A receita de George Soros para salvar os bancos dos EUA
Megainvestidor defende injeção direta de recursos nas instituições sem a criação de um banco estatal para assumir ativos tóxicos
Portal EXAME, | 04.02.2009 | 12h23
O megainvestidor George Soros defendeu nesta quarta-feira um modelo de pacote de socorro aos bancos americanos diferente do que vem sendo cogitado pelo governo. Em artigo publicado no Wall Street Journal, intitulado "Nós podemos fazer melhor que o 'banco ruim' e já temos os recursos para isso", Soros defende uma capitalização direta do governo nos bancos ao invés da criação de um banco estatal para assumir os ativos tóxicos das instituições financeiras.
Para Soros, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não pode se dedicar apenas à aprovação do pacote de infraestrutura e deve também trabalhar para a recuperação do sistema financeiro de duas maneiras: 1) reduzir os juros das hipotecas de forma a evitar uma redução ainda maior do preço dos imóveis, o que contribui para a inadimplência e a continuidade da deterioração da carteira de crédito dos bancos; e 2) capitalizar os bancos de forma a permitir que eles voltem a emprestar. Medidas nesse sentido devem demorar para surtir efeito, mas pelo menos isso criaria mais confiança na recuperação econômica.
Soros vê dois obstáculos a serem superados para que a ajuda aos bancos seja aprovada no Congresso: 1) O ex-secretário do Tesouro, Henry Paulson, foi arbitrário ao gastar parte dos 700 bilhões de dólares do pacote de ajuda aos bancos implementado no ano passado, o que fará Obama ter mais dificuldades para pedir ainda mais dinheiro ao Congresso; e 2) O rombo no balanço dos bancos não para de crescer, agravando cada vez mais o problema.
Soros acredita que o novo pacote de ajuda deve consumir mais 1,5 trilhão de dólares. Simplesmente nacionalizar os bancos ainda é "política e culturalmente impalatável". Por isso, Obama planeja usar cerca de 100 bilhões de dólares do pacote de ajuda a bancos já aprovado no ano passado para criar um "banco ruim". Com esse capital, o "banco ruim" poderia absorver até 1 trilhão de dólares em títulos podres do sistema financeiro americano. "Isso não é suficiente para limpar os balanços dos bancos nem para a retomada dos empréstimos, mas traria algum alívio", escreveu Soros.
O megainvestidor acredita, no entanto, que a criação do "banco ruim" também tornaria mais difícil para o sistema financeiro se capitalizar no futuro. A avaliação do valor dos ativos tóxicos seria complicada. A medida só faria sentido se o governo pagasse mais pelos papéis do que eles estão valendo no mercado. "Isso vai gerar uma tremenda resistência política para qualquer gasto adicional em ajuda aos bancos", afirmou Soros. Por esse motivo, ele acredita que seria um "erro" tomar a rota do "banco ruim" neste momento.
A forma correta de resolver o problema, segundo Soros, seria não remover os ativos tóxicos do balanço dos bancos, mas apenas separá-los em uma outra conta. O capital necessário para cobrir esses créditos de recebimento duvidoso também seriam colocados nessa segunda conta por meio da injeção de participações acionárias e outros papéis presentes na carteira dos bancos. Soros admite que, dessa forma, os bancos ficariam sem dinheiro para continuar a emprestar, porque esses mesmos papéis também são o capital que garante suas carteiras de crédito.
O governo então usaria os mesmos 1 trilhão de dólares que injetaria na compra de ativos tóxicos para colocá-los no "banco ruim" em aportes de capital nos bancos. É provável que 1 trilhão de dólares não seja suficiente para destravar totalmente o crédito. No entanto, investidores privados poderiam demonstrar interesse em capitalizar a parte boa dos bancos, ajudando o governo a pagar a conta. Num primeiro momento, os bancos teriam lucros excelentes com empréstimos, já que a escassez do crédito elevou os spreads. No entanto, a cobrança de juros mais altos fará com que os bancos aumentem, pouco a pouco, seu capital até que fiquem revigorados e possam baixar as taxas cobradas dos clientes.
Soros acredita que esse modelo também afastaria o "risco moral" de ajudar o sistema financeiro. "A indústria bancária se acostumou a pedir ajuda ao estado em momentos de crise", afirma. Por isso, ele defende que Obama resista à tentação de nacionalizar o sistema financeiro ou de colocar os ativos tóxicos em um banco estatal. O sistema bancário precisa ser protegido para permitir o funcionamento normal da economia e o governo americano já tem os recursos para fazer isso. Só que, para Soros, ajudar os bancos sempre que necessário e de qualquer forma ajudou a criar a bolha especulativa que levou à crise atual.
Papo de economia
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Jovi
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Vamos ver...
Código de Trânsito Brasileiro, Art. 29, XII, § 2º. Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
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Não entendi essa, recuperar os bancos??!!
É a instituição financeira que mais lucro obtem, seja qual for a situação, juros estratosféricos, vejam Itau, Bradesco e cia.
E ainda precisam de ajuda???
É a instituição financeira que mais lucro obtem, seja qual for a situação, juros estratosféricos, vejam Itau, Bradesco e cia.
E ainda precisam de ajuda???

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Jovi
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Mas Cros,
O cara se refere aos bancos americanos e acho que lá o juros é bem mais baixo que aqui no Brasil... apesar de não se comparar o tamanho dos mercados...
O cara se refere aos bancos americanos e acho que lá o juros é bem mais baixo que aqui no Brasil... apesar de não se comparar o tamanho dos mercados...
Código de Trânsito Brasileiro, Art. 29, XII, § 2º. Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
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Ontem inaugurou uma loja do Carrefour aqui perto, até então só tinha um hiper (ma mesma avenida em frente a uns 10 anos +/- ou mais).
Não tinha entendindo o porque do congestionamento monstro de ontem.
Hoje fui no hiper da frente estava lotado, ai notei que o carrefour estava cheio, fui dar uma olhada tradicional..
Sabe quando tem promoção de leite ou algo parecido e o pessoal enche o carrinho? Pois o que tinha de gente com TV de plasma, a maioria de 40 pol.
Fiquei pasmo, e a crise ai batendo na porta, e ninguém ve que não existe crise, as pessoas estão indo as compras e só os facinoras dos empresários veem crise e de-lhe a demitir, imaginem esse pessoal todo demitido no mercado de consumo?!
Não tinha entendindo o porque do congestionamento monstro de ontem.
Hoje fui no hiper da frente estava lotado, ai notei que o carrefour estava cheio, fui dar uma olhada tradicional..
Sabe quando tem promoção de leite ou algo parecido e o pessoal enche o carrinho? Pois o que tinha de gente com TV de plasma, a maioria de 40 pol.
Fiquei pasmo, e a crise ai batendo na porta, e ninguém ve que não existe crise, as pessoas estão indo as compras e só os facinoras dos empresários veem crise e de-lhe a demitir, imaginem esse pessoal todo demitido no mercado de consumo?!

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Jovi
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Ouvi um comentário que foi engraçado:
Disse uma amiga que:
"A crise está tão forte, que tem mulher casando por amor"

Disse uma amiga que:
"A crise está tão forte, que tem mulher casando por amor"
Código de Trânsito Brasileiro, Art. 29, XII, § 2º. Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
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Yan.Metal
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joviman escreveu:Ouvi um comentário que foi engraçado:
Disse uma amiga que:
"A crise está tão forte, que tem mulher casando por amor"![]()
![]()
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UHSAudhausdh essa foi boa.
Ex: Mirage 250, Dafra Apache 150, Harley-Davidson V-Rod, Yamaha R3
Atual: Ducati Supersport S
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É, a coisa tá feia...
GM diz que estuda possibilidade de declarar falência
Seg, 30 Mar, 02h32
Washington, 30 mar (EFE).- A General Motors (GM) deixou hoje a porta aberta para uma possível declaração de falência, ao assinalar que mesmo preferindo se reestruturar "fora dos tribunais", "adotará qualquer passo necessário" para ter êxito.
O anúncio aconteceu pouco depois de o presidente americano, Barack Obama, afirmar que a GM tem 60 dias para apresentar um plano de reestruturação mais "profundo" e "radical" que o preparado até o momento.
Em comunicado, a GM disse que o plano da Casa Branca para o setor do automóvel marca "uma nova era" para o país e "um momento definidor na história" da montadora.
A empresa disse que aproveitará os próximos 60 dias para melhorar sua viabilidade no longo prazo, "incluindo a reestruturação das obrigações financeiras com os detentores de bônus, sindicatos e outras partes interessadas".
"Nossa primeira preferência é completar esta reestruturação fora dos tribunais (sem declarar a falência). No entanto, a GM adotará qualquer medida necessária para reestruturar com sucesso a companhia, o que poderia incluir um processo supervisado pelos tribunais", acrescentou o fabricante.
O novo executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, disse que "nos próximos 60 dias todos vão trabalhar continuamente para cumprir as agressivas exigências que foram estabelecidas pelo Grupo Presidencial do Automóvel (GPA)".
Henderson, que assumiu a direção da GM hoje, após a renúncia de Rick Wagoner, acrescentou que está "seguro de que a equipe da GM terá êxito e que uma GM mais forte e saudável terá um papel importante em revitalizar a economia dos Estados Unidos". EFE
GM diz que estuda possibilidade de declarar falência
Seg, 30 Mar, 02h32
Washington, 30 mar (EFE).- A General Motors (GM) deixou hoje a porta aberta para uma possível declaração de falência, ao assinalar que mesmo preferindo se reestruturar "fora dos tribunais", "adotará qualquer passo necessário" para ter êxito.
O anúncio aconteceu pouco depois de o presidente americano, Barack Obama, afirmar que a GM tem 60 dias para apresentar um plano de reestruturação mais "profundo" e "radical" que o preparado até o momento.
Em comunicado, a GM disse que o plano da Casa Branca para o setor do automóvel marca "uma nova era" para o país e "um momento definidor na história" da montadora.
A empresa disse que aproveitará os próximos 60 dias para melhorar sua viabilidade no longo prazo, "incluindo a reestruturação das obrigações financeiras com os detentores de bônus, sindicatos e outras partes interessadas".
"Nossa primeira preferência é completar esta reestruturação fora dos tribunais (sem declarar a falência). No entanto, a GM adotará qualquer medida necessária para reestruturar com sucesso a companhia, o que poderia incluir um processo supervisado pelos tribunais", acrescentou o fabricante.
O novo executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, disse que "nos próximos 60 dias todos vão trabalhar continuamente para cumprir as agressivas exigências que foram estabelecidas pelo Grupo Presidencial do Automóvel (GPA)".
Henderson, que assumiu a direção da GM hoje, após a renúncia de Rick Wagoner, acrescentou que está "seguro de que a equipe da GM terá êxito e que uma GM mais forte e saudável terá um papel importante em revitalizar a economia dos Estados Unidos". EFE
"Errar é humano, culpar os outros é estratégia."
só uma palavra: BlefeMickimba escreveu:É, a coisa tá feia...
GM diz que estuda possibilidade de declarar falência

Blefe (2), para não dizer outras coisas que me passam pela cabeça.

