriormente em garantia.

Se alguém tiver interesse, leiam tópicos sobre as BMWs produzidas no Brasil: são alguns defeitos chatos que as concessionárias trocam sem reclamar, mas repetitivos e que eventualmente podem deixar a moto parada por mais de uma semana...

Aliás, esse é o diferencial: o pós-venda BMW é bem mais eficiente que o pós-venda Harley.

Hoje em dia, é melhor pegar uma HD fora da garantia, normalmente o proprietário anterior terá passado pelos problemas e resolvido, ou uma moto que já tenha pelo menos um ano sem grandes modificações, que a fábrica já terá resolvido a maior parte dos problemas reclamados.
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