Bom dia!
José Costa,
Algumas considerações sobre o assunto parte elétrica:
Ao ligar a chave e dar partida no motor a bateria tem que ter energia suficiente
para alimentar todos os componentes da moto. O motor passando a funcionar, o retificador e regulador passa a carregar a bateria e alimentar toda a parte elétrica, o sistema de geração de energia dessa moto funciona assim:
O estator gera energia alternada, em torno de 70 volts, o RR alem de retificar essa tensão tem que manter a voltagem regulada de 13,8 a 14,7 volts
( na minha com retificador original, a tensão na bateria fica entre 14 e 14,7volts) para manter a bateria carregada e alimentar todos os componentes elétricos da moto, O RR é uma fonte chaveada similar ás fontes de computador, ela tem que manter estável a voltagem para qual
foi projetada, e durante o funcionamento, ha uma demanda de energia variável, em função dos diversos "consumidores" que entram em funcionamento, sendo os constantes:
Sistemas de iluminação, sistema de ignição e injeção, a bomba de combustível das EFI varia o consumo de energia para mais ou para menos em função do comando da ECU, quando o motor aquece entra em ação a ventoinha que é outro grande consumidor, o RR tem que manter o “estoque de energia” da bateria e ainda alimentar todo o sistema elétrico funcionando, neste trabalho os componentes do RR geram muito calor, que é o inimigo dos semicondutores, este calor tem que ser mantido dentro de uma faixa de temperatura que
garanta a eficiência e “saúde” dos componentes eletrônicos do RR, antigamente eram utilizados grandes dissipadores de alumínio para dissipar esse calor, com o desenvolvimento dos componentes e projetos eletrônicos, foi reduzida a geração de calor
bem como os sistemas de refrigeração do circuito ficaram menores através do uso de ventiladores que refrigeram os "pequenos" dissipadores. O RR tem no esquema, um circuito que atua diminuindo a voltagem e a corrente fornecida, sempre que os limites
de funcionamento excedem uma faixa segura, evitando a “queima” do RR, se a bateria não armazena a quantidade necessária de energia, a demanda recai toda sobre o RR, e este começa a esquentar, e o circuito de proteção entra em ação, e ha a queda de voltagem
que não supre as necessidades de carga e alimentação dos "consumidores", e o sistema entra em colapso, (falha de faísca, perda de potencia, o ventilador não refrigera o radiador, a bomba de combustível não tem energia suficiente para bombear combustível, etc, etc, enfim da mer**, em tudo.
Então a solução é, RR projetado para o consumo da moto( o original ou compatível "honesto"), bateria com capacidade suficiente para dar suporte ao RR nos momentos de pico, com alta demanda de energia(14Amp/H mínimo), e esta quase tudo resolvido. Todas motos novas injetadas andam com problemas semelhantes, devido ao pequeno espaço que sobrou no projeto para acomodar baterias adequadas ao consumo, e RR que não esquentem e "torrem" com alta demanda de energia, não tem mágica por enquanto. A mirage é uma excelente moto, mas as concessionárias sem preparo técnico, detonaram a marca, fuçando sem noção do que estavam fazendo.
Mas sem sombra de dúvida é uma moto fantástica, e muito agradável de pilotar.
O RR original é muito bom, mas precisa do cooler para resfriar, a bateria se fosse de 16 amperes seria mais adequada( eu uso uma de 18Amp/h), mas se você usa a moto diariamente, a de 14 amp. quebra o galho, a fiação do RR indo direto a bateria você já fez, alias sobre esta questão que muita gente não entende é a seguinte, quando se trata de energia elétrica que é tipo corrente continua, existe a característica elétrica da perda de tensão por extensão de fio X bitola de fio, ou seja o fio condutor tem uma resistência ôhmica por metro de fio dependendo da sua bitola, ver Lei de Ohm,
https://youtu.be/9LGn11bmfh4, é um conhecimento muito útil não só para a moto, mas para tudo que diz respeito a eletrônica no nosso cotidiano. Bem voltando ao fio do RR indo direto para a bateria, ela funciona como uma caixa dágua nas nossas casas, armazenando a agua que é distribuída pela casa, mantendo pressão constante, da bateria saem os fios que vão alimentar todos os "consumidores", a bateria tem capacidade para receber o pico de consumo e o RR é o ajudante e repositor de energia, isso "amacia" o trabalho do RR, pois cada centímetro de fio entre o RR e a bateria, e desta para os "consumidores" forma uma resistência ôhmica que atenua os picos de consumo sobre o RR, com a bateria "amortecendo" o pico de consumo.
Quanto a vibração que você comentou, se a origem for no funcionamento do motor, é difícil avaliar sem ouvir ou "sentir" o motor presencialmente, não da para imaginar a vibração descrita.
Já falei demais, desculpem o bla bla bla! Tem muito mais, mas por escrito é difícil de exprimir claramente esses assuntos.
Bom domingo a todos!