09/11/2007 - 14h37 Ator Mickey Rourke é detido por pilotar moto bêbado da Efe, em Miami
O ator americano Mickey Rourke foi detido na quinta-feira ( 8 ) à noite em Miami Beach por pilotar uma moto embriagado, informou hoje uma fonte policial.
O protagonista de filmes como "9 Semanas e 1/2 de Amor" foi detido pela Polícia quando, aparentemente, realizou uma manobra indevida e ultrapassou um sinal vermelho, segundo o relatório da Polícia.
O relatório policial indica também que Rourke estava com cheiro de álcool e que arrastava as palavras ao falar.
Aparentemente, o exame de alcoolemia de Rourke, 51, deu positivo.
O ator, fã das motos Harley Davidson, foi um dos símbolos sexuais do anos 80.
Código de Trânsito Brasileiro, Art. 29, XII, § 2º. Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
Gostei dos links que colocou encaminhando para outros tópicos semelhantes...
Realmente muita gente abusa... seja por cometer loucuras ou seja por fazer bagunça, estourar giro do motor etc etc etc..
Só para dar um exemplo... eu tive um colega que estudou comigo no 1º semestre da faculdade de Direito que tinha uma CBR 1000 e ele bebia bastante no intervalo e no final da aula depois ia da universidade que fica em São Leopoldo-RS até a casa dele em Porto Alegre pilotando a moto na BR-116... ou seja... praticamente uma tentativa de suicídio... nunca mais vi ele pois ele mudou de turno, porém espero que tenha mudado de hábito à tempo de não morrer nem matar ninguém no trânsito...
Sou contras multas por excesso de velocidade em rodovias boas que poderiam ter o limite de 120km/h mas tem de 80km/h justamente para poderem multar... MAS SOU TOTALMENTE FAVORÁVEL a punição máxima para quem dirige qualquer tipo de veículo bêbado... acho que tem que ficar no mínimo preso um tempo... pra pensar ....
Para os casos de alcool em excesso e direção, e também para os irresponsaveis que fazem de seus veículos verdadeiras armas sou a favor de uma lei severa e implacavel onde não venha a punir estes elementos apenas no bolso mais também com detenção, prestação de serviços para comunidade e até penas muito mais pesadas pois para quem tem um ganho de 20 ou 30 mil reais mensais uma multinha por excesso de velocidade no valor de 500 reais não é nada.
Imaginem a policia com bafometro dando uma batida na saída das baladas, quantos detidos hein?
Há alguns meses aqui em São Paulo, um descarado bebado atropelou mais de 10 pessoas na porta do Olympia, matando duas moças na hora e disse estar só a 40 km/h, maldito nesta velocidade teria parado no primeiro carro dos 5 que ele bateu.
É revoltante, por isso sou a favor da lei severa.
Óntém no jornal nacional da globo mostrou a polícia infiltrada e filmando alguns MOTOQUEIROS empinando suas motinhos e fazendo wheeling no meio da multidão em São Paulo... depois a polícia prendeu todos em flagrante... Vários abandonaram as motos no meio da rua, porém como foram filmados, foi fácil pra polícia pegar eles...
Benevides... concordo com vc... a Lei deve ser dura e severa pra todos que pilotam bêbados... esses sim devem ser punidos... Mas infelizmente o interesse atual não é tirar de circulação os motoristas alcoolizados... o interesse é multar carros que passam a 56km/h em locais onde o radar multa a 50... coisas deste tipo... que dão Lucro...
A punição para quem rodar em desacordo com a resolução 203 do contran (já referida em outros tópicos) é mais severa do que pra quem rodar bêbado... são estas contradições que me irritam..
Tens razão... deveria haver batidas policiais constantes em saídas de bares e discotecas... daí talvez a coisa mudasse um pouco... mas como raramente algum motorista alcoolizado é punido... tudo continua acontecendo...
Moto é campeã de acidentes no trânsito
Fonte: Jornal O Mossoroense – RN – 04/12/2007
Priscilla Dutra
Mais econômica e mais acessível, a moto é a campeã de acidentes no trânsito em Mossoró. De acordo com relatório do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), durante os meses de janeiro a setembro de 2007 a motocicleta esteve envolvida em 53% no total de acidentes do período. Em seguida está a bicicleta com 7,54% e o carro com 2,54%.
Cada vez mais a facilidade de acesso aos financiamentos está entre os motivos que fizeram hipertrofiar a frota de motocicletas. As vítimas de acidentes em muitos casos não usavam os equipamentos de proteção exigidos em lei como, por exemplo, capacete, o que poderá agravar ainda mais o estado de saúde.
A estudante Átila Martins, 21, adquiriu há dois meses uma moto. Ela revela que tem conhecimento que ao guiar uma moto estará mais vulnerável a acidentes do que se estivesse em um carro.
"A moto representou uma solução prática e econômica para mim. Nesse momento eu não tinha condições financeiras de comprar um carro, mas também não agüentava mais depender do transporte coletivo. Me esforço e pago mensalmente o valor de R$ 150. Antes de comprar eu já sabia que por isso estaria submetida a mais riscos de acidentes do que se dirigisse um carro. Por isso tenho o dobro de cuidados", destaca.
O relatório do HRTM traça um panorama geral dos acidentes na cidade. Neste sentido, os adultos de 21 a 40 anos são os que mais sofrem acidentes de trânsito, representando quase 60%. Porém, conforme informações divulgadas pelo 2º Distrito de Polícia Rodoviário Estadual (II DPRE), os números de acidentes no município são altos e demonstram que os jovens são as maiores vítimas.
Em todos os países os traumatismos causados no trânsito são a segunda causa de morte, em ordem de importância, dos jovens de 10 a 24 anos de idade.
Segundo o capitão Alessandro Gomes, dos acidentes registrados no Brasil 42% envolvem jovens (têm entre 18 e 30 anos). Em Mossoró esta última média é inferior a do país e é de 30%. Além do crescente número de motos nas ruas, outro fator que os especialistas esclarecem que contribui para o aumento das estatísticas é a imprudência. Tal característica faz com que o jovem seja uma vítima em potencial para o grupo de risco de acidentes no trânsito. As condições emocionais instáveis acarretariam uma falta de educação no trânsito.
Aumentam os acidentes com motocicletas na SP 310
Fonte: Agenciara – SP – 14/08/2007
Uma pesquisa realizada pela Triângulo do Sol e a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo - ARTESP apontam que em média, 3 mil motos trafegam todos os dias na rodovia Washington Luís - SP 310 no trecho da Triângulo do Sol.
De janeiro a junho, registrou-se 82 acidentes com motos, 76% dos 108 acidentes no perímetro da concessionária. Ela também foi a única a registrar vítimas fatais, 5 contra 2, ocorridas no primeiro semestre de 2006.
Segundo o Diretor de Operações da Triângulo do Sol, Otávio Figueiredo, esse é reflexo do crescimento de 15% do tráfego de motocicletas no primeiro semestre de 2007 em relação a 2006. "Faz-se necessário conscientização dos motociclistas aos limites mínimos e máximos de velocidade, condições de segurança como iluminação, situação dos pneus, capacetes com faixas refletivas, conforme a resolução 203 do Conselho Nacional de Trânsito", argumenta Figueiredo.
Dos acidentes ocorridos, 74% foram com motos de 100 a 250 cilindradas, dos quais 44% eram de 125 cilindradas; 36% dos motoristas tinham até 5 anos de habilitação e 52% tinham entre 18 e 27 anos de idade. As condições do tempo eram boas em 98% dos acidentes e 53% deles aconteceram durante o dia. O tipo de acidente com maior registro foi queda, com 48%.
A pesquisa revela que 97% dos motociclistas são do sexo masculino e 70% tem até 5 anos de habilitação. As motos 70% têm até 125 cilindradas e 87% estavam sendo dirigidas pelos donos; 57% dos entrevistados dirigem entre 4 a 7 dias por semana, 56% a trabalho. Desses, 31% haviam envolvido em acidentes, 79% deles na área urbana e 18% na rodovia.
Quanto às mortes em acidentes caíram 42% no primeiro semestre, os feridos tiveram redução de 11% em relação a 2006. Os atropelamentos, maior causa de óbitos, a redução foi de 19 para 10 ocorrências, o número de feridos caiu de 14 para 8 e o de vítimas fatais, de 8 para 3. "Essa redução está ligada às ações educativas que a concessionária realiza ao longo do ano, como café da manhã nas passarelas e visita de crianças ao Centro de Controle Operacional - CCO, entre outras", conclui Otávio Figueiredo.
Código de Trânsito Brasileiro, Art. 29, XII, § 2º. Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
Estatísticas do motociclismo para 2008
14 de Janeiro de 2008
por Russo - Sandro Andriow
Andei pesquisando sobre acidentes envolvendo motociclistas e encontrei diversos estudos realizados, em sua maioria, nas universidades brasileiras. Ao final da investida, três trabalhos em especial me chamaram a atenção: as pesquisas feitas pela equipe da Epidemiologia da UnB, encabeçadas por Luciano Farage, as desenvolvidas por Maria Sumie Koizumi, da Escola de Enfermagem da USP, e as de Eurico Roberto Willemann, da UFSC.
Vou tentar condensar e resumir o que li nesses trabalhos. Segundo dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicleta) e Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a frota brasileira de motocicletas ultrapassou a casa de 11 milhões de unidades ao final de 2007.
Os registros oficiais de acidentes de trânsito mostram que, desde o ano de 2000, cerca de 9% das motos em circulação envolvem-se anualmente em algum tipo de acidente e que cerca de 2% envolvem-se em acidentes com vítimas — entende-se aqui por vítimas aqueles casos fatais ou os que requerem internação em estabelecimento hospitalar por, no mínimo, 24 horas; tanto do piloto quanto de garupa ou de terceiros.
Os dados mostram também que, anualmente, ocorre um caso de morte por acidente motociclístico para cada 600 motos em circulação. Fazendo umas contas rápidas, chego à conclusão de que neste ano teremos nada mais, nada menos do que cerca de 1 milhão de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas no Brasil, os quais causarão cerca de 214.000 internações e cerca de 18.000 óbitos.
Com base nos pesquisadores citados, o perfil histórico desses acidentados é o seguinte:
- 87% são do sexo masculino;
- 86% estão situados abaixo dos 40 anos de idade, sendo que 63% têm entre 18 e 24 anos e 4% estão abaixo dos 18 anos;
- 16% são garupas.
Quanto às motos envolvidas nos acidentes:
- 85% são de até 125cc;
- 11% são de 125cc a 200cc;
- 4% são acima de 200cc;
- 53% têm até 3 anos de uso;
- 47% têm acima de 3 anos de uso.
Ainda com base nos dados apresentados, as circunstâncias dos acidentes serão as seguintes:
- 24% dos acidentados estarão alcoolizados;
- 77% dos acidentes ocorrerão durante o dia, sem chuva;
- 28% dos acidentados não estarão usando capacete.
Como já foi dito, esses acidentes provocarão mais de 214 mil internações e mais de 18 mil óbitos, sendo que cerca de oito mil dessas mortes serão instantâneas, outras sete mil ocorrerão dentro das 24 horas seguintes ao acidente e o restante, em até 72 horas após o acidente.
A maioria dessas mortes, cerca de 95%, terá como causa o trauma encéfalo-craneano. (TEC*): *Andreoli et al (1990, p. 693) relata que as forças de aceleração-desaceleração recebidas no momento do impacto causam a maior parte das lesões cerebrais produzidas no traumatismo crânio-encefálico fechado.
Quando, por exemplo, devido à aceleração anterógrada, a cabeça se choca no painel imóvel do carro em alta velocidade, a inércia leva o cérebro gelatinoso para frente, lesando as estruturas tanto sobre o ponto da lesão quanto do pólo oposto, a 180 graus de distância (contra-golpe).
Nestas circunstâncias, a presença ou ausência de uma fratura é relativamente irrelevante; o que conta contra o paciente é o grau com que as forças implosivas-explosivas produziram a lesão capilar e neuronal no cérebro (lesão de pequenos vasos e nervos), resultante dos intensos movimentos rotacionais no momento do traumatismo, e quanto da substância branca sofreu cisalhamento.
As internações terão como causas as seguintes lesões, decorrentes dos acidentes motociclísticos:
- Membros inferiores e pelve: 30,00%;
- Cabeça: 21,50%;
- Membros superiores: 12,00%;
- Face: 10,70%;
- Abdômen: 4,50%;
- Tórax: 2,00%;
- Coluna e pescoço: 1,50%;
- Outras lesões: 17,80%.
No entanto, cerca de 40% das vítimas desses acidentes motociclísticos apresentarão um quadro de múltiplas lesões (cabeça, membros, coluna, etc). E o interessante é que cerca de 46% das pessoas que tiveram lesões na cabeça "estariam usando capacetes".
Um pouco mais acima, relato que cerca de 28% das vítimas de acidentes com moto não estarão usando capacete, aproximadamente umas 60.000 pessoas. Logo, teremos umas 160.000 pessoas acidentadas usando capacete.
Ao analisarem as estatísticas de motociclistas mortos (TEC) com e sem capacete, os pesquisadores notaram um dado interessante: as diferenças entre o número de mortos é inferior a 1%, o que me leva a concluir que:
1º - dependendo do impacto, da violência do choque, o uso ou não do capacete não faz diferença;
2º - em 2008 irão morrer vitimadas por TEC, instantaneamente ou nas 72 horas que se seguirem ao acidente, cerca de 8.400 motociclistas sem capacete e 8.000 motociclistas com capacete;
3º - considerando que o número de pessoas que se envolve em acidentes estando de capacete é muito superior ao dos que não o usavam, concluo que usar o capacete é quase 300% mais seguro que não o usar.
Outro fato interessante observado nas pesquisas estudadas foi a comprovação de que a ocorrência de trauma facial (principalmente fraturas nas mandíbulas, destruição de tecidos moles e perda de dentes) é cerca de dez vezes maior quando se sofre um acidente motociclístico sem capacete ou usando-o inadequadamente.
Outro detalhe igualmente curioso é que, entre os motoboys, a ocorrência de trauma facial em acidentes é de cerca de 50%, o que denota o não uso ou o uso inadequado do capacete.
Voltando até o item 1 logo acima, ironicamente concluo que, se falecer em um acidente de moto por conseqüência de TEC, usando capacete pelo menos o meu rosto estará preservado para fazer “boa figura no caixão”.
Mas chega de falar de mortes e de mortos; vou falar agora dos sobreviventes. Depois de um período de internação que poderá variar, segundo as estatísticas de seis a 118 dias, o sobrevivente de um acidente motociclístico terá pela frente um período de recuperação que irá variar de um a seis meses, podendo, no entanto, chegar a ultrapassar os 18 meses nos casos mais graves.
Em muitos casos, no entanto, a recuperação não é total: em 16% dos casos as vítimas de acidentes de moto guardam seqüelas que as tornam inválidas temporariamente, sendo afastadas da vida laborial por um período que, em média, dura seis meses. E 5% dessas vítimas tornam-se inválidas permanentes.
Sendo assim, além dos 18 mil mortos em acidentes motociclísticos previstos para 2008, teremos ainda cerca de 36 mil pessoas que se verão incapacitadas de trabalhar por um bom período e outras 11 mil que nunca mais poderão andar.
Se considerarmos que 67% dos envolvidos em acidentes de moto ainda não atingiram os 24 anos de idade, no ano de 2008 veremos, com muita tristeza, cerca de 7.000 jovens condenados a passar os próximos 10, 20, 40 anos presos a uma cama ou a uma cadeira de rodas.
Caríssimos, perdoem-me por nesse início de ano expô-los à crueza das estatísticas. Mas assim o fiz porque os estimo muito! Um abraço a todos e lembrem-se: basta a menor distração, o menor descuido, para nos tornarmos parte dessas trágicas estatísticas.
Fonte: Moto Repórter
Código de Trânsito Brasileiro, Art. 29, XII, § 2º. Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
interessante.... mas não divulga isso senão vão proibir homens com motos de 125cc e com idade abaixo de 40 anos ... de pilotar.. será uma nova lei proibindo eles de andar de moto hehhehe
Ae Kamerads,
vou reproduzir aqui um texto de minha autoria que já foi publicado em vários fóruns e sites de motociclismo:
Andei pesquisando sobre acidentes envolvendo motociclstas e encontrei diversos estudos realizados, em sua maioria, em Universidades. Em especial, me chamara atenção as pesquisas feitas pela equipe da Epidemiologia da UnB, encabeçadas por Luciano Farage, as pesquisas desenvovidas por Maria Sumie Koizumi, da Escola de Enfermagem da USP e a pesquisa de Eurico Roberto Willemann, da UFSC.
Vou tentar condensar e resumir aqui o que lí nesses trabalhos.
Segundo dados do DENATRAN, ABRACICO e FENABRAVE, no final de 2007 a frota brasileira de motocicletas ultrapassou a casa de 11 milhões de unidades.
Os registros oficiais de acidentes de trânsito mostram que, desde o ano de 2000 cerca de 9% das motos em circulação envolvem-se anualmente em algum tipo de acidente e que cerca de 2% das motos em circulação envolvem-se em acidentes com vítimas (entende-se, aqui, por vítimas, aqueles casos fatais ou os que requerem internação em estabelecimento hospitalar por no mínimo, 24 horas, tanto do piloto quanto de garupa ou de terceiros).
Os registros mostram também que, anualmente, ocorre um caso de morte por acidente motociclístico para cada 600 motos em circulação.
Fazendo umas contas rápidas, chego à conclusão que, no ano de 2008 teremos nada mais, nada menos do que cerca de 1 milhão de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas no Brasil, os quais causarão cerca de 214.000 internações e cerca de 18.000 óbitos.
Com base nos pesquisadores citados, o perfil históricos desses acidentados é o seguinte:
- 87% deles são do sexo masculino;
- 86% deles estão situados abaixo dos 40 anos de idade, sendo que 63% deles tem entre 18 e 24 anos e 4% estáo abaixo dos 18 anos.
- 16% deles serão garupas
Quanto às motos envolvidas nos acidentes:
- 85% delas são de até 125 cc
- 11% delas são de 125 a 200 cc
- 04% delas são acima de 200 cc
- 53% delas tem até 3 anos de uso
- 47% delas tem acima de 3 anos de uso
Ainda com base nos dados apresentados, as circustâncias dos acidentes serão as seguintes:
- 24% dos acidentados estarão alcoolizados;
- 77% dos acidentes ocorrerá durante o dia, sem chuva;
- 28% dos acidentados não estará usando capacete (21% no Sul/Sudeste e 36% no Norte/Nordeste/Centro-Oeste);
Como já foi dito, esses acidentes provocarão mais de 214 mil internações e mais de 18 mil óbitos, sendo que umas 8 mil dessas mortes serão instantâneas, outras 7 mil ocorrerão dentro das 24 horas seguintes ao acidente e o restante, em até 72 horas após o acidente. A maioria dessas mortes, cerca de 95%, terá como causa o trauma encéfalo-craneano (TEC*).
* Andreoli et al (1990, p. 693) relata que: As forças de aceleração-desacelerção recebidas no momento do impacto causam a maior parte das lesões cerebrais produzidas no traumatismo crânio-encefálico fechado. Quando, por exemplo, devido à aceleração anterógrada, a cabeça se choca no painel imóvel do carro em alta velocidade, a inércia leva o cérebro gelatinoso para frente, lesando as estruturas tanto sobre o ponto da lesão quanto do pólo oposto, a 180 graus de distância (contra-golpe). Nestas circunstâncias, a presença ou ausência de uma fratura é relativamente irrelevante; o que conta contra o paciente é o grau com as forças implosivas-explosivas produziram a lesão capilar e neuronal no cérebro (lesão de pequenos vasos e nervos), resultante dos intensos movimentos rotacionais no momento do traumatismo, e quanto da substância branca sofreu cisalhamento.
As internações terão como causas as seguintes lesões, decorrentes dos acidentes motociclísticos;
- Membros inferiores e pelve: 30,00%
- Cabeça: 21,50%
- Membros superioes: 12,00%
- Face: 10,70%
- Abdômen: 4,50%
- Tórax: 2,00%
- coluna e pescoço: 1,50%
- Outras lesões: 17,80%
No entanto, cerca de 40% das vítimas desses acidentes motociclísticos apresentarão um quadro de múltiplas lesões (cabeça, membros, coluna, etc). E o interessante é que cerca de 46% das pessoas que tiveram lesões na cabeça "estariam usando capacetes".
Um pouco mais acima, relato que cerca de 28% das vítimas de acidentes com moto não estará usando capacete, aproximadamente umas 60.000 pessoas. Logo, teremos umas 160.000 pessoas acidentadas usando capacete. Ao analisarem as estatísticas de motociclistas mortos por TEC com e sem capacete, os pesquisadores notaram um dado interessante: as diferenças entre o número de mortos é inferior a 1%, o que me leva a concluir que:
1. dependendo do impacto, da violência do choque, o uso ou não do capacete não faz diferença;
2. em 2008 irão morrer vitimadas por TEC, instantâneamente ou nas 72 horas que se seguirem ao acidente, cerca de 8.400 motociclistas sem capacete e 8.000 motociclistas com capacete.
3. considerando que o número de pessoas que se envolve em acidentes estando de capacete é muito superior ao dos que não o usavam, concluo que usar o capacete é quase 300% mais seguro que não o usar.
Outro fato interessante é que nas pesquisas que estudei, ficou comprovado que a ocorrência de trauma facial, principalmente fraturas nas mandíbulas, destruição de tecidos moles e perda de dentes) é cerca de 10 vezes maior quando se sofre um acidente motociclístico sem capacete ou usando-o inadequadamente.
Outro detalhe igualmente curioso é que, entre os moto-boys, a ocorrência de trauma facial em acidentes é de cerca de 50%, o que denota o não uso ou o uso inadequando do capacete.
Voltando cinco parágrafos, até o ítem 1, logo acima, ironicamente concluo que, se falecer em um acidente de moto por consequência de TEC, usando capacete pelo menos o meu rosto estará preservado para fazer "boa figura no caixão.
Mas, chega de falar de mortes e de mortos Kamerads. Vou falar agora dos sobreviventes:
Depois de um período de internação que poderá variar, segundo as estatísticas, de 6 a 118 dias, o sobrevivente de um acidente motociclístico terá pela frente um período de recuperação, que irá variar de um a seis meses, podendo, no entanto, chegar a ultrapassar os 18 meses nos casos mais graves.
Em muitos casos, no entanto, a recuperação não é total: em 16% dos casos as vítimas de acidentes de moto guardam sequelas que as tornas inválidas temporariamente, sendo afastadas da vida laborial por um período que em média dura 6 meses e 5% dessas vítimas tornam-se inválidas permanentes.
Sendo assim, além dos 18 mil mortos em acidentes motociclísticos que teremos em 2008, teremos ainda cerca de 36 mil pessoas que se verão incapacitadas de trabalhar por um bom período e outras 11 mil que nunca mais poderão andar. Se considerarmos que, conforme consta no início deste texto, 67% dos envolvidos em acidentes de moto ainda não atingiram os 24 anos de idade, no ano de 2008 veremos, com muita tristeza, cerca de 7.000 jovens condenados a passar os próximos 10, 20, 40 anos presos a uma cama ou a uma cadeira de rodas.
Caríssimos Kamerads:
Perdoem-me por, nesse início de ano, expô-los à crueza das estatísticas.
Mas assim o fiz porque os estimo muito!
Um abraço a todos e lembrem-se: basta a menor distração, o menor discuido, para nos tornarmos parte dessas trágicas estatísticas.
rgallas escreveu:O autor deste texto é o Sr.Elthon Charles Correa
e está postado em nosso tópico: viewtopic.php?t=303
desculpe mas isso é incorreto:
Esse Elthon Charles Correa, tão logo publiquei o texto pela primeira vez, em 02/01/08 no Fórum M@D, tratou de copia-lo e postá-lo como seu em outro site (www.moto.com.br , na seção "moto-reporter), no dia 14/01/2007. Meus amigos do M@D,, por conta própria, entraram em contato com o responsãvel pelo site, solicitando a correção ou remoção.
O site tirou o artigo do ar e depois, por email ao moto.com.br, autorizei que o publicassem novamente, com a correção da autoria, como pode ser observado no link abaixo:
Estava viajando de moto pelo interior de São Paulo e, quando retornei, recebi diversas mensagens sobre um texto que eu escrevi e que outra pessoa havia encaminhado para publicação no Moto.com.br, como se fosse de sua autoria.
Não cheguei a ver tal publicação pois a mesma foi retirada do site, a pedido desses meus amigos, na minha ausência. Eu, particularmente, não fiquei chateado com o suposto plágio, pois realizei a pesquisa e escrevi o texto para chamar a atenção da rapaziada mais jovem, nos fóruns de moto que frequento, pois estava cansado de ver colegas acidentarem-se (e até mesmo morrerem), por falta de atenção, pois os mais jovens tem uma percepção de risco menor. Assim sendo, quanto maior o número de sites em que for publicado, melhor, pois mais pessoas terão acesso aos dados que compilei.
Abaixo, segue os links do site onde o texto foi publicado originalmente e sinta-se à vontade para publicá-lo no moto.com.br, se assim desejar.
Meu nome é Sandro Andriow, o mesmo que consta no site moto.com.br, eu sou professor universitário, orientador de projetos, monografias e dissertações e levo muito, mas muito à sério essa questão da autoria.
Jamais eu utilizaria um texto alheio como meu, mas infelizmente esse Elthon fez isso e gerou essa confusão.
Ps. Se restar alguma dúvida, tenho disponível para enviar por email a quem desejar, em PDF, os arquivos com as pesquisas que citei no início do texto, que serviram como ponto de partida para o meu estudo e também a planilha em Excel na qual consta a memória de cálculo dos dados que apurei.